<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499</id><updated>2012-02-16T16:18:32.179-08:00</updated><category term='sono e blog'/><title type='text'>"Palavra: minha matéria. Criatura que me conduz muda e me escreve desatenta. Palavra."</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-152735536387024600</id><published>2009-10-22T15:59:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T02:56:05.740-07:00</updated><title type='text'>vou ler até virar clarice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;adoro quando eu tenho o quarto só pra mim, me mudo de cama por comodidade e faço coisas como puxar o teclado até o colchão para digitar deitada com uma mão só enquanto a outra apóia a cabeça. ligo a música que eu quero, durmo de madrugada, acordo um zumbi, pra dormir de novo durante a tarde fingindo que nem tem trabalho pra fazer...  é assim que estou agora, superficialmente. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;como estou não-superficialmente? isso eu gostaria de conseguir guardar pros poucos. entrei aqui pra escrever (jura?) sobre isso, apesar de até eu ter quase esquecido daqui. mas pra quê? não me dou ao trabalho de pôr nem as maiúsculas! acho que não estou preparada pra escrever sobre isso, talvez esteja menos a cada dia. sabe quando a estória dá preguiça? sabe quando parece que a gente dá murro em ponto de faca? sabe quando a gente precisa se economizar? sabe quando a gente tenta fazer cego ver? cansa pisar em ovos o tempo inteiro; cansa estar estranhamente errada o tempo inteiro; cansa tentar mostrar que tem algo muito errado quando você acha que o mundo todo tá torto e só você tá certo; cansa ter que dizer "pára, isso é desrespeito, amigos não fazem isso" e ainda ser a vilã; cansa ter que ser robô e ser entusiasmada todos os segundos da minha vida pra não virar ofensa pessoal, crime de Estado...  muitas, inúmeras coisas, cansam demais. E até isso é distorcido, invertido, pra parecer que eu sou a errada e a difícil de conviver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;começando assim quase escrevi demais. mas, de novo, pra quê? as pessoas só aprendem quando sentem na pele mesmo, quem sou eu pra tentar avisar? e se seu suposto amigo te desrespeita como ninguém jamais fez e não se importa minimamente com o que isso provocou dentro de você, se seu suposto amigo acha que pedir desculpas é para os fracos, se seu suposto amigo depois de tudo ainda te acha o vilão da história, quem é você pra abrir a boca e dizer o que tá sentindo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As coisas importantes a gente conta pra quem respeita. E isso só pode ser um desaforo pra quem sabe que não merece saber algo importante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, descobri o meu assunto idiota demais, tal como as causas, mesmo depois de deixar escapar mais do que planejei. Foi quando desisti de pensar nisso, parei de escrever, e aqui, deitada com o teclado no colchão, descobri que posso baixar livros em segundos! Baixei uma quantidade impossível de ler, mas tô sentindo aquela coisa boa e fantasiosa de "vou ler até virar clarice"...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me mais me incomoda é essa superficialidade pra mim incompreensível. É a superfície que distorce tudo. Não vê que a casca, em quem não a cultua, é o oposto do que vem por dentro? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, está tudo muito muito bem (voltei a usar maiúsculas!!!).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-152735536387024600?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/152735536387024600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=152735536387024600&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/152735536387024600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/152735536387024600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/10/superficialidades.html' title='vou ler até virar clarice'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7569619858436577001</id><published>2009-09-24T17:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T18:03:07.672-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>depois de um banho quente demoradérrimo daqueles de acabar com a água do mundo e fazer todo mundo morrer de sede (por causa do meeeeeeeeeeeu banho), depois de destruir a camada de ozônio com o desodorante que só-po-de ser aerosol, depois de esperar infinitamente a família voltar (não voltou), acho que vou finalmente abrir o bolo sozinha (como estive o dia todo) e comer na frente da tv.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7569619858436577001?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7569619858436577001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7569619858436577001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7569619858436577001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7569619858436577001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/09/depois-de-um-banho-quente-demoraderrimo.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8961203522686218431</id><published>2009-09-23T11:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T11:58:48.843-07:00</updated><title type='text'>martin margiela</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/Srpvfvz2zNI/AAAAAAAAAHc/EJOzj6uTUjg/s1600-h/resize.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384738895675444434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/Srpvfvz2zNI/AAAAAAAAAHc/EJOzj6uTUjg/s320/resize.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;sapatinhos de vidro! *.* miiiiiiiii.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8961203522686218431?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8961203522686218431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8961203522686218431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8961203522686218431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8961203522686218431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/09/martin-margiela.html' title='martin margiela'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/Srpvfvz2zNI/AAAAAAAAAHc/EJOzj6uTUjg/s72-c/resize.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1738348705292090436</id><published>2009-08-02T19:54:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T21:18:59.017-07:00</updated><title type='text'>insone</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada decisão pequenininha muda completamente o curso de uma vida inteira. O tempo inteiro aparecem oportunidades pra reviravoltas. Lembro delas e penso que jamais vou saber o que seria, com mais um pouco de coragem e desapego, o resultado de tudo. E esses sinais que eu sismo em achar que existem pelos quais me deixo guiar, serão reais ou serão manifestações do que eu quero que seja? Eu enxergaria sinais em outra situação totalmente diferente se eu a desejasse? Há detalhes que eu não sei sobre mim. Detalhes que todo mundo costuma considerar primordiais. Fazem um estardalhaço como se fosse regra nascer, crescer, andar, falar, saber tal e tal e tal coisa sobre si, descobrir um talento especial e executá-lo com real mestreza. Acho tudo historinha de filme que insistem em jogar pra realidade. Ou eu deveria mesmo saber mais de mim? E de mais quem quer que seja? Ou todo mundo cria as respostinhas só pra ter uma e pronto? Por muito tempo pensei que eu encararia minha morte bem demais, não teria medo,  simplesmente aceitaria, me despediria de tudo, sentiria saudades mas seguiria em frente. Até, recentemente, me sentir a minutos de morrer e querer mais que tudo abraçar todo mundo de novo, querer me segurar nas pessoas que eu amo e chorar por não saber como privá-las de sofrer  qualquer fração do que eu sofri quando estive no lugar delas. Lembrei dos meus últimos momentos com cada um, em cujos detalhes me detive com atenção, porque lembro de ter sentido medo de que fossem os últimos, porque conscientemente me despedi. Foi diante disso tudo que constatei: caralho, eu tenho medo! Há coisas que não tem como saber. Mas não ter controle suficiente sobre minha vida realmente me causa um efeito estranho de estremecimento, angústia ou ansiedade, algo entre a necessidade e o nervosismo. Daqui a dois anos, dois anos e meio, três anos... minha vida é um completo borrão na minha cabeça. Uma interrogação gigantesca e assustadora. Principalmente se as opções que prevejo forem mesmo as minhas opções. Assusta mesmo. E nada de blablablá a vida não teria graça se a gente soubesse o que vai acontecer, aproveite, aventura, surpresa, e o escambau ensaiado que todo mundo destrambelha a falar quando o assunto é esse. Na real todo mundo se contorce de medo do futuro. Tooodo mundo. E tooooodo mundo adooooraria uma bolinha de cristal pra ver o que acontece a longo prazo como consequência de nossas escolhas. Porque todo mundo vive e vê e sente como se nunca fosse precisar mudar os planos, como se os planos nunca pudessem ser interrompidos contra a nossa vontade, porque todo mundo acha que nunca vai precisar soltar algo sem o qual é difícil viver. E aí se POW o que você quis, achou lindo, dream lifestyle, tudoazul vida bela (e etc) não puder mais acontecer, o plano B vem no improviso. E se for uma merda de um plano B? Eu odeio não saber o que vai acontecer comigo em três anos. Realmente odeio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1738348705292090436?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1738348705292090436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1738348705292090436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1738348705292090436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1738348705292090436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/08/porcariainsone.html' title='insone'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7500996571675013855</id><published>2009-05-18T16:37:00.001-07:00</published><updated>2009-05-18T16:44:47.173-07:00</updated><title type='text'>escrito nas telhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Surge um ser insano em mim que quer matar pessoas e começa a metralhar em silêncio milhões de frases cheias de histeria reclamando e brigando sobre bobeiras que inconsicente (e hormonalmente) me enxem de ódio. O lado são dosa e pensa "pára, ui, hormônio babaca, eu nunca sentiria raiva disso" e o lado histérico continua sentindo uma raiva irracional de tudo, tu-do, e eu pareço uma mulherzinha neurótica irritada intratável brigona carente comilona implicante chorona gorducha ciumenta psicótica maníaca ninfomaníaca e o escambau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu quero milhões de estampas na minha parede, uma meia-calça canelada, alguns centímetros a menos de cintura, 3kg a menos na balança, mil potes de kerastáse pro cabelo, um spa, massagem, luvas de hidratação, carteira de motorista, explosivos (muitos), contos quentes, música latina, dose dupla de tequila, uma banheira imensa, a vela de pitanga que tá no armário, troca a tequila por martini com a cereja, mas nem gosto de cereja volta pra tequilalimãoesal, ou tira a vela a banheira a tequila, quero vodka mesmo e distração, não pegar ônibus lotados, me deslocar instantaneamente por todos os pontos do mundo, ter os pés na areia, ver a lua, o museu de lautrec, as casas de gaudí, não ouvir mais a música, a chave dum lugar vazio, cair dormindo profundamente, acordar com o cabelo perfeito, gritar, fechar os olhos, dançar até cansar, falar o que der na telha, eu quero aaaaaaaaaaaaahhh (com algumas intonações de ah), quero muito muitas coisas (pra mulheres de tpm, nunca é pedir demais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que tenho em minhas mãos é um banho quente e uma noite de sono. Talvez a meia-canelada amanhã. E umas páginas de &lt;em&gt;Toda Prosa&lt;/em&gt; antes de dormir (porque eu preciso mesmo da boa leitura depois desse lixo). Beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;esqueci de comparar a pincelada do lautrec com o ritmo narrativo da denser no trabalho. merda merda merda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7500996571675013855?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7500996571675013855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7500996571675013855&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7500996571675013855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7500996571675013855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/05/escrito-nas-telhas_18.html' title='escrito nas telhas'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7192234510143630331</id><published>2009-05-15T12:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T07:40:58.514-07:00</updated><title type='text'>little wanted pill</title><content type='html'>&lt;em&gt;vê-lo: &lt;/em&gt;&lt;em&gt;calma.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;inesperado o perfume: &lt;/em&gt;&lt;em&gt;dispara (por acaso).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vem o dia o cansaço 'cadê? passa,tempo,passalogo!'&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(tempo &lt;span style="font-size:85%;"&gt;tempo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;tempo........................................&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;...............................................................................&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;..............................................................................)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ali ele! (senta e desabafa).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ela nervosdescontrolefalaereclama &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;compulsiva neurótica&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;fala reclama fala berra fala fala&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ele sente, entende, sabe o que fazer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ele, olhos doces e cálidos, em silêncio, diz muito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;interrompe calabeija ternamente sua boca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e eladescontrole só aí percebe&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eladescontrole, tagarela desatenta, só aí enxerga sua pressa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(enxerga mais que a pressa)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ele lhe beijodemora e sabe, sabe que acerta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ela se desprende da pressa (e pensa 'você sabe muito&lt;/em&gt;&lt;em&gt; que acerta')&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ele lhe demoradevolve maravilhosamente o ar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e ela respira, por fim &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;se cala, respira &lt;/em&gt;&lt;em&gt;fundo e sente nula toda a tensão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ele, remédio eficaz, lhe devolve ar-calma em doses homeopáticas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e ela num abraço se promete&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ele acolhe ela ama &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(respira, respira......)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;braços bocas olhos juntos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(por acaso, dispara: inesperado o perfume)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;cada detalhe cada expressão,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;cada centímetro daquele rosto admira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;olha olha olha olha &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;olhos juntos &lt;/em&gt;&lt;em&gt;e ela: calma.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-quinze-&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7192234510143630331?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7192234510143630331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7192234510143630331&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7192234510143630331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7192234510143630331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/05/little-wanted-desired-pill.html' title='little wanted pill'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1605175546879819499</id><published>2009-05-03T06:49:00.001-07:00</published><updated>2009-05-03T07:01:35.141-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>sonhei que estava em barcelona vendo as obras de gaudí.&lt;br /&gt;acordei com o barulho do secador alheio.&lt;br /&gt;relógio.&lt;br /&gt;coração apertado?&lt;br /&gt;ou falta de ar?&lt;br /&gt;ou saudade de barcelona?&lt;br /&gt;(intervalo de pensamentos disconexos mudança de assunto mudança de foco)&lt;br /&gt;talvez haja momentos em que palavras virem pedido de socorro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1605175546879819499?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1605175546879819499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1605175546879819499&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1605175546879819499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1605175546879819499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/05/sonhei-que-estava-em-barcelona-vendo-as.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3410391915037824880</id><published>2009-05-02T15:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T15:21:05.802-07:00</updated><title type='text'>berro-relâmpago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma tarde inteira de sobrecarga mental, metade do que deveria ser considerando o tempo até a entrega do trabalho, mas já um pouco demais pra manter um estado saudável de humor. Não, não é tempestade em copo d'água porque eu passei o semestre vadiando e agora apertou. O negócio é que eu adoro arrumar pepino pra piorar os trabalhos que já não são brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Manual de marca + todo material gráfico que se possa imaginar desde cartão de visitas até embalagem de pipoca e climatização do cinema para sexta-feira tiiiiiiiinha que ser sobre o filme do David Lynch. Tinha! Tinha logo que ser &lt;em&gt;Mulholland Drive&lt;/em&gt;. DO DAVID LYNCH! (e pergunta se eu já comecei?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalhinho de teoria do design (PRA QUINTA) que podia nem ser tão monstruoso, qual artista da transição secXIX-secXX eu tinha que escolher? Qual? Henri di Toulouse Lautrec, é óbvio que eu ia escolhê-lo. Mas o pepino ainda não está aí. Agora eu digo que devo traçar um pararelo analisando as características atemporais de uma obra do Lautrec em comparação a uma obra de algum artista da transição dos séculos XX-XXI, ou seja, algum ser de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*E quem eu posso comparar com o Lautrec? Que pintor eu comparo com ele? Logo ele que é deus na França como é Lenine no Brasil? ....Tá, abstrai da pintura. Quem, nesse mundo, agora, se compara com ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;PLIM!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Márcia Denser! Claro! Ela! Tudo a ver! Lautrec de saias da literatura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e vem a vozinha do Polak na minha cabeça: "não compliquem... comparem pintor com pintor, poeta com poeta, cineasta com cineasta... misturar só vai dificultar a vida..."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;PE-PI-NO!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E agora já li tudo que há disponível na internet sobre Márcia Denser, Lautrec, Belle Epoque, Comuna de Paris, Geração pós-45, ditadura militar, até uma monografia de 170 páginas sobre o erotismo na literatura. Puta overdose, até porque quando se decide escrever sobre Lautrec e Márcia Denser é impossível dar-se ao luxo de não estudar até morrer tudo que diz respeito a eles pra não cometer quase-crimes em qualquer equívoco (ou pra diminuir a incidência deles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso descansar, e depois de um banho quente quase assassino daqueles que dão dor de cabeça e tontura, não sei como desocupar a cabeça. Deveria ler o livro da Denser, &lt;em&gt;Tango Fantasma&lt;/em&gt;, porque é ele que eu vou usar no trabalho e nunca li inteiro. Mas quem disse que eu consigo ler essa mulher agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever? Uma boa. A não ser pelo fato de que nesse estágio mental tudo que sái são frases compulsivas sem qualquer valor e isso aqui tá ficando uma grande merda. E tudo que eu quis escrever nos últimos dias me escapou pela boca. Ou continua aqui, mas não tenho a calma ou o controle necessários pra escrevê-los sem berrar e berrar. Além dessa luz bizarra do monitor que começa a torrar meus neorônios e envelhecer a minha pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enchi o saco do Ney, do Pedro Luís, do César e, por incrível que pareça, do Caetano. Sabe a vontade que eu tenho agora? De berrar um foda-se bem alto e esmagar todo mundo que eu quero esmagar numa parede até espirrar o resto de alma deles pro lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não. A vontade passou. Tô viajando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que preciso ir dormir. Não, preciso de muito mais. Mas dormir é o que está ao meu alcance.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Meu Deus, eu não sou digna de escrever sobre eles. Onde estava eu com a cabeça?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*e apesar desse ser um texto de merda, serviu como parcela de desabafos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amanhã acordo semi-nova. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3410391915037824880?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3410391915037824880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3410391915037824880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3410391915037824880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3410391915037824880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/05/berro-relampago_7379.html' title='berro-relâmpago'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8599523985295072775</id><published>2009-04-29T17:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T18:06:53.228-07:00</updated><title type='text'>desconcertos da vida privada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- moça, eu quero uma 7/8.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- que cor?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- preta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- com ou sem renda?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- a rendada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- tem dois tamanhos: P/M e G/EG. pra você P/M?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- capaz, não, moça. a P não cabe não.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- qual sua altura?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- 1,65.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- peso?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- 55, acho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- manequim?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- 38.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- aí, ó, P/M, na tabela diz que é P/M.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- moça, eu comprei uma 7/8 tamanho único e fiquei lon-ge de caber nela. mooooiiiiito longe.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ah, é?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- sim, e já tentei comprar olhando as tabelas e NUNCA deu certo na minha vida INTEIRA, nem na infância.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- não pode! tem certeza?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- sim, acho que é meio desproporcional, se eu for pela tabela não dá certo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ... =O.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- não tem uma aí pra eu provar, né?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- não, essas meias finas não tem provador.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- vou me arriscar na G/EG, então...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ... não quer mesmo a P/M?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- moça, essa calça disfarça, ju-ro que não vai entrar!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- ... =o.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mais um tempo constrangedor pra convencer a vendendora da coxa tamanho G)&lt;br /&gt;15 min depois: a vendedora finalmente registra no caixa uma G/EG.&lt;br /&gt;1h depois: o tamanho estava certo. bem certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬¬&lt;br /&gt;vendedoras irritantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8599523985295072775?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8599523985295072775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8599523985295072775&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8599523985295072775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8599523985295072775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/04/desconcertos-da-vida-privada.html' title='desconcertos da vida privada'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6560950802074377900</id><published>2009-04-10T12:31:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T17:35:28.280-07:00</updated><title type='text'>eterno fugaz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um sentimento irracional de pré-morte se assolou por todas as partículas do meu corpo naquela madrugada. Talvez um mau sonho, talvez o medo de crescer somado à perspectiva de um futuro pouco palpável, talvez fosse um presságio, ou talvez não fosse nada, mas levantei pela manhã mais "eterna" do que nunca. Não por ser inatingível, pelo contrário. Naquele dia senti a força da efemeridade em cada poro, senti a vulnerabilidade de todos os sentidos e a finitude tão concreta e pronunciável dos meus movimentos. Senti o calor fugaz do sangue em minhas veias e em outras, o calor tão intenso e vivo que em horas poderia deixar de existir. Senti a fragilidade da minha vida mais precisamente, como se em todos os outros dias eu a ignorasse, mas, decidisse naquele brindar com ela, à ela. Naquele dia, ela se expressava em cada segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, estava tudo que me importa, tudo que exterior à mim de mim faz parte, tudo que esse tudo, espalhado física e emocionalmente por tanto lados, me causa. Abracei a certeza do que me reabastece na contemplação excessivamente poética que compete aos que começam a dizer adeus. Dessa forma, fui me despedindo do que me pareceu atingível como eu, porque uma prova irrefutável da vida repleta de calor e altivez pode se desvanecer de uma hora pra outra e nunca sabemos qual é a última hora pra pousarmos o ouvido no peito e ouvir atentamente o som último das batidas daquele coração. Descarreguei dezenas de recados mudos... abracei mais forte pra que cada segundo daquele abraço fosse sentido conscientemente em cada detalhe, pra que ficasse marcado na memória &lt;/strong&gt;(sente e lembra)&lt;strong&gt;. Olhei os olhos e com os meus queimei as declarações silenciosas que não me saíram pela boca&lt;/strong&gt; (te amo te amo te amo)&lt;strong&gt;. Por algum motivo que me pareceu, mesmo ali, muito errado e passível de fortes arrependimentos fosse aquele instante de fato uma despedida, me declarei apenas com a mente e o olhar&lt;/strong&gt; (me ouve, veja os meus olhos, lembra o que eles estão te dizendo)&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o dia falando pra dentro minhas mensagens inaudíveis esperando que um dia todos lembrassem e soubessem o que eu quis dizer. Mas me assustei quando minha intenção pareceu entendida antecipadamente e eu senti mais alguém se despedindo de mim como sendo aquele momento não um equívoco uma necessidade. A hipótese da dúvida virando verdade me fez chorar. Foi nesse misto de despedida e jura, de mortalidade e afetos, que me senti eterna. Acho que a vida se faz ainda mais real quando parece estar por um fio. Ela se expande e se pronuncia aos berros quando parece prestes a se calar. Me senti viva demais de uma forma quase incômoda (há muita responsabilidade em estar vivo por pouco tempo) e as verdades se fizeram tão notáveis que eu me senti eterna enquanto durava (embora despreze a desculpa mentirosa do "eterno enquanto dure") porque a verdade da minha limitação era indiscutível e grande demais, porque tudo que eu sentia era verdadeiro demais, porque pra mim o que é verdadeiro é infinito, e em coexistência à parte de mim que estava em risco eu achei a parte de mim que vai existir sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então venho questionando algumas de minhas loucuras: como pareço sempre escrever pra pessoas específicas, como costumo escrever o que me falta coragem de dizer, como escrevo com uma frequência muito maior quando as coisas não estão bem, como muitas vezes escrevi demais pra compensar a ausência de alguém que eu queria ter ao meu lado, como tantas vezes pensei que estivesse reestabelecendo o equilíbrio e logo via que me enganava. E esse espaço é, mais do que pra mim, pra outros... ora pros meus filhos, ora pros amigos que perdi, ora pra alguém que eu amo e está ausente (em quaisquer dos sentidos de "ausente"), ora pra qualquer pessoa ainda desconhecida que me faça falta... talvez por isso sempre acabe voltando pra dizer qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de tudo, desisti de me importar com os motivos que me fazem escrever de uma forma ou de outra, desisti de querer descobrir o que todas as mudanças fizeram de mim, desisti de tentar saber a todo custo em quem eu estou me transformando. Uma hora eu descubro naturalmente, a busca por equilíbrio não é mais uma meta tão urgente, não me incomoda mais que tudo ache seu lugar aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à minha morte, vai ver foi um equívoco como vários outros e eu vou estar com 102 anos conceituando as obras dos meus amiguinhos numa entrevista de televisão. Essas sensações ruins inexplicáveis, acho que quando são de verdade não dá coragem de contar pra ninguém. De qualquer forma, eu não quero margaridas brancas, nem que cantem músicas de igreja, nem que se vistam de preto.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[baseado parcial ou totalmente em fatos reais]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6560950802074377900?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6560950802074377900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6560950802074377900&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6560950802074377900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6560950802074377900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/04/eterno-fugaz.html' title='eterno fugaz'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1011416838784102901</id><published>2009-04-06T12:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T12:49:18.325-07:00</updated><title type='text'>=D</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rPmp75WoodI/Sdeb7xI34bI/AAAAAAAAAPk/wtbkZ6zQFIo/s320/meme2m.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rPmp75WoodI/Sdeb7xI34bI/AAAAAAAAAPk/wtbkZ6zQFIo/s320/meme2m.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Isa me deu de presente! Olha só, presta pra um sorriso belo isso aqui. =D Belo sorriso da bela Isa.&lt;br /&gt;E nada melhor do que entrar na corrente enquanto a folha de perspectiva está lá semi riscada na sala dos desesperados (impossível impossííííível terminar aquilooooooooo professoraloucaaaaaaaaaaaa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamo lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete coisas que me fazem sorrir:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Companhia do papai.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os amigos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O beloved.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Céu bonito azul sem nuvens com um solzinho gostoso batendo no rosto.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Lembranças&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Coisas bonitas da vida, desde criancinhas mimosas que brincam achando que a vida é fácil, até casais de velhinhos apaixonados.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Filmes/livros e suas perfeições.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Sete blogs que me fazem sorrir (acho que não tenho tantos):&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://viaisagalatica.blogspot.com/" _blank=""&gt;&lt;strong&gt;Isinha (ó, minha Isinha, tá crescendo!)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://larga-mente.blogspot.com/" _blank=""&gt;&lt;strong&gt;Larga-mente&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.mothern.blogspot.com/" _blank=""&gt;&lt;strong&gt;Manual da mãe moderna (pra rir dos monstrinhos que devem ficar longe de mim)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://lenineoficial.blogspot.com/" _blank=""&gt;&lt;strong&gt;Deus no céu, ele na Terra.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://flutuandonaspalavras.blogspot.com/" _blank=""&gt;&lt;strong&gt;Beloved (blog abandonado, mas já me fez sorrir)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;...e outros hots que eu não acho mais.&lt;br /&gt;*não vou avisar nenhum dos blogs que foram citados aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1011416838784102901?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1011416838784102901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1011416838784102901&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1011416838784102901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1011416838784102901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/04/d.html' title='=D'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rPmp75WoodI/Sdeb7xI34bI/AAAAAAAAAPk/wtbkZ6zQFIo/s72-c/meme2m.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6961558564073200222</id><published>2009-03-29T13:31:00.001-07:00</published><updated>2009-03-29T13:36:01.610-07:00</updated><title type='text'>por fa vooooooooooor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.gaudidesigner.com/data/file/457.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 374px; height: 388px;" src="http://www.gaudidesigner.com/data/file/457.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;mãããããããããããããããããããããããããããããããããããããããããããeeeeee!&lt;br /&gt;me leva lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6961558564073200222?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6961558564073200222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6961558564073200222&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6961558564073200222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6961558564073200222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/por-fa-vooooooooooor.html' title='por fa vooooooooooor'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1678832586517101171</id><published>2009-03-28T09:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T09:33:41.265-07:00</updated><title type='text'>pequenas grandes coisas que salvam dias</title><content type='html'>um banho quente.&lt;br /&gt;sorvete de negresco, colomba maxi gotas, chocolate (tudo no mesmo pote).&lt;br /&gt;sofá e filme.&lt;br /&gt;revista bravo, livro e soneca.&lt;br /&gt;um abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1678832586517101171?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1678832586517101171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1678832586517101171&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1678832586517101171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1678832586517101171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/pequenas-grandes-coisas-que-salvam-dias.html' title='pequenas grandes coisas que salvam dias'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3779750039335292809</id><published>2009-03-11T16:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-11T16:50:57.733-07:00</updated><title type='text'>uma dose de transparência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aos 19 anos, a gente bebe vodka nos queijos-do-amor &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(são bancos amarelos e escondidos da UTFPR)&lt;/span&gt; em aulas vagas, rasga folhas, desiste dos pontos de fuga &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(imagino você como uma arquiteta também, mães se espelham nos filhos... mas vai que até seu vestibular você me convence de outra coisa?),&lt;/span&gt; adia trabalho, conversa no tempo livre, e é super divertido. Mas no fundo, a gente morre de medo de estar brincando com fogo e só se dar mesmo conta disso ao se formar e não dar conta do recado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A gente abraça demais &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(você vai ser uma abraçadora compulsiva também, é de família)&lt;/span&gt;, gargalha, acha tudo engraçado, põe a mão no fogo por muita gente, bate e xinga os amigos íntimos, briga, pede desculpas, ama pra sempre e todas as variações disso. Mas dá um puta medo de que todo mundo suma ao final de alguns anos, porque &lt;em&gt;“seremos amigos pra sempre”&lt;/em&gt; já ouvi vezes a fio, e em raras delas foi verdade. Dá medo! E as chances de você concordar comigo quando ler isso, minha querida, é infelizmente grande &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(mães e filhas concordam umas com as outras de vez em quando, UAU!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em vários momentos da vida, a gente escolhe quem deixar por perto e assiste quando vão embora. Não é sempre, mas acontece vezes o bastante pra quase te fazer desistir da humanidade &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ou ter medo da morte, não da sua, mas dos outros).&lt;/span&gt; Quando somem podendo estar perto, a gente dá uma de orgulhoso e finge que não liga, uma das criancices que duram a vida inteira. Mas a verdade é que a gente sente uma enorme saudade de todos eles, e tem medo, mas medo mesmo, de ser sozinho no final das contas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em rodinhas, no bar, na esquina, a gente fala do futuro, diz o nome dos filhos &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(você se chama mesmo Inês? Ou Maria? Ou Marco Antônio? Ou Samuel? A lista que eu fiz é imensa!)&lt;/span&gt; e cria histórias dos amigos se encontrando em 10 anos. Um vestido de sfiha do habib's na Silva Jardim, outro gordo, outra freira, outra com 10 filhos, outra solteirona professora mal-comida do DADIN, outro amish, outra prestes a virar mãe pela 1ª vez &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(eu! =D)&lt;/span&gt; e etc. A gente planeja a grana, o carro e a Barcelona na sala. Sonhadores ou realistas, saberemos mais tarde. Mas a gente tem mesmo medo do que pode ser daqui até lá, e as brincadeirinhas engraçadas de humor-negro têm que pelamordedeus ficar só na brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A gente mergulha na multidão, depois cansa dela. Foge nela e dela. No meio de tudo, diz que está tudo bem, que está superando e que as coisas caminham como devem. Mas a gente sente em cada olhada furtiva uma puta dor-de-cotovelo &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ainda existe essa expressão?),&lt;/span&gt; se morde de ciúmes a todo instante, quase morre de saudades, o peito dói e a respiração pesa. As lembranças tomam conta, o olhar se torna vagovazio até que alguém diga &lt;em&gt;"ei! tô falando com você!".&lt;/em&gt; E quando você estiver assim também e eu perguntar o que você tem, lá por volta de 2038 &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(=O eu vou estar velha! Céus!), &lt;/span&gt;possivelmente, você vai dizer que não tem nada, como eu acabei de dizer pra minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a gente brinca com a vida, ri das emoções, fala&lt;em&gt; "acho que eu sou meio burra&lt;/em&gt;" só pra justificar o coração teimoso. A gente tenta fazer as lágrimas virarem brincadeira, e quando não é possível dá pra esconder os olhos atrás dos óculos escuros&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (a moda agora é a de óculos gigantescos que cobrem o rosto inteiro, temos sorte. Se na sua época eles forem pequenos, vai ter que arrumar outro artifício). &lt;/span&gt;São disfarces e mais disfarces, porque a gente se acostuma com o constrangimento de deixar que vejam nossas verdades. Mas tem vezes que a gente precisa mesmo é falar sério, admitir em vez de esconder, poder chorar quando dá vontade, porra, e em algum lugar você vai achar quem te ouça &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(me surpreendi com isso hoje),&lt;/span&gt; mesmo que às vezes pareça difícil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se você vai reagir como eu, mas tenho razões pra achar que também é uma tendência genética &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(torço pra te escolher um pai mais controlado que te salve dessa característica).&lt;/span&gt; A gente chega perto de quem se gosta e as cenas passam como borrões: misturadas, confusas e rápidas demais. A maior vontade é de abraçar forte e demoradamente, mas a gente acaba se impressionando mais vezes do que o necessário quando os segundos voam. Eles passam num grande branco sem registros e nos empurram pra minutos após quando o abraço já se desfez, quando não tem mais como abraçar o abraço almejado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só Deus sabe qual vai ser o remédio de vocês em 2038 &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sério, não é legal repetir essa data)&lt;/span&gt;. Agora, a gente escreve porque é seguro, porque poucos lêem blogs pouco divulgados &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(como esse)&lt;/span&gt; e é confortável desabafar sabendo que no dia seguinte as pessoas pra quem são dedicadas as frases provavelmente não saberão de nada caso a gente tenha se arrependido de escrever. Na verdade, isso é uma grande covardia &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sua mãe tem seus momentos)&lt;/span&gt; porque as frases não deveriam ser escritos arrependidos, deveriam ser fatos falados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando o coração prende na garganta, a gente adia, pensa em tentar, pensa em desistir, ou simplesmente acha que não adianta, mas tinha mesmo que chegar perto e falar a verdade pra nunca se arrepender de não ter falado. É melhor lembrar que o possível foi feito, porque só assim dá pra acreditar que as coisas são o que devem ser. É o famoso faça o que eu digo e não o que eu faço, não é mesmo? Por algum motivo eu parei na etapa de pensar em tentar ou desistir em silêncio &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sabe, os momentos de covardia).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quando a cabeça vira de ponta pro ar, demora um pouco até que tudo entre nos eixos, demora até a gente se achar de volta. Até que isso aconteça, numa hora as coisas parecem se encaixar nos seus devidos lugares pra no minuto seguinte o equilíbrio sumir outra vez. Os pensamentos não páram, não ficam em sossego num mesmo lugar, não se estabilizam. É exatamente isso que eu sinto agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não só aos 19 anos, mas durante a vida, a gente faz de conta o tempo inteiro, mas tinha mesmo é que deixar de ser fingido, não acha? Isso é uma grande merda. Te digo que é melhor admitir, ainda que seja expositivo demais. É menos pesado. Carregar o silêncio nas costas pode ser desgastante. Talvez você se surpreenda ao notar mais semelhança entre nós do que imaginava. Ou então você é um rapaz e achou tudo isso um papo-de-mulherzinha insuportáve&lt;span style="font-size:85%;"&gt;l (eu deixo você dar umas risadas da minha cara).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A você, filho ou filha. Um pedaço da parte frágil que os pais escondem dos seus rebentos. A nós, uma dose de transparência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"...os edifícios abandonados, as estradas sem ninguém, óleo queimado, as vigas na areia, a lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos... por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lenine ainda me trás alguma calma. Você gosta do Lenine ou acha brega-música-de-velho-coisa-do-século-passado?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3779750039335292809?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3779750039335292809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3779750039335292809&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3779750039335292809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3779750039335292809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/uma-dose-de-transparencia.html' title='uma dose de transparência'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3890873781595043528</id><published>2009-03-07T13:33:00.001-08:00</published><updated>2009-03-07T13:45:43.323-08:00</updated><title type='text'>há que pôr o chão nos pés...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não gosto daquela exaustão psicológico-decadente que procede uma noitada. Digo não gostar não por todas as consequências e efeitos colaterais ou qualquer coisa de ordem moral, mas por nesses dias me sentir, mais que em quaisquer outros, indiscutivelmente frágil. Frágil, sozinha, vulnerável e perigosamente entregue às saudades/fugas/crises e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O creme de 10 minutos pro cabelo está no meu há 7h. A televisão está chata, os melhores amigos incomunicáveis, a concentração de leitura impraticável. A música está alta ou baixa demais (há horas procuro a intensidade ideal), o cobertor quente demais pra temperatura de agora, o sono quitado. Os litros de reflexões que vêm e se atropelam não deixam que qualquer raciocínio se conclua, são dezenas de interrogações sem respostas, objetivos semidecididos e conflitos não-resolvidos. As palavras não saem (não as que eu preciso que saiam) nem escritas nem faladas porque é fato que tem dias nos quais não adianta nada conversar com qualquer pessoa ou escrever em qualquer papel. O papel não cura e as únicas pessoas que ouviriam qualquer das idiotices que eu precisasse proferir, que saberiam diferenciar o que eu falo por falar e falo por sentir, os que conseguem me ver sem qualquer véu de disfarce que eu tente adotar, por algum motivo, não estão presentes. E esse conjunto de sensações faz do meu um dia longe de ser legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solitária a multidão, vazia. Saber que a inserção da forma que lembro chega pra mim cheia de venenos (e que de outra forma não seria) faz crescer explosivamente a impressão de estar totalmente sozinha com a multidão que está longe de me conhecer. Me sinto uma estranha, guardando tudo, sendo a única a saber quem eu sou. E quando pergunto "quem aqui conhece mais que minha carcaça?" não acho nome nenhum pra responder. Não que seja culpa de alguém, é de ninguém. Mas é inevitável não lembrar de quando não era assim. É inevitável não me sentir absurdamente sozinha e anônima (e tendo a acreditar que nessa condição há vários além de mim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias em que não somos nós. Algumas vezes num mesmo dia fugimos de ser pra evitar o tédio. Mas quando o equilíbrio parece alterado é melhor não forçar a barra, calar a boca e ficar em casa mesmo. Acordar, lembrar das últimas horas e discordar de muito é quase como um atestado próprio de burrice, porque é inacreditável como num surto qualquer de semi-insanidade ou pseudoeuforia a gente pode acabar sendo o que não gosta. Soprando aos quatro ventos reflexões nas quais não acreditamos, sorrindo e assentindo, dizendo coisas que não achamos legal dizer... e por quê raios? Começo a odiar muito do que lembro e a idéia de apagar atos, escritos, ditos se consolida numa ambição quase irresistível não fosse a impossibilidade de concretização. Vem a urgência de mudar tudo, ou quase. Ainda não sei tudo que vou decidir ser mas sei o que quero apagar, ao menos grande parte, e começo por agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que pôr o chão nos pés.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3890873781595043528?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3890873781595043528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3890873781595043528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3890873781595043528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3890873781595043528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/nao-gosto-daquela-exaustao-psicologico.html' title='há que pôr o chão nos pés...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1321504215800922661</id><published>2009-03-05T16:21:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T16:34:53.655-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vai, alegria!, que a vida, Maria, não passa de um dia.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não vou te  prender. Corre, Maria, que a vida não espera (é uma primavera, não  podes perder)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;mais chico se ouve, mais chico se descobre: cura-tédio que dura a vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1321504215800922661?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1321504215800922661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1321504215800922661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1321504215800922661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1321504215800922661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/vai-alegria-que-vida-maria-nao-passa-de.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6491266591649336974</id><published>2009-03-05T15:55:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T16:02:12.476-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>calordosinfernos&lt;br /&gt;sabe quando dá vontade de escrever e não sái nada?&lt;br /&gt;bloqueio&lt;br /&gt;é.&lt;br /&gt;e tem algo pra amanhã&lt;br /&gt;e eu lembrei agora que é uma reflexão ridícula&lt;br /&gt;(ridículaidiota)&lt;br /&gt;que foi passada na aula&lt;br /&gt;ridícula!&lt;br /&gt;eu nem fiz, droga&lt;br /&gt;isso aqui tá ficando ridículo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6491266591649336974?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6491266591649336974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6491266591649336974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6491266591649336974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6491266591649336974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/calordosinfernos-sabe-quando-da-vontade.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7207067756715972019</id><published>2009-03-02T19:58:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T20:00:35.359-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;é esse, então, o motivo da crise?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;carôl diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;também. tô numa fase metamorfótica na qual eu perco minha personalidade até descobrir o que eu preciso procurar de volta. acontece uma vez por ano ou uma a cada dois, por aí, mas sempre acontece e é estranhão. isso que me deixa meio louca e inconstante. o resto eh só uma crise adicional.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;você precisa voltar as origens, carol. hsuhausas amigas antigas, sabe como é. um ponto com o passado... haha uma época feliz da vida em que não haviam fins nem projetos em abundância.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;carôl diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ahuahauhauahuahauahua (L)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;hahaha&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;não desista de mim.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;carôl diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;nunca desisti&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;aaah, mas nunca nem me chama pra um almoço, que seja&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;poxa, isso é mesmo complicado, né?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;carôl diz:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;eu não sei seus horários. você tem aula de tarde. que dias são tranquilos pra almoçarmos?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ah, hora de almoço é sempre 12h. não venha com essa hsuhauhsuhsas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;carôl diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;almoço quinta? enton?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Belela diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;essa? fechou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nhim saudadinha! ela sempre sabe me convencer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7207067756715972019?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7207067756715972019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7207067756715972019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7207067756715972019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7207067756715972019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/belela-diz-e-esse-entao-o-motivo-da.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7615562370776225979</id><published>2009-03-02T13:41:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T13:47:23.632-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;canetapapel&lt;br /&gt;naskjdndociojsaskljcnidhaslkdjmahdlkmaçlsjcdihfcoijrokçalsdcn&lt;br /&gt;sonoridades improváveis e outras bizarrices mais&lt;br /&gt;clec clec clec&lt;br /&gt;me sinto limitada por palavras&lt;br /&gt;(merdaponto)&lt;br /&gt;ou seja tudo uma quarta dimensão&lt;br /&gt;&lt;em&gt;curious&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;whata bloody hell?&lt;br /&gt;EXPLODE!&lt;br /&gt;pow&lt;br /&gt;nada&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;b o a n o i t e&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7615562370776225979?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7615562370776225979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7615562370776225979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7615562370776225979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7615562370776225979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/03/canetapapel-naskjdndociojsaskljcnidhasl_02.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3108316887374331991</id><published>2009-02-27T14:53:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T09:24:25.540-08:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>tem razão?&lt;br /&gt;o corpo quando desobedece a vontade..&lt;br /&gt;a boca quando cala, opositora...&lt;br /&gt;a palpitação quando contradiz o razoável...&lt;br /&gt;os sentidos quando negam qualquer sinal de bom senso...&lt;br /&gt;a alma quando continua chutando pra frente o que talvez devesse desafiar a inércia...&lt;br /&gt;as músicas quando se fazem nossas...&lt;br /&gt;a caneta e os personagens semi-reais quando artifícios pra parecer tudo um pouco mais trivial...&lt;br /&gt;pra tudo isso, tem razão?&lt;br /&gt;uma palpável, real, lógica.&lt;br /&gt;uma convincente e justificável.&lt;br /&gt;tem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3108316887374331991?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3108316887374331991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3108316887374331991&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3108316887374331991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3108316887374331991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='?'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-910744224651017643</id><published>2009-02-21T09:21:00.000-08:00</published><updated>2009-02-21T09:29:44.975-08:00</updated><title type='text'>bolas de fumaça</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SaA5oSNgfeI/AAAAAAAAAHM/NYzZ_hB2Fb4/s1600-h/cig.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305303725288488418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 315px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SaA5oSNgfeI/AAAAAAAAAHM/NYzZ_hB2Fb4/s320/cig.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fumo agora em grandes bolas de fumaça os litros e litros outrora sorvidos brutalmente pelos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;viram cinzas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-910744224651017643?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/910744224651017643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=910744224651017643&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/910744224651017643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/910744224651017643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/02/bolas-de-fumaca.html' title='bolas de fumaça'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SaA5oSNgfeI/AAAAAAAAAHM/NYzZ_hB2Fb4/s72-c/cig.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-4282129956904197612</id><published>2009-02-18T08:41:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T08:45:32.556-08:00</updated><title type='text'>banging in my belly...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;i hear them talk as i walk... yes, i hear them talk. i hear they say: expect the final blast!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de férias. O clássico. Isso sempre é escrito, seja em carta pro amigo que mora longe, seja na cabeça pra quem não está aqui pra ler a carta, seja pro imaginário que ainda não apareceu... Uma época sem nada que sempre chega carregada de reflexões e promessas, desdas mais fúteis até as quase-impossíveis. Uma pausa que sempre nos incita a mudar algo, qualquer coisa, nem que seja a cor do cabelo, e desde crianças estamos condicionados a isso: mudar de caderno, de estojo, blablablá e sabedeus quem pôs isso na nossa cabeça. Acho estranho, pensando assim agora, mas não era isso que pretendia dizer (na verdade, não havia algo que eu pretendesse dizer). Mas não vou fazer um balanço detalhado dos meus dias nem confidenciar meus planos. Menos por vontade e mais por distração, menos por direito e mais por tradição, darei continuidade ao nada além do ordinário resumo de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito livros. Pelas milhares de páginas, me vi em muitos personagens, achei minhas frases roubadas (aquelas que escrevem antes de mim e quando leio só consigo pensar &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"ei! eu que quero dizer isso!"&lt;/span&gt;)... Pelas histórias, fui Fermín, Bernarda, fui mesmo Clara Barceló, Bea, Miquel Moliner, Penélope Aldaya e Júlian Carax. Mais que todos eles, fui Núria Monfort e os Sempere, ora pai ora filho, como se os autores me conhecessem e baseassem todos seus personagens em mim. É bom se achar assim em certos livros. A parte gêmea nos involve, e a desigual ensina. O tocador de som, ao lado, silenciado por não haver álbum sem alguma música-fora-de-hora (aquelas que não devem ser ouvidas em épocas específicas) voltou a tocar todas as faixas, agora novas -mesmo as antigas estão novas. Livros cadernos canetas empilhados, o copo cheio cheio apoiado, a janela a tarde e a noite em congruente poesia... Depois disso, pressinto o estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da praia e tudo que ela envolve, do novo ar, do céu. Depois de todos os livros, filmes, músicas e até mesmo os 100 episódios de Lost (é, 1ª e 2ª temporadas, uma verdadeira overdose =p). Depois de todas as toneladas de pensamentos entre um dia e outro, das incontáveis folhas escritas guardadas ou amassadas, das citações, dos personagens profetas professores... Depois de todas as criancices e rabugices, das ponderações e de todos os delírios... &lt;em&gt;"nine out of ten"&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;"you don't know me"&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;"it's a long way"&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;"o quereres"&lt;/em&gt; depois... as coisas retomam os seus devidos lugares. Ciclo mutacional se aproxima do encerramento e o bom desafio de sempre, reaprender a mais recente carolina, se descomplica como deve. Corto aqui o fio da meada porque o que há de mais talvez nem eu parasse pra ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Achados (álbuns):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Caetano Veloso - Totalmente Demais (1986)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Caetano Veloso - Transa (1972)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;feel the &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GkZCYezBuAw" target="_blank"&gt;sound&lt;/a&gt; of music banging in my belly...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-4282129956904197612?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/4282129956904197612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=4282129956904197612&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4282129956904197612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4282129956904197612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/02/banging-in-my-belly.html' title='banging in my belly...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-9078769295007540771</id><published>2009-02-14T12:07:00.000-08:00</published><updated>2009-02-14T13:03:33.870-08:00</updated><title type='text'>o céééu, o sooool, o maaaaaar!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As idéias parecem fluir muito melhor no escuro. Às vezes tenho medo do escuro, mas não é o caso de hoje. Não é nada sombrio ou funesto (na verdade, só é sombrio quando me traz medo). Hoje, o escuro está poético! A luz - me refiro à luz forçada, inventada, artificial - dispersa, distrái, sobretudo quando a atenção se volta pro lado de fora da janela. Atrapalha as cores de lá (o céu), os sons (mar, vento), as luzes de lá (estrelas, lua), tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite aqui é bela, suave. O som das ondas logo ali, o azul clarinho do céu mesmo de noite... o ar chegando tão espiritualmente puro, carregado de uma energia que cura e renova. Acaricia a pele, caminha macio pelos pulmões, balança as cortinas e sopra os acordes mais divinos, arrasta todo peso pra longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o ar leviano e sarcástico, destrutivo, toneladas dentro do corpo, que senti já em tantas cidades, como se elas (cidades) fossem vampiros que sugam o que há de melhor dentro das pessoas pra trasnformá-las em carcaças ambulantes. É uma atmosfera completamente diferente, como se não fosse o mesmo mundo. Talvez seja a praia. Talvez o mar absorva toda a podridão do primitivismo irracional que distrói vidas todos os dias em todos os lugares. Talvez a força das ondas intimide a fraqueza humana, e aí tudo soa sublime, tudo balança com mais harmonia. Apesar de tudo que existe de errado, o ar sopra diferente, como consolo ou carinho. É leve, inexplicavelmente leve. E nada do que eu escreva poderá explicar a sensação de respirar aqui. Presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia me peguei numa representação insana, algo detalhável apenas pra bruno-lyz-lu, e na fuga da loucura que todos temos, uns mais outros menos, dentro de nós, me esbarrei com a realidade irrefutável ali, logo depois da limítrofe de vidro. Pela milézima vez, não com menos magia que das outras, me encantei. E como me encantei! O cd naquele momento era o ideal (e agora os cds voltaram a rodar todas as faixas sem incômodo). A melodia perfeita consonante com as cores e os sons da linda noite de Recife. E assim, balbuciando uma música de uma vez, descubro a cada dia, como a criança descobre síladas, mais algum detalhe ali pra contemplar. Uma calma imensa me invade nesses momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em concorrência com a magia da noite, só o fim da tarde. Os coqueiros em contraste com uns dos azuis-mar-e-céu mais lindos que eu já vi. Cenário perfeito. Lindo-quase-impossível! Tipo aquelas perfeições que me fazem achar que vou morrer logo em seguida porque não vai caber mais em mim algo tão extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da tarde... o sol se pondo... Definitivamente, caminhar na praia &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ouvindo mombojó ao pôr-do-sol foi uma das coisas mais sensacionalmente mágicas que já fiz. Novo cenário-lembrança, aqueles coqueiros, aquele céu, aquele mar, com aquelas matizes em conjunto, exatamente da forma indescritível em que estavam... agora viraram sinônimos. E, ao contrário das memórias que desejo manter sempre nos mesmos acordes e cheiros, dessa vez eu amei não impedir a música de ganhar novo significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;andando reto sem destino, lalalalá lalalalá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ♪&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-9078769295007540771?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/9078769295007540771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=9078769295007540771&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/9078769295007540771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/9078769295007540771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/02/o-ceeeu-o-sooool-o-maaaaaar.html' title='o céééu, o sooool, o maaaaaar!'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5949347517859415955</id><published>2009-02-01T04:36:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T06:19:33.253-08:00</updated><title type='text'>alguns laços muitos nós</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempos depois, as cenas repassam repetidamente pela memória e congelam como fita velha naquela imagem. A imagem vista de longe, poucos e avassaladores segundos depois do adeus contundente, só ela sabia. Observava-o impetuosamente em segredo: o andar muito leve, um sorriso descabido. Foi tão fácil? Nem respeito? Pouco antes, pensara em mais um minuto para torná-lo último com cuidado. Ele preciso ir, ela tchau virou-se, não houve o minuto. De modo que não se soltaram por imeditado, ela se permitiu lançar mais um meticuloso olhar, o último daquela forma, olhar último nos últimos segundos de posse. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Côncavo/convexo, rima/verso...&lt;/span&gt; Num dia como aquele, numa situação como aquela... ele riso ela pranto, não mais que um minuto após a despedida.  Estrangeiro, por que sorrias?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5949347517859415955?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5949347517859415955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5949347517859415955&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5949347517859415955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5949347517859415955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/02/alguns-lacos-muitos-nos.html' title='alguns laços muitos nós'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3550897832068335472</id><published>2009-01-27T05:16:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T08:27:50.739-08:00</updated><title type='text'>aquele blues</title><content type='html'>hoje quis gritar o blues de Cazuza com o bumbo na praça&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(pois há um incêndio sob a chuva rala)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pra todos os rostos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- a cada verso um rosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;a cada trecho, mais alguém&lt;br /&gt;a cada frase uma dedicatória.&lt;br /&gt;foi bom. o ato. cantar pra todos muito embora não ouçam.&lt;br /&gt;hoje foi bom, amanhã não seria necessário.&lt;br /&gt;mas nada muda o fato de que se encaixam em tantos, os versos, em tantos!&lt;br /&gt;não deveriam.&lt;br /&gt;é esse o grande mal,&lt;br /&gt;o grande responsável por todo o mal.&lt;br /&gt;não digo ser diferente,&lt;br /&gt;gostaria de ser, tento ser&lt;br /&gt;e procuro acreditar que venço um pedaço insignificante a cada dia&lt;br /&gt;mas sou ainda e sempre parasita do mundo e da vida,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(condição humana, burra condição)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;também há o verso meu&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(que me esbofeteia a face a cada vez que se faz existir em sons)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=7Oh7WdD1Dpk&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;somos iguais em desgraça,&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; afinal.&lt;br /&gt;uns mais, outros menos, somos todos iguais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3550897832068335472?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3550897832068335472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3550897832068335472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3550897832068335472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3550897832068335472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/aquele-blues.html' title='aquele blues'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5286907631820232734</id><published>2009-01-25T06:14:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T06:26:34.751-08:00</updated><title type='text'>meta morfo ose</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a cobra trocando de pele ou a borboleta mudando a cor das asas são as minhas metamorfoses, embora eu prefira borboletas a cobras. Fases que sempre foram um enigma, talvez por eu nunca ter tentado entender o processo. O mundo muda o tempo inteiro, gratativamente. Todo mundo vê e percebe. Mas às vezes é diferente, e nunca procurei saber se é só comigo (curiosidade). É algo que pára de ser gradual e, de repente, se torna explícito. Os motivos que desencadeiam essa reação nunca são os mesmos, não são nem sequer semelhantes. Há vezes até sem motivo. É bombástico e explode numa velocidade imensurável, repentinamente, sem aviso (e digo ser esse o único ponto em comum entre todas as metamorfoses).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos estão incompletos em sua maioria, nunca sei como finalizá-los. Escrevo duas frases, deixo o resto pra depois. No dia seguinte, releio e adio mais uma vez. Até que isso se repita consideralvelmente, até que as duas frases percam o sentido, até que com as frases suma também o sentido de escrever aquilo que comecei, até que aquele pensamento de início tenha se transformado em outro completamente diferente. Hoje percebi que são folhas e mais folhas no caderno que estão sem continuidade. E a maioria vai continuar assim porque não acho  continuidade para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um momento coisas-chave do meu dia-a-dia parecem importantes demais. Depois parecem que não deveriam significar tanto, embora signifiquem (irrita). No momento seguinte já não importam. Mas o próximo dia amanhece e elas importam demais outra vez. É uma loucura! Em certos momentos é engraçado viver essa fase, mas em outros é mesmo incômodo (mais um ponto de instabilidade... como algo poderia ser cômico e desagradável ao mesmo tempo?). Até a forma de ver isso acontecer muda de minuto pra minuto. É nessas horas que eu penso se não é todo humano um pouco louco, ou se quanto mais humano mais louco, quanto mais loucura mais se sente e por aí vai... Todo mundo é parte louco, ou sou eu, ou ..... existe limiar entre a normalidade e a loucura? Acho que já me perguntei isso uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tudo isso acarreta mudanças muito drásticas e rápidas, mesmo que eu nem saiba direito o que já mudou. Mas dá pra sentir mesmo sem saber o quê. É tão estranho! Os textos que escrevi há dois, três, sete dias, ontem... me parecem palavras de anos atrás, como se eu de repente olhasse pra minha infância e me divertisse com a ingenuidade daquilo. Os mais fortes tendo a apagar, e foi assim que muitos blogs meus foram deletados .  As vezes quero apagar tudo, ou fazer outro blog em anonimato pra mudar completamente de vertente, pra publicar todos os textos que não teria coragem de atribuir a mim.  A vontade vai e volta, e só não faço um blog pros meus textos proibidos porque já tentei anonimato várias vezes, e em todas acabei sendo descoberta. Prometi não reler meus últimos textos concluídos (publicados ou não), pra não querer apagá-los, pra não destruir todos os registros que podem ser importantes pra mim num futuro distante.  Aliás, já são muitas as promessas que me fiz. Algumas já perderam sentido de ser, outras são óbvias e não sei por que precisaram ser promessas, outras perduram com dificuldade... Os detalhes se perdem. De repente os motivos que me levaram a um pensamento ou outro, uma promessa ou outra, caem no esquecimento. E eu que sempre lembro detalhes de tudo, subitamente não me reconheço por não lembrar o que pensava ao encostar a caneta naquela folha horas ou dias antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se minha personalidade fosse anulada por dias ou meses pra formar outra.  Como se outra Carol estivesse nascendo, não aos poucos como acontece na maior parte do tempo, mas de forma rápida e conclusiva. É quando os antigos pensamentos e as antigas opiniões precisam se adaptar com urgência porque não funcionam mais. É o momento em que eu não funciono mais pra mim e preciso mudar rapidamente pra entrar em concordância de novo, pra combinar de novo, pra sintonizar de novo. É quando eu preciso me achar, me descobrir mais uma vez (tipo puberdade fora de época, pra ser mais taxativa, apesar de que odiei nomear assim). Acho que é isso que acontece. Quando algum acontecimento me provoca sentimentos muito fortes, começa meu período de mutação explosiva. Eu sumo (não fisicamente, das pessoas ou do mundo... o que eu costumava saber de mim some) durante um tempo, e fico assim, mudando de ponto de vista e opinião o tempo inteiro. As palavras perdem significado, as frases de ontem soam como lembranças remotas de um passado muito antigo, as  frases novas não harmonizam com as de antes e a mudança de um dia pro outro é tão notória que chega a assustar. Acho que cresço muito rápido nessas fases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas estão parando, finalmente, e os sonhos me incomodam menos agora. Começam a ser esporádicos e mais controláveis. Me orgulhou um deles em especial, o último. Foi  muito bonito, terno e real. Daqueles sonhos-de-verdade que só uma pessoa lembra quando acorda, e só eu lembro, provavelmente. Fui mais  sensata do que poderia prever e vi minha postura como fator determinante pra firmar em breve o equilíbrio dos meus pensamentos e atitudes. Fica em mim a lembrança daquele momento bonito. E que esteja só em mim, conscientemente, já parece bom o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto estou burra, sem personalidade, falando diferente-destrambelhada-estranha-compulsiva, não sei quem sou o que penso o que quero (agora foi aliviante confessar, mas logo será constrangedor), e se me perguntarem qualquer coisa profunda sobre a natureza humana ou sobre a minha natureza vou responder que nem modelo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ããããã, éééée, tipoooooo, hummmm, cara, tipo foda isso... acho-que-sei-lá!". &lt;/span&gt;Dá vergonha, eu admito. Mas mantenho a calma porque já aconteceu muitas vezes. E isso dura pouco tempo até que finalmente alcanço a estabilidade, descubro o que procurar, pontuo o que quero e não quero,  redescubro o que gosto e não gosto, decido como quero agir no futuro, encontro o ângulo de visão que mais me parece coerente,  marco os defeitos que vou melhorar em mim, mentalizo os erros que me recuso a repetir, e saio em busca de tudo até achar o que preciso, até a próxima metamorfose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso eu permito que vocês dêem umas risadas. Tô bem burra-caricata mesmo, até eu rio disso (dependendo da hora). É curioso. Mas dá um nó na cabeça muito grande mudar de opinião a cada minuto. Começo a cansar. Mas daqui a pouco isso pára, tudo se estabiliza, eu volto a ser uma pessoa (consciente da condição de ser e saber ser pessoa) e espero sentir que a mudança valeu à pena. Seria engraçado (ou não) ouvir a opinião de um psicólogo (eles iam viajar e criar teorias mirabolantes, com certeza). Um dia, ainda acho mais alguém que tenha isso pra que eu me sinta um pouco mais normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.&lt;/span&gt;..&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" &lt;/span&gt;Ó céus! Achei mais alguém, apesar do Raul não ser o maior exemplo de sanidade que eu já vi. Acho "ambulante" um exagero, e o que eu quero dizer não chega a ser oposto ao que eu disse antes, é só diferente. Meta morfo ose (do jeito que escreve parece até doença)... meta não seria parcial? Talvez Raul seja louco-exagerado e eu seja louca parcial. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vai saber&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lalaiá-laiá... ♪&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meta &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(agora como objetivo)&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt; achar alguém suficientemente são que compartilhe desse fenômeno comigo, além do Raul. ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Agora, voltarei pra varanda porque  Recife está lindo, liiiiiindo demais!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5286907631820232734?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5286907631820232734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5286907631820232734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5286907631820232734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5286907631820232734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/meta-morfo-ose.html' title='meta morfo ose'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7304170957399048679</id><published>2009-01-19T11:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T11:29:28.540-08:00</updated><title type='text'>minutos de Lily</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Na temperatura subitamente febril, notando rubras as faces (sentindo como Lily Brown), as mãos em descontrole encontram os bolsos. O sorriso nervoso assume até ser inevitável a evasão automática não-pensada. As cenas passam como um flash borrado sem que os detalhes sejam vistos. Rápido, confuso, tocante, penetrante. As pessoas e as vozes somem de repente e tudo vira um redemoinho de coisas não identificáveis. Redimo-me, em um olhar, dos meus excessos e algumas faltas. Olhar que não passa, exceto para mim, de um qualquer. Olhar. E as palavras que ele contém se perdem no momento fugaz entre a prosa e a parada, entre a observação atenta e o tímido desvio. São palavras que agora escrevo (madrugada) sem enxergar as linhas ou o papel. Só para que não se percam antes que termine o dia. Antes que chegue o sono e cheguem os sonhos que não quero ver.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na espera, &lt;em&gt;vou negando as aparências, disfarçando evidências,&lt;/em&gt; e os cigarros que não fumei me roubam o cheiro que quero, espero. Roubam-me tudo. Tudo me rouba. Os sentidos. Os sentidos me roubam. Os olhos caminham em volta procurando o tempo inteiro, então as músicas (tantas) aparecem quando menos quero ouvir, na rua na mesa na boca, na minha ou em outra boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;ah! eu juro... eu juro!&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(acordei com essa de novo, sem ouvir sem como sem querer)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até um dia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Recife me chama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7304170957399048679?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7304170957399048679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7304170957399048679&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7304170957399048679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7304170957399048679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/minutos-de-lily.html' title='minutos de Lily'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-9037073500123938551</id><published>2009-01-18T05:52:00.000-08:00</published><updated>2009-01-18T06:16:44.296-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>saudades da lyginha.&lt;br /&gt;pseudoaniversário dela.&lt;br /&gt;espaço de hoje em dedicação exclusiva.&lt;br /&gt;(f)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-9037073500123938551?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/9037073500123938551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=9037073500123938551&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/9037073500123938551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/9037073500123938551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/saudades-da-lyginha.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5665371781233190069</id><published>2009-01-15T23:31:00.001-08:00</published><updated>2009-01-18T05:52:30.164-08:00</updated><title type='text'>Editado. Falatórios podados.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Do filme de hoje: &lt;em&gt;“Talvez a saída esteja em não desistir de procurar uma saída, mesmo que ela não exista!” &lt;/em&gt;... Uma mentira bonitinha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cinema. Grande arte. Textos excepcionais que me fizeram desejar a qualquer custo um livro deles. E a cada vez que minha vida se esbarra com essas obras, eu sinto mais uma vez como elas fazem bem e o hábito vira um vício muito rapidamente adquirível. Ouvi as mais belas frases que talvez já tenha ouvido e quis muito que várias daquelas frases chegassem como um megafone no ouvido do mundo. Parece que o filmes me escolheram e não o contrário. Chegaram na hora exata e me fizeram ver situações por outros ângulos, e aceitar mais ângulos. Não pondo em dúvida minhas verdades. São verdades, mas não são as únicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que gosto de poesias mais do que imaginava. Costumo dizer que não gosto delas, mas eu não gosto é de rimas. Não que não tenham seu valor. Mas não gosto da sonoridade. Parece ensaiado demais, artificial, planejado. Não tem liberdade, parece que nem sempre pode falar o que quer falar, nem sempre poder tocar como quer tocar, porque o poema fica preso, a sonoridade é repetitiva (obviamente) e impede que o leitor entre e se encaixe e se embale profundamente nas palavras. Dei sorte com os pacotes de poesias, e o trajeto do ônibus durou o tempo perfeito para que eu pudesse lê-los com atenção e escolher os preferidos (posto algum aqui em outra oportunidade). José Paulo Paes e Fabrício Carpinejar. Adorei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tenho cadernos pra registrar as frases e textos que se perdem por falta de papel, como muitas durante essas férias. Se se não fosse algo breve que pudesse caber facilmente numa nota fiscal de supermercado, acabava se perdendo. Fiz dedicatórias nas primeiras folhas. Sempre imagino, daqui a 30 anos, o envelope chegando pelo correio na casa de um grande amigo ou amiga, com um caderno dentro e um bilhete escrito: “Achamos que devesse ficar com você, o(a) único(a) que podia lê-lo. Faça dele o que quiser.”. Acho poético. Sabedeus por quê. Mas acho. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5665371781233190069?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5665371781233190069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5665371781233190069&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5665371781233190069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5665371781233190069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/hoje-hoje.html' title='Editado. Falatórios podados.'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6632274529395597045</id><published>2009-01-15T20:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T20:23:25.100-08:00</updated><title type='text'>planeta chatoniano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;[se me permites, murilo.... porque há momentos que são impagáveis e esse eu precisei registrar.]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meeeu. vc falo chata lembrei... conheci uma menina q lembra mto vc no jeito dela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vc conheceu uma menina chata que te lembrou de mim ¬¬ adorável isso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uhaahuuhahuauha entao... ela eh xata de um jeito legal. isso eh tao raro. vc eh assim tbm soh q eh mais legal e menos chata do q ela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como vc define a dela/minha/nossa chatice?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como uma implicancia generalizada sobre tudo que eu gosto/faço/ouço/conheço/desejo e discordancia com todas as minhas opinioes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que nada. vc que resolve gostar das coisas que eu odeio. meu ódio é primordial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mas soh q tpw... 2 pessoas q nao gostam da msma coisa nao deveriam nem ao menos conversar... que dira serem amigas jah q todos os papos incluem algum tipo de zuacao com o outro. mas ateh q eh legal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;discordo. tive poucos amigos que tivessem exatamente os mesmos gostos e opiniões que eu. tipo, em tudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se vc concordasse eh q seria estranho. entao... vcs sabem encher o saco sem ultrapassar o limite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tem uma amiga que parece mais comigo, em questão de chatice e gosto musical e gosto por todas as coisas, e a gente se dá meio mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ok... vcs sao de outro mundo... q soh se dao bem com pessoas desse mundo... e pessoas do seu mundo conflitam... chamaremos seu mundo de "o mundo dos chatos". qndo encontrarmos alguem proveniente de lah, vc deve se retirar imediatamente... indentificaremos o ET como chaterrestre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nao gostei do nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;chatoniano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bem melhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ahuahauahua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;carolina carolcarol diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;dooooooreeeeeeeei! eu sou uma chatoniana!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;hauuhauhahua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;chatoniana carolina diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ahahauahuahua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ow carol eu nao vou precisar ver o filme gay depois neh?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;chatoniana carolina diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gérard Depardieu é Alain Moreau, um cantor de boate que faz sua vida em boates locais, chás dançantes e convenções de fábricas. Ele sabe que nunca será um grande cantor, mas ama cantar e esta é a sua vida. Até encontrar Marion (Cécile De France), uma mãe solteira com um triste passado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;chatoniana carolina diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;olha! eh frances! deve ser super artistico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entao. estamos de fehrias. precisamos de hollywood e nao arte. PENSEM POR MIM!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;chatoniana carolina diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;filmes franceses sao otimos! nao eh um filme cult de pensar. eh um filme bonito frances&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GAY&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;chatoniana carolina diz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;deixe de preconceito e assista&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Murilo diz:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;estudos de antropologos e ufologistas confirmam que para uma boa convivencia com chatonianos eh necessario fazer com q os mesmos o convencam a fazer as coisas... eles fazem isso bem...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6632274529395597045?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6632274529395597045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6632274529395597045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6632274529395597045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6632274529395597045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/planeta-chatoniano_15.html' title='planeta chatoniano'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5487666791686360057</id><published>2009-01-13T15:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T16:29:39.486-08:00</updated><title type='text'>apenas em disfarce.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Andou pra frente sem tempo de olhar atrás para ver se afastar, com o vento, a querida parte que lhe fora perdida. A vontade de dar meia-volta e a sensação de querer tanto o que não se repetiria tomou-lhe por inteiro, dos pés até travar na garganta, até entender o que acontecera, até se despedir tremulamente, agora em pensamentos (lembrando inevitavelmente os atos, os sentidos). E, entre um suspiro e outro, se percebeu cercada de dezenas de olhares desconcertantes, pelos vinte minutos que se seguiram, condolentes e nada discretos. Dezenas, dentro e fora do trem (pois, chapeus e óculos escuros não são mais proteção a partir de determinado horário). Tudo (que era muito) juntamente com a seqüência de músicas no rádio de bolso tocando, ironicamente, como trilha (mais uma) da pontada que lhe tirava a força, como alfinete na ferida. Pareceu-lhe inacreditável que assim tenha sido: Mal nenhum &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;me deixem amolar e esmurrar a faca cega, cega, da paixão, e dar tiros a esmo, e ferir o mesmo cego coração&lt;/em&gt;,&lt;/span&gt; Completamente Blue &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;como é estranha a natureza morta dos que não têm dor! como é estéril a certeza de quem vive sem amor!,&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;Todo amor que houver nessa vida &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;e o corpo inteiro como um furacão: boca, nuca, mão e a tua mente não&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (versão de Caetano), Eu preciso dizer que te amo &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;eu perco o sono lembrando em cada riso teu qualquer bandeira... te ganhar ou perder sem engano... tanto!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; (justo essa) e, pra fechar, a música do Moska na voz de Mart’nália... a última canção que sempre quis dedicar sem nunca tê-lo feito&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (dedico &lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=2sN3VSWIhhw" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;agora&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; em forjada discrição como pedaço dos meus pensamentos, como última declaração ou jura, como despedida).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Quase inacreditável mas assim foi, nessa ordem, uma atrás da outra. Ironias, grandes ironias. Porque no meio de tantas, justo essas tocaram. E assim desistiu de músicas, pelo menos por aquele dia. Andando pra frente, tentando ser durona e, mais tarde, se rendendo às suas já explícitas saudades, planejando silenciá-las &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(o sigilo, o amigo de sempre, sigilo) &lt;/span&gt;o quanto antes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;(e a partir de agora me calo quanto a isso, pelo menos publicamente, pelo menos explicitamente... a não ser que elabore um disfarce bem melhor que esse, digno da alcunha de disfarce&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;OBS: O link vale pela música, jamais pelo vídeo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sorvete com a irmã!&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nem era afim do sorvete, mas não dá pra quebrar tradição)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5487666791686360057?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5487666791686360057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5487666791686360057&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5487666791686360057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5487666791686360057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/apenas-em-disfarce.html' title='apenas em disfarce.'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-532088178556770955</id><published>2009-01-13T05:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T05:50:07.867-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ou talvez não sejam meus, nem nunca tenham sido, nem nunca venham a ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-532088178556770955?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/532088178556770955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=532088178556770955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/532088178556770955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/532088178556770955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/ou-talvez-no-sejam-meus-nem-nunca.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-2907409424213596404</id><published>2009-01-12T12:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T12:31:53.791-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentou no sofá, a música alta, a televisão muda ligada... Escolheu um canal qualquer, sem critério, sem atenção. Deixou a mão soltar o controle apenas quando cansou, cansou de procurar.... (é, dá pra cansar de procurar canais de televisão). Talvez seja o auge do tédio que impeça até o tédio-de-ver-tv de se concretizar. Pensou no que incomodava, pensou no que doía, pensou nas dores que se repetem fatigantemente, e depois cansou. Ficou por horas olhando a televisão distraída, cena após cena sem significado algum. Um filme qualquer com personagens quaisquer, coisa alguma ali possuía originalidade suficiente pra lhe despertar dos seus devaneios. Longas metragens medíocres. Longas que acompanhavam uma série de curtas ali, passando na sua cabeça. Ali, suas metragens. Umas criadas sem muito pensar, dariam uma imbecilidade qualquer bem como aquela que assistia. Outras eram reais, e algumas a faziam querer que não fossem nada além de nada. Entre suas frivolidades, o esmalte vermelho descascado (&lt;em&gt;acetona!&lt;/em&gt; fingiu querer para esquecer qualquer outro desejo). O esmalte vermelho, o odiado sofá verde-folha, &lt;em&gt;quanto mau-gosto!,&lt;/em&gt; o livro ali do lado sem ser aberto. Deixava a televisão só para fitar a capa do livro que não quis ler, mal percebendo a ordem aleatória da lista de reprodução que escolheu, sinistramente, as maiores melancolias de Lisa Hannigan pra tocarem uma atrás da outra. Horas se passaram, ela, seu silêncio, e suas indagações dispersas, até o filete de sangue vermelho-pitanga pelo queixo da moça gritando silenciosa na tela lhe despertar, por segundos, enquanto censurava, mais por mania do que por censo, &lt;em&gt;nunca vi sangue dessa cor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-2907409424213596404?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/2907409424213596404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=2907409424213596404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2907409424213596404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2907409424213596404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/sentou-no-sof-msica-alta-televiso-muda.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5676550063187825373</id><published>2009-01-12T05:01:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T05:42:39.677-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estive atento às prognoses de um coração marcado. Aos olhares lacônicos, furtivos; aos olhares industriosos, penetrantes. Estive atento à chegada inebriante, às insinuações ponderadas, à dúvida encoberta, à súplica por ceretza. Estive atento aos carros, às criancinhas, aos senhores e suas senhoras. Estive atento aos ingênuos, aos amargos, aos amantes. Por muito tempo, estive atento. E digo que dos objetos de minha atenção, nem todos me foram úteis. Seriam suficientes uns poucos, quedaria-me no simples ato da observação adorada. E são esses poucos os grandes brilhos do meu dia... &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=OhIB-vYy_Qw" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;serão meus ainda e sempre&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;dura a vida alguns instantes quando cada instante é sempre&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5676550063187825373?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5676550063187825373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5676550063187825373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5676550063187825373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5676550063187825373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/estive-atento-s-prognoses-de-um-corao.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6775197508027891471</id><published>2009-01-11T14:03:00.000-08:00</published><updated>2009-01-11T15:10:14.975-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Transparece, então, o paradoxo de ser humano &lt;span style="font-size:130%;"&gt;imerso&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;imersoimensointensodisplicentedispensável&lt;/span&gt; em falhas e discordâncias. Porque, uma vez pertencendo a tudo que vivi, só me resta o silêncio cúmplice, culpado, sem direito a exigências. Um exemplo? Nos permitimos escrever até doer, em certos dias, mas, nesses mesmos dias, não falamos, não queremos nem sequer cantar&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (por um motivo ou outro, ou por motivo algum). &lt;/span&gt;A questão é: &lt;em&gt;há &lt;strong&gt;mesmo&lt;/strong&gt; diferença entre palavras escritas e faladas?&lt;/em&gt; Por que não há paz em se sentir bem em silêncio com uma &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=lcdjUf45F3g&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;música&lt;/a&gt; qualquer? Por que o mundo duvida da alegria por não ser sempre saltitante? Por que minha alegria não pode, vez ou outra, se deixar descansar, se aconchegar em mim pra adorar os acordes que ouvimos juntas? &lt;em&gt;Por que não há paz?&lt;/em&gt; Não &lt;span style="font-size:130%;"&gt;pode&lt;/span&gt; haver paz? Há sentido em selecionar frases com significados pela metade para que o ínterim do texto, guardado em algum lugar, permaneça em sigilo? &lt;em&gt;Pra quê sigilo?&lt;/em&gt; Há sentido? Agora, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;literalmente,&lt;/span&gt; &lt;em&gt;existe &lt;/em&gt;sentido em algum lugar&lt;span style="font-size:85%;"&gt;... qualquer lugar&lt;/span&gt;? Quem o inventou? Pra quê serve? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Existe?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6775197508027891471?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6775197508027891471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6775197508027891471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6775197508027891471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6775197508027891471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2009/01/transparece-ento-o-paradoxo-de-ser.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6640810102524182232</id><published>2008-12-26T15:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-26T15:37:36.459-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>escrever&lt;br /&gt;ainda que esteja a mente inóspita&lt;br /&gt;a não ser pela letra da música que toca.&lt;br /&gt;talvez porque seja preciso falar&lt;br /&gt;ou calar.&lt;br /&gt;talvez pela dispensabilidade do sono&lt;br /&gt;pelo receio de apagar a luz&lt;br /&gt;ou de ter pesadelos.&lt;br /&gt;talvez pelos livros a serem lidos&lt;br /&gt;todos na cabeceira da cama.&lt;br /&gt;o livro diante dos olhos esperando ser aberto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;diante dos olhos, esperando&lt;/span&gt; ser explorado&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;diante dos olhos, esperando&lt;/span&gt; ser visto&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;diante dos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;esperando.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;esperando ser visto não apenas como livro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;talvez não só pelos livros,&lt;br /&gt;mas pelas reações comedidas&lt;br /&gt;pelos atos pensados em demasia&lt;br /&gt;pelo desejo calado&lt;br /&gt;pelas cartas que não são postas em jogo&lt;br /&gt;pelos assuntos não proferidos&lt;br /&gt;pela segurança ameaçada.&lt;br /&gt;talvez pelo sonho, pela fantasia&lt;br /&gt;pela lembrança, pelo fato&lt;br /&gt;pelo incômodo, pelo silêncio.&lt;br /&gt;talvez pela cara à tapa, pela fuga&lt;br /&gt;pelo adiado, pelo odiado.&lt;br /&gt;pela corvardia, pelo anseio de coragem&lt;br /&gt;pelas indagações silenciadas.&lt;br /&gt;talvez pela dúvida sem resposta&lt;br /&gt;pela resposta que não vem&lt;br /&gt;pelo machucado, pela necessidade de indagar.&lt;br /&gt;pelo inominável, pela definição&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;nomenclatura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;certeza&lt;span style="font-size:130%;"&gt;planos&lt;/span&gt;comparação&lt;span style="font-size:130%;"&gt;intensidade&lt;/span&gt;verdade&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vontade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pelo medo da inatingibilidade&lt;br /&gt;capacidade posta em questão&lt;br /&gt;pela cegueira&lt;br /&gt;por querer ensinar a enxergar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;talvez não tenha motivo e seja simplesmente apego,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;apego ao lápis e ao papel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ao que tem cheiro de não-vivido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ao tempo que não passou&lt;br /&gt;à época deconhecida.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;apego, ou apelo?&lt;br /&gt;talvez pela dor,&lt;br /&gt;pelo escape.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;talvez nem por isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;nem por nada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6640810102524182232?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6640810102524182232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6640810102524182232&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6640810102524182232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6640810102524182232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/12/escrever-ainda-que-esteja-mente-inspita.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7969989309992386236</id><published>2008-11-20T13:30:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T16:48:03.898-08:00</updated><title type='text'>de dias atrás...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dias-números. Dezenove. Era fácil contar, mesmo que agora os dedos das mãos fossem necessários. Era fácil para ela, no meio do caos, no meio de tudo, de repente pensar "eu falaria...". Entre uma e outra esquina, entre um e outro suspiro, ela canta cherish&lt;span style="font-size:78%;"&gt; [8839],&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;canta cherish... cherish! - apesar de todo o barulho - canta e cantava... lembrou de quando cantava vendo o sorriso &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2494, esse o número?].&lt;/span&gt; Ela ria com graça, chegava mais perto lentamente e sussurrava em tom de brincadeira:&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;"Romeo and Juliet, they never felt this way, I bet"- a&lt;/em&gt; declaração mais séria de sua vida... &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;can't let go, baby, can't you see?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; E o número de que lembrou depois de tanto tempo bem que podia atender, seria bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passos largos exigem precisão. Como alcançaria precisão sem frieza e desapego? Como poderia soltar tudo e deixar ir embora, como poderia jogar tudo pro alto? Como poderia desistir, decidir? Como poderia saber quão suas são suas próprias conquistas? Separar as coisas nunca foi questão de querer, tentar ou aprender. Algumas coisas não se separam. Algumas coisas estão sempre presentes e se conectam a tudo, inevitavelmente. Enquanto tremiam as mãos, era também inevitável pensar que seria mais fácil, não faltasse uma grande parte do seu coração. &lt;em&gt;“Perguntar ‘por quê?’ cansa!”&lt;/em&gt; – pensou enquanto escrevia em linhas tortas sua história no papel &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(linhas tortas, linhas que denunciam).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Depois, pousou a caneta e escolheu o silêncio ali, só naquele momento, embora o pedido de explicação ecoasse reprimido desde sempre, embora estivesse farta do silêncio. Assim ficou até adormecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mergulhar na inconsciência, recordou vagamente que um dia lhe fora dito: &lt;em&gt;“Se pudéssemos viver na época mais feliz de nossas vidas, nunca teríamos nos conhecido, não é?”.&lt;/em&gt; Então, num assentimento sonolento e profundo, concluiu, por fim: &lt;em&gt;“Talvez por isso não seja possível parar o tempo”. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7969989309992386236?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7969989309992386236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7969989309992386236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7969989309992386236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7969989309992386236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/11/de-dias-atrs_20.html' title='de dias atrás...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-261898503137802757</id><published>2008-10-26T16:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T16:57:06.053-07:00</updated><title type='text'>uma música sem som....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não gosto de reler ou lembrar textos passados. Acabo entrando em conflito e me vejo tentando explicar. Não gosto da ambigüidade, reflexo da incompetência de escrever subjetivamente que me caracteriza. O fato é que em momentos difíceis pequenas coisas me incomodam mais do que devem e eu tendo a repelir tudo a minha volta. Quando perco a força, sinto muita saudade deles, mais ainda. Penso que se eu pudesse conversar com eles, isso me bastaria. Mas não poder faz com que tudo pareça incrivelmente mais difícil, quase insuportável. Lembro da amizade deles e o resto parece não valer à pena. Sinto a alma sangrar e por alguns minutos a única solução parece ser a companhia deles de volta. Mas a impossibilidade me derruba e eu acabo superdimensionando problemas, subestimando coisas, rejeitando situações, largando tudo de lado... Escrevo coisas que nem são verdades. Ou são verdades, mas não me incomodam na maior parte do tempo. Ou são verdades-mentira, verdades em parte, apenas meias-verdades. Escrevo tudo explosivamente e depois vejo que talvez fosse um engano, ou talvez fosse verdade mesmo, a verdade de todo mundo, porque encontrar pessoas como eu encontrei é algo raro na vida, lidar com as outras é algo com que eu deveria estar acostumada. Mas, às vezes, é difícil viver menos, viver mais na beira, sentir só um pedaço, o mesmo pedaço que todo mundo. É difícil conhecer todas as cores, enxergar só uma de perto e ter todas as outras só na memória.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;a música está aí porque eu queria ser ela hoje. o ritmo é gostoso, combina com agora, compensa meu silêncio de agora.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://letras.terra.com.br/adriana-calcanhoto/43851/" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;"uma canção por acaso, uma sem som"...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-261898503137802757?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/261898503137802757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=261898503137802757&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/261898503137802757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/261898503137802757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/10/uma-msica-sem-som.html' title='uma música sem som....'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3922917458224855432</id><published>2008-10-21T14:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T15:27:33.701-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É espantosa a forma como me afetam pequenos alardes. É uma carga emocional imensa que eu gostaria de saber guardar, um pouco, pelo menos. Tudo tem sentimento demais. Se algo é bom, me enche e me toma mais do que deveria. Se não é, me afeta de maneira igualmente grandiosa. Nem quando pareço fria estou indiferente. Minha frieza é apenas reflexo do excesso de peso, de raiva ou de medo. Isso cansa. Cansei de hipérboles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É difícil ver que algo que eu quero tanto nunca vai ser meu. Algo de que eu tanto gosto escapa de repente da minha mão, se perde de vista, assim, de um dia pro outro. Pior ainda é ver o motivo disso, motivo tão pequeno. Às vezes eu vejo e percebo muito mais do que eu gostaria. Ver muito nem sempre é bom. Ver muito dói. O problema de ver é sentir raiva. Por outro lado, vendo menos eu perderia muito tempo. Olho muitos olhos e vejo disfarces e egoísmo, frieza e mentira. Há quem se prive de viver, há quem se prive de se encontrar por não saber sentir, por não tentar aprender. E alertar o tempo inteiro também cansa. Não vou passar por isso de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhar ao redor e não ver quem realmente possa ouvir, olhar e não ver quem realmente me conheça... olharprocurar tanto e não ver ninguém... me abre um vazio gigante que fica difícil entender. Ainda me assusta notar que problemas superficiais (ou desimportantes dentro de mim) me transportam a tempos, lembranças e pensamentos tão profundos... Problemas pequenos aumentam a falta. Problemas facilmente superáveis sem a saudade, com ela se tornam bem mais difíceis. Me fazem lembrar daquele apoio, daquele abraço, da companhia, do que está agora tão longe, e a ausência faz tudo pesar mais, muito mais. Tudo o que eu queria é poder ver de novo a verdade dos olhos, poder ter de novo aquele abraço que sempre acalmava qualquer tormento. Queria aquele abraço, cheio de verdade, que não me deixava dúvida alguma, que apoiava e completava. As vozes, conversar, ouvir, queria ver... Queria voltar!, muito, muito! Me controlo pra não questionar, pra aceitar, mas a falta que me fazem só aumenta, não dá pra esconder, é foda continuar assim. A vontade é de jogar tudo pro alto, voltar, sumir, fugir, sabedeus. Não quero isolamento, também não quero conviver com supercialidades, aí procuro a solução e caio num dilema sem fim. Só não dá pra ficar aqui nos meus dias se sempre, no ambiente de sempre, com as efemeridades de sempre, com a desconfiança de sempre, assistindo aos joguinhos de sempre, lidando com as pequenezes de sempre, com a imaturidade de sempre, com a falta de amizade, com a mentira, com a futilidade de sempre, com tudo que em pouco não será mais do que um flash remoto sem importância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cansei mesmo. De tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3922917458224855432?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3922917458224855432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3922917458224855432&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3922917458224855432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3922917458224855432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/10/espantosa-forma-como-me-afetam-pequenos.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1641885896388118394</id><published>2008-10-03T14:39:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T14:59:33.969-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>santos dois dias de descanso mental&lt;br /&gt;maldita volta à realidade&lt;br /&gt;pensapensa&lt;br /&gt;cabeça lista sem querer&lt;br /&gt;lista! GIGANTE!&lt;br /&gt;segundaterçaquarta laboratório produção gráfica&lt;br /&gt;terça ilustrações terça parcial de perspectiva&lt;br /&gt;perspectiva! (madrugada inteira de segunda)&lt;br /&gt;quando cláudio?&lt;br /&gt;prazos!&lt;br /&gt;a cada segundo mais um item&lt;br /&gt;não acaba!&lt;br /&gt;R! meodeos!&lt;br /&gt;ilustrações muitas, atraso,&lt;br /&gt;professora proclamando em público e alta voz minha dp&lt;br /&gt;citcitcit! ah!&lt;br /&gt;loucurapânicopânicoloucura&lt;br /&gt;chocolate&lt;br /&gt;sono&lt;br /&gt;PÂNICO!&lt;br /&gt;LIGA REGINA SPEKTOR! AH!&lt;br /&gt;....they made a statue of us (Ufa! respira...)&lt;br /&gt;saudades&lt;br /&gt;falta fôlego!&lt;br /&gt;...and it's contagious&lt;br /&gt;queria tanto taanto um cinema amanhã&lt;br /&gt;tenho aula amanhã&lt;br /&gt;mas de tarde seria ideal um cinema, ah, queria tanto!&lt;br /&gt;trabalhos.&lt;br /&gt;domingo tem eleição&lt;br /&gt;tem último dia de tarsila no mon&lt;br /&gt;e tem trabalhos.&lt;br /&gt;maldito post ridículo falando sobre oq eu menos tenho vontade de falar&lt;br /&gt;... i'll never know if I go to sleep&lt;br /&gt;cansei mesmo de não fazer nunca o que quero&lt;br /&gt;não vou pôr título&lt;br /&gt;ridículo não existirem mais acentos diferenciais&lt;br /&gt;falta de coesão mode on&lt;br /&gt;e que se foda esse blog também&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1641885896388118394?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1641885896388118394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1641885896388118394&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1641885896388118394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1641885896388118394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/10/santos-dois-dias-de-descanso-mental.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-9026450843708092504</id><published>2008-09-30T16:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T17:39:16.282-07:00</updated><title type='text'>miragem minha, monte atrás de monte...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ontem, fiz planos, quis escrever. Peguei o caderno comprado só pra isso, reli os textos de dois anos, analisei a mudança da minha linguagem... Analisei a forma objetiva, direta, sem rodeios, que caracterizava minhas palavras. Vi que as mesmas palavras continuam vivas com a mesma intensidade dentro de mim, mas em silêncio, silêncio cansado por tentar provar que é verdade. De tanto ver olhares duvidosos, guardei tudo só pra mim: a angústia, a saudade, os planos interrompidos, o amor. Guardei tudo só pra mim. Algo, em partes, até bom, porque não preciso convencer ninguém de minhas certezas. Li tudo que eu tinha escrito, lembrei das margaridas brancas que odeio, lembrei do cheiro das margaridas e do incenso, relembrei sem querer. Era o caderno. É... o caderno... deveria ter pego outra folha qualquer. Com a mão fraca, soltei a caneta. Tentei conversar, enviar uma mensagem, falar, pedir. Tentei, porque o sono é sempre mais forte. De novo deixei de lado minhas prioridades por estar cansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro desse mesmo dia três anos atrás. Lembro sempre desse dia. Sei as roupas, a mesa, as cadeiras. Lembro de ver o sorriso de longe enquanto o ônibus fazia a curva. Celofane amarelo e o sorriso na rua, ao mesmo tempo do meu sorriso enquanto assistia. Aquele sorriso. Passo todos os dias ali, e sempre na mesma curva olho a calçada lembrando &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(cadê palavra que traga você daquela calçada?)... &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;todos os dias. Lembro e desejo rever, desejo voltar, desejo por um milagre que aqueles segundos se repitam. Nem sei se hoje minha revolta era mesmo tanta (tanta pelos motivos que fiz parecer serem principais). Talvez minha maior revolta tenha se misturado, revolta pela ausência, revolta que volta a cada rosto que vejo me confundindo (sem ser, sem nunca poder ser). Talvez eu tenha dado um nome à isso pra poder gritar um pouco, em disfarçe, a saudade que agora escancaro indevidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei, lembrei do mesmo dia três anos atrás, desse e de outros, de tantos. Lembro dos olhos, de ouvir o que me disse. Passei o mesmo perfume&lt;em&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(e a poesia que meu olho molhava ali)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;,&lt;/span&gt; aquele, guardado. Peguei a caixa em cima do armário, abri, olhei por alguns segundos, pensei em abrir as cartas - não me senti capaz &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(quem sabe não me caiba).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Depois guardei tudo impetuosamente, peguei a chave e saí emudecendo minha mente (nuvens, chuva... "até o céu chora," lembrei o quanto repeti isso há dois anos). Assim foi. O perfume me trazendo de volta alguns flashs&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (quem sabe seja sua)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. O coração apertando por serem só flashs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando aos planos, eu ia hoje lá com uma rosa, como em todas as vezes. Mas, pra não encontrar nada? Pra talvez me perder? Não sei qual seria minha reação. Não fui. E agora não sei como falar o que quero, não sei como enviar minhas palavras, não sei como sentir por perto. Pelo menos hoje, um pouco mais perto. Pelo menos mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há três anos..." o tempo escorre pelas mãos. Esse perfume me leva de volta àquele tempo. Me distraio e acho que estou lá, então lembro que não estou. Respiro mais uma vez, me transporto, fecho os meus olhos, visualizo outros, giromepercohojenãoqueroantesvoltavoltavolta... assim palavras e palavras gritam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando me estorvando de não viver o que planejei. Ando cansando desse descontrole. Me pego, em alguns momentos, como uma velha rabujenta, condenando fogo de palha, cansada de incertezas, cansada de efemeridades, de superficialidades. Ando cansando de coisas tão físicas, tão vazias, tão exclusivamente táteis. Ando saudosa de sentir com concretude, dos meus planos, da vida que criei pra mim. Ando cansada de tanta imaturidade, de todas as complicações dispensáveis, até das minhas. Ando querendo jogar fora tudo que parece não valer, tudo que se paraliza, tudo que se mantém na superfície (e por isso se torna preterível), a inatingibilidade do essencial, a contigüidade necessária que não se alcança, tudo que parece sem dimensões futuras, tudo que passa e não fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns vazios são permanentes. Não adianta tentar preencher. Não adianta tentar matar fome com água. Não adianta procurar a imagem em outras imagens pra tentar resgatar um segundo daquele instante. Sinto, por vezes, formigamentos na mão ou no rosto e torço tanto pra significar algo mais. Erro meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é um mundo e dentro um mundo...&lt;br /&gt;seu dia: feliz aniversário!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-9026450843708092504?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/9026450843708092504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=9026450843708092504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/9026450843708092504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/9026450843708092504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/09/miragem-minha-monte-atrs-de-monte_30.html' title='miragem minha, monte atrás de monte...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-2572523978161281576</id><published>2008-09-16T16:07:00.001-07:00</published><updated>2008-09-16T19:27:42.885-07:00</updated><title type='text'>dia-navalha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De súbito, uma parte é amputada - assim se passa o tempo &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ó pedaço de mim).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Mais uns anos, menos algumas partes: mutilações lentas e progressivas pelos dias, pelas horas &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ó metade arrancada de mim...) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Vem o tornado e arranca um pedaço do peito. Às vezes, parece mais que a metade &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(adorada, exilada),&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; parece quase tudo. Então, a falta se faz outra parte, desconfortável, o vazio vem e não vai. Fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande mal de dias-números: quando se repetem, gritam e explodem descaradamente de novo com força similar. Sentiu a mesma tontura, o mesmo pânico da notícia que fere, a mesma sensação de ter uma grande parte afastada definitivamente no tempo limitado de um plano passageiro. Mesmo sabendo sobre o tempo que não é tempo, sobre a existência autêntica e final, mesmo com todas suas certezas, a ferida continuava latejando nos mesmos dias, seus pés a prendiam no chão como âncora (poderoso óbice) impediando-a de se mover. Não conseguiu viver por mais um dia, não conseguiu ouvir, não conseguiu ser sequer figurante. Gargalhadas ásperas saíram rasgando pela garganta, o choro continuou retido explosivo, o espaço continuou vazio, aquela voz continuou perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormiu e esperou tanto poder ver de novo a eternidade dos olhos sempre tão verdadeiros, a verdade dos olhos sempre tão doces, a doçura dos olhos sempre tão puros, a pureza dos olhos sempre tão cheios de amor. Quis mais que tudo não sentir sozinha. Quis sentir a energia que saía dos olhos em pares na mesma frequência como prova irrefutável diante daqueles olhos, não sozinha. Esperou poder ver o que não podia mais ver. Por que diabos o tempo e a saudade se mostravam intermináveis? Por que olhar as mesmas fotos repetidas vezes não trazia pra perto a presença? Por que lembrar &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(cherish is the word a use to remind me of...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; fazia parecer impossível rever?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E de que adianta querer colar os próprios cacos no lugar usando música, óculos escuros e xícaras quentes de chá como cola? De que adianta acordar de costas pro mundo e querer que ele gire de novo? De que adianta buscar diariamente migalhas que proporcionem pequenos efêmeros segundos de prazer se a ausência ecoa forte, sacode constante, muda o centro de gravidade de tudo? Como aprender a cuidar bem das novas partes que ainda existem?&lt;/em&gt; - ela se indagava preocupada e repetia e via via via os minutos se arrastarem comedidos. Não é só um dia, não é só um número. Parecia simples falar (eles falavam e ela ouvia com revolta muda), parecia insignificante na boca dos que não sentem. Dias não são só números (embora ela quisesse que dias fossem apenas dias, quisesse saber ser amiga, quisesse saber cuidar, quisesse completar e ser uma parte), aquele não era só um número, não era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;[&lt;/strong&gt;navalha&lt;br /&gt;no peito&lt;br /&gt;reabertacicatriz.&lt;strong&gt;]&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-2572523978161281576?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/2572523978161281576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=2572523978161281576&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2572523978161281576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2572523978161281576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/09/dia-navalha_16.html' title='dia-navalha'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5331455549522209896</id><published>2008-09-07T18:31:00.002-07:00</published><updated>2008-09-07T21:43:12.419-07:00</updated><title type='text'>your only home is your body...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dessa vez o barulho era problema. Dessa vez, qualquer música parecia percuciente demais. Mas algo precisava apagar a constante lembrança daquela voz que lhe proferira profissionalmente dissimulações ao ouvido &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(e se repetia doce sem parar...),&lt;/span&gt; por isso o aparelho de som continuou a tocar. Odiou Cazuza com argüição mordaz por um breve instante, mandou as mentiras sinceras, as raspas e todos os restos pra putaquepariu (porque “pra-muito-longe” parecia perto). Procurou outra cor que não fosse a do olhar, que não tivesse o que queria enxergar, procurou se perpetuar, procurou uma dor pra acordar... &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(procurou procurou procurou&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OzYRO1ArL8Q" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;duas cores&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; Sentiu a iminência do espanto a verter. Sentiu o espanto destruir todo o sentido. Quis se jogar, quis se deixar derramar. Mas a limítrofe da sensatez estava próxima e nítida demais. Pra não ultrapassá-la, forçou-se a secar a gota que escorria agora pelo queixo porque nem isso mais fazia sentido, nem a dor, nem a saudade contumaz. Além de todos os sons, além de todo movimento indesejado pelas redondezas, além das vozes que não calam na memória, (além de tudo!) estava o mormaço. O mormaço, a rua, o semáforo, o engarrafamento. Minudenciar os detalhes era incontrolável. E por ser incontrolável se fez enfadonho. Mentira. Coisas enfadonhas desencadeiam uma sensação de torpor carregado de desdém. O que acontecia ali dentro do carro era mais que isso. Trouxe um sembalhante farto, era quase perturbador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu chegar à uma rua escura e tranquila depois de muito tempo. Era uma rua que nunca havia notado, embora passasse por ali todos os dias. O engarrafamento não parecia se diluir, não havia nem expectativa de quando isso aconteceria. Havia muito sobre o que pensar, ela estava sem dúvida pensando e muito. Ali, do assento ao lado, não ousei indagá-la quanto a isso, mas acredito que entrou na tal ruazinha sem muito calcular o que fazia. Parou o veículo, girou a chave, guardou-a e ficou absorta, dissuasiva, pensando distraída em qualquer coisa que certamente não tinha relação com aquele desvio de rota (talvez estivesse se desviando de alguma rota dentro de si, mas me refiro agora ao trajeto-de-todos-os-dias para a sua casa, para o seu mundo). Abriu a porta, pôs as mãos nos bolsos... foi caminhando fugindo da bagunça, buscando sossego no percurso alternativo até sua cama. O carro ficou ali, mas dessa vez nem eu me preocupei. Saí caminhando ao seu lado, olhando-a sem retribuição porque ela não sabia que eu estava ali, ela não sabia que eu sabia tanto, ela nunca me viu porque sou guarda, porque sou invisível, porque sou uma parte, porque estou nela. Surgiu a pergunta no meio de todo estardalhaço: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G7HLmz4NvhM" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Traduzir uma parte na outra parte será arte?”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Supressão de ruídos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5331455549522209896?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5331455549522209896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5331455549522209896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5331455549522209896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5331455549522209896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/09/your-only-home-is-your-body_2518.html' title='your only home is your body...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-80286178252256042</id><published>2008-09-05T15:32:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T17:31:38.599-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Levou o dia em silêncio quase absoluto. Era dia de silêncio. Nandoreis na cabeça, se passaram horas ferozes como minutos brandos: momentos em preito a tudo que escorria como água corrente por entre os dedos de suas mãos, ao que fugia com contumácia não obstante suas tentativas arduamente preensoras. Seu corpo pedia ao tempo que voltasse, que se impusesse de novo o mesmo ritmo, que se fixasse o mesmo calor, o mesmo rubor de faces &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...o sal viria doce para os novos lábios.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Tudo dentro de si ansiava pelo toque eletrizante que voltava à sua pele já indo embora como fio de lembrança fugaz. Sua alma pendia arqueando em busca do tempo em que esteve repousante em apoios tão seus, tão febris, tão entregues. Não quis se atentar ao cotidiano, não por muito. Quis apenas lembrar, inquieta e viciada (porque do vazio surgem compulsões e vícios), ainda que lascinante melancolia tomasse espaço ao seu lado, dessa forma. Quis apenas lembrar &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...o som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; enquanto trechos da música inundavam sua cabeça, ainda que lhe viessem ao encontro veementes saudades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quedou-se insensata e destrutiva nesse jogo de amargura e lágrimas, recordações e desejos, até o marasmo se encontrar reinante. Esgotou as energias pra pensar e querer, então deitou sonolenta sem poder dormir, sem saber dormir, aquecendo-se com o cobertor, encolhida, do frio da noite e do vácuo. Numa torrente dos mesmos pensamentos que lhe tiravam a paz &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...aperto o 12, que é o seu andar...,&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;ela se revirou ofegante tentando afastar de si tantos soluços abafados, tantas incertezas, tantos caminhos em branco. Aquilo por quanto tempo? Algo que não soube responder. Poderia ter ficado ali a madrugada inteira &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...ficou pra hoje,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; ou por apenas 10 segundos. O tempo já não corria, era como se parasse, e o que valia ou contava era o anseio e o vazio dele proveniente. (esforço inútil!) Saiu da cama, porque dormir já não era possível. Sentou de frente pra sacada e, do parapeito da janela, olhou a lua minguante (ali, tão símile) tentando ainda manter inaudível sua alma, apenas se deixando recitar, baixinho: &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“o tom em que eu canto as minhas músicas, para a tua voz, parece exato...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-80286178252256042?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/80286178252256042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=80286178252256042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/80286178252256042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/80286178252256042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/09/passou-o-dia-em-silncio-quase-absoluto.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6811040628631442553</id><published>2008-09-01T13:51:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T13:52:21.903-07:00</updated><title type='text'>matandotempo, morrendomúsica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gostei do que fiz no último texto. Não que tenha saído supimpa, mas foi a primeira vez que publiquei algo totalmente independente de mim. E foi bom deixar um pouco de lado o que eu sinto pra escrever simplesmente por escrever. Foi gostoso encerrar o texto e pensar "que se foda o que eu tô sentindo por hoje". Se eu fosse competente, faria um blog assim, não-pessoal, que não fale nada sobre mim nem sobre ninguém conhecido, mas quem disse que eu vou conseguir repetir a dose? Há coisas que são únicas. Muitas vêm à tona assim, quando cansa pensar, quando cansa sentir, quando cansa tentar, dá vontade de jogar tudo pro alto e no auge da despreocupação/revolta/cansaço acontece algo inusitado. Como o efeito que eu consegui com pastel, aaaaaaahhhhhhh. desisti do pastel, xinguei, quase quebrei prancheta, peguei o pozinho, passei "shplá" no papel e =O P-A-R-A-T-U-D-O! como eu fiz isso? nunca mais vou repetir aquilo (e essa é a hora que eu começo a destruir o parágrafo com detalhes dispensáveis).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje senti algo estranho com Mombojó. Uma música muito fim da vida. No sentido de soar como música ideal pra se ouvir nos últimos segundos. Morte perfeita: areia, mar, brisa, sol das 16h no Nordeste e aquela música. Parece emo, parece deprê, parece macabro. Mas é o meio que faz assim parecer. Internet gélida, calculista, determinista, que deturpa e generaliza. A sensação que tive ao identificar a música como ideal-pra-se-ouvir-morrendo foi boa, bem boa. Como se tudo acabasse ali, como se tudo sumisse ali, no meio do corredor. Como se o chão se diluísse e virasse areia. As pessoas ao redor sumiriam. Todo o peso (não é metáfora) em minhas mãos sumiriam e eu me veria vestida de algum pano suave, leve e macio. Então daria vontade de fechar os olhos e me jogar pra trás, cair na areia fofa como pacote-bêbado (lembrando chico) e ficar quieta, sentindo o sol ir embora, respirando ar limpo pela última vez, consciente de que se trata da última vez, sugando e degustando, absorvendo essa última vez. A maré estaria subindo, e a água morna tocaria meus pés. Eu sorriria já sem forças, mas feliz, tão feliz! A água sumiria e estaria na espera de, por favor, sentir a onda mais uma vez. Até me sentir mergulhando num sono profundo, até virar brisa, até sumir com a música sendo música. Foi como um calmante pra mim. Andar no corredor de sempre, cinza de sempre, pensando nas coisas de sempre pra resolver, nos trabalhos de sempre pra entregar, e de repente ver tudo isso se diluindo pra sempre em acordes. Como uma trégua pra respirar. Como uma trégua pra sorrir em silêncio e em paz, como em Recife, saudades do Recife.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Remoí muitas coisas hoje, revi muitos momentos, li depoimentos antigos, gargalhei lembrando, me vi aos 13 anos com todos os sorrisos daquela época. Deu saudades, muitas saudades. Lembrei de coisas simples, como festa do pijama, fondue de chocolate, molho tártaro, legião urbana, todas acordadas até o sol nascer, rindo rindo rindo como nunca mais, provavelmente, qualquer uma de nós rirá de novo. Saudade imensa, mas não carregada de dor. Aperta o coração, sim, como toda saudade, mas é saudade que faz sorrir, agradecer, reforçar amizades antigas. Talvez por isso essa imagem de praia esteja tão fixa na minha cabeça, bem como essa busca pela paz que encontro lá, bem como o reconhecimento rápido dessa paz no ritmo pernambucano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desafio mais recente vem sendo entender esse mecanismo de auto-proteção. Entender como acontece isso de congelar pensamentos, de se tornar zumbi de si mesmo, de se tornar mero receptáculo de pensamentos, pensar sem sentir, congelar-se por inteiro pra simplesmente não sentir. Virar pedra fria, o sangue pára de circular. Virar robô, algo mecânico. Congelar tudo. Não que não se sinta. Sente-se muito. Mas é criado um ser pra assistir somente, pra ser neutro, pra ser o principal, pra fingir que é mero personagem obedecendo ordens. Então se contróem muros em volta pra que tudo permaneça em silêncio, latente, desacordado. É engraçada essa autodefesa (não engraçada de "hahaha", mas de curiosa, de estranha) do ser-humano. É triste, é bizarro. Como, de uma hora pra outra brotam muros? Como de uma hora pra outra o lado cruel das pessoas pode se mostrar mesmo tendo estado inativo por tanto tempo? O foda é quando isso não é bem-vindo. Às vezes é preciso não se proteger tanto assim, não se sufocar tanto assim. Às vezes é preciso se deixar sentir, se deixar viver, se deixar cair pra aprender a levantar. É preciso dar uma chance à vida e seu curso sem impendí-la, sem barrá-la com medos. Não quero construir muros, não quero criar mais barreiras. Mas é difícil impedir quando o cérebro envia essa mensagem de "se proteja, agora" o tempo todo. É difícil impedir quando esse mecanismo toma o comando, saí na frente e sái decidindo tudo sem perguntar antes se pode. Como adormecer esse instinto? É a questão. Já o adormeci uma vez, não lembro como. Uma hora dessas eu descubro, uma hora bem em breve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia terminou e não fiz meus trabalhos. Meu personagem também finge não se preocupar com trabalhos. Começo a odiá-lo. Os minutos dele estão contados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6811040628631442553?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6811040628631442553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6811040628631442553&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6811040628631442553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6811040628631442553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/09/matandotempo-morrendomsica_01.html' title='matandotempo, morrendomúsica'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8209178423335547486</id><published>2008-08-27T15:57:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T16:38:21.716-07:00</updated><title type='text'>um dos curta-metragens nunca filmados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No ônibus, pensando em tudo e em nada, pensando em coisas que não existem, criando pessoas que nunca conheci... Daí saiu essa mulher. Daí saiu essa cena. E o porquê de ter saído assim, como todas as cenas que crio em momentos de ócio, sempre será desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;__________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordou com um vendaval no peito, vendaval de mocidade. Aconchegou-se debaixo de água quente, estranhando a presença disso dentro de si que imaginava nunca mais poder sentir. Então saiu do banheiro, enrolou-se displicente na toalha, e por um motivo qualquer que não pôde entender, nem o quis, deixou que suas pernas a levassem ao quintal. Não lembrou da última vez em que regara as flores (como nunca as vira tão murchas?), não lembrou da última vez em que sentou ali, naquela cadeira de balanços. Pensou na sua vida dos sonhos de debutante. Pensou em tudo que a desviou daquele caminho de conto-de-fadas, como se assim fosse possível ser outra pessoa. Distraiu-se, então, e se deixou rir da marca das veias pelo seu corpo, sentindo pingar do cabelo gotas de água do banho de outrora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quis ficar ali, quis seus cabelos bagunçados, quis não se preocupar. Mas levantou, caminhou até o quarto e abriu a porta do armário. Tocou com um quase imperceptível sorriso o vestido de há muito, cheirando a guardado, balbuciando valsinha de Chico, fantasiando valsinha de Chico. Assim se permitiu ficar por minutos, segurando aquela porção de pano antigo tão carregada de significados, imaginando-se nele, lembrando-de nele, pensando na canção e no mundo que um dia a compreendeu. Antigo vestido, ousadia vestí-lo novamente? Ousadia! - guardou-o exitante. Vestiu-se e penteou-se como de costume, desistiu do esmalte novo, desistiu de tentar-se renovar. Assim saiu para ganhar sua vida por mais um dia e seguiu como se aquela manhã, desconstruída, nunca houvera sido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8209178423335547486?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8209178423335547486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8209178423335547486&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8209178423335547486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8209178423335547486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/08/um-dos-meus-curta-metragens-no-filmados.html' title='um dos curta-metragens nunca filmados'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6608833281874442970</id><published>2008-08-26T15:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T16:36:43.525-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje foi o dia nacional de declamação de músicas. Começou com uma qualquer, nem lembro qual, e assim virou mania. Foram várias. Umas sérias, outras pra descontrair. Umas sérias que declamei com cara de riso pra não ficar nítido o ponto comum entre a letra e eu... No final das contas me vi explicando um trecho. Surgiu a discussão a cerca de determinadas frases e eu me vi explicando a situação que ela descrevia. Me vi explicando a situação que os fatos me descreveram. Me vi falando subjetivamente sobre o que eu estou sentindo e só depois pensei: "será que é mesmo a música ou sou eu?". Coisas que se misturam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A lapiseira não firmou, é. Colocar papéis dentro do plástico foi complexo, foi. A mão treme e o magic color não responde, é. Giz pastel vai pro inferno dos materiais artísticos, vai &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Lautrec que me perdoe, mas vai). &lt;/span&gt;Pedir socorro por mensagem e borrar o rímel na escada ajuda, muito. E eu não quero mais escrever por hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigada, Lílian.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6608833281874442970?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6608833281874442970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6608833281874442970&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6608833281874442970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6608833281874442970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/08/hoje-foi-o-dia-nacional-de-declamao-de.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5065742303103334230</id><published>2008-08-25T16:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T16:36:12.222-07:00</updated><title type='text'>heal over</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Minha flor de copacabana me dedicou a música do título e me abriu o sorriso no rosto. Sempre achei a melodia linda mas nunca tinha prestado atenção na letra... Ouçam! __________________________________________________&lt;br /&gt;Surgiram centenas de músicas desconhecidas no meu pc e a única forma que tenho de ouví-las é através do mp3 player, o que me proporcionou agradáveis surpresas durante o dia. Entre frases e frases, chamou-me a atenção essa, em especial: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"hoje é o primeiro dia do resto de sua vida".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Não é nada inédita, eu sei, mas foi a primeira vez em que parei pra refletir sobre ela.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pensar que hoje é o primeiro dia do resto de toda a vida faz com que "toda a vida" pareça muito tempo, embora isso fuja do conhecimento de qualquer um. Hoje é apenas o primeiro dia, o começo de tudo. Ainda há tempo de lutar, ainda há tempo de conquistar tudo aquilo que se almeja. É só o primeiro dos dias. Tudo pode ser. Ainda há tempo pra ouvir, pra tentar de novo, pra planejar de novo, pra resgatar o que há de mais importante. Ainda há tempo. Ainda há tempo pra correr atrás do tempo. Mesmo que o "resto da vida" seja só mais um mês. Por trás dessas palavras está a coragem, e a coragem permite que os dias últimos existam somente com o fim de recuperar o que se perdeu, com o fim de reencontrar a própria vida, com o fim de reencontrar a si mesmo pra tentar trazer de novo pra perto quem não se quer perder. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hoje esgotei a minha cota. Esgotei meus minutos de altismo compenetrado, de horas sentada numa mesma posição, de óculos escuros para que não me vissem. E aí, surgindo alguém conhecido, eu dissimulava um sorriso porque os olhos estavam tampados mesmo, então eu me sentia disfarçada em meu próprio abismo. Olhando agora pros últimos 12 anos da minha vida, eu sempre tive um pouco disso, sempre tampei os olhos e sorri, sempre fui um pouco atriz (e quem não é?). Hoje esgotei a minha cota de gargalhadas superficiais. Esgotei. E a partir de agora vou ter coragem de falar "preciso de um abraço" porque foi disso que eu mais precisei hoje.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Me brotou, de repente, uma saudade imensa das pequenas coisas que vinham me alegrando os dias (não tão de repente, vem sendo "de repente" o tempo todo). Os cheiros, os sabores, os sorrisos. Deixei-as um pouco de lado involuntariamente e agora machuca não vê-las mais tão de perto. Sinto saudades de coisas tão recentes, outras tão antigas. Sinto saudades e culpa. Sinto o veneno de ter deixado voltar, ainda que por pouco tempo, quem eu já fui e deixei de ser. A toxicidade de pintar meus dias com a tinta dos defeitos que lutei tanto pra apagar. É ruim acordar e não se reconhecer. Acordei rápido, mas o tempo durou o suficiente pra deixar marca. E eu não gosto dessa marca.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Então fica difícil não estremecer ao ver os resultados de minha fraqueza. E fica difícil recuperar a força com esses resultados me esbofeteando a face diariamente. Fica difícil ver a ausência e não me sentir culpada. Fica difícil me convencer de que o que vejo não passa de uma impressão equivocada. Fica difícil. E como distinguir a verdade da paranóia? Como distinguir a culpa do medo? Como não sentir medo?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim, esse é o primeiro dia do resto da minha vida, espero acordar amanhã pensando assim.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=AlPijH9TjWg"&gt;&lt;strong&gt;"It's gonna take time, you'll just have to wait. But, in the meantime, come over here, come a little nearer..."&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*bloqueio criativo-literário mode on&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5065742303103334230?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5065742303103334230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5065742303103334230&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5065742303103334230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5065742303103334230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/08/minha-flor-de-copacabana-me-dedicou.html' title='heal over'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8634984918523044693</id><published>2008-08-25T07:05:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T07:47:24.777-07:00</updated><title type='text'>copo vazio.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cantei mentalmente a mesma música durante toda a madrugada de sexta. O poder que o Chico tem de cantar e alfinetar ao mesmo tempo... o poder que ele tem de, com uma voz super suave, dar uma grande de uma bordoada em qualquer um... o poder que ele tem de falar as verdades mais ácidas que ninguém quer ouvir... esse poder poucos têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/292206/" target="_blank"&gt;um copo vazio.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8634984918523044693?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8634984918523044693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8634984918523044693&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8634984918523044693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8634984918523044693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/08/copo-vazio.html' title='copo vazio.'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1166277017231519114</id><published>2008-08-08T09:25:00.001-07:00</published><updated>2008-08-08T10:08:14.809-07:00</updated><title type='text'>escritos de um dia-de-férias qualquer...</title><content type='html'>escritos de um dia-de-férias qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nesse período de silêncio virtual, páginas e páginas foram escritas (descobri um dias desses que foram páginas de um caderno inteiro O.o), folhas e folhas foram amassadas. Não que contivessem pensamentos descartáveis, dispensáveis ou inválidos (apesar de ter escrito muita coisa que julguei não prestar pra nada). Mas há coisas que não devem ser escritas. Há coisas que por serem grandes exigem comportamentos extremos: ou se fala ou se guarda. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escrevi muitas folhas só pra mim, muitas só pra pessoas específicas, muitas pra ninguém (as mais confusas que não consegui endereçar nem pra mim). Algumas enviei pelo correio. Outras dobrei pra entregar depois, desisti e amassei. Outras amassei sem nem terminar de escrever. Outras ainda estão dobradas. Mas não escrevi nenhuma que coubesse coerentemente aqui. Há textos que não são pra todo mundo ler, e um blog é pra todo mundo. Nunca senti tanta dificuldade em escrever aqui. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Talvez eu devesse experimentar, vez ou outra, a sensação de não medir palavras. Sou capaz de passar uma hora inteira segurando a caneta, olhando o papel, sem saber como escrever o que eu penso. Não me concentro no que devo pensar, não me concentro no que devo resolver, não me concentro no que devo descobrir, não me concentro no que devo entender. Não sei se por comodismo ou por medo, mas pulo de um pensamento pra outro sem dedicar tempo suficiente a nenhum deles, sem concluí-los, numa evasão constante.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nesse período comecei a entender que nem tudo se cura com música. Que não adianta mais ligar o som bem alto e esperar que tudo se resolva apenas assim. Depois de muito escrever sem chegar a conclusão nenhuma, começo a desconfiar de que passei muito tempo achando estar melhor enquanto apenas fingia que minhas limitações não existiam. Depois de muitos anos, muuuuuitos anos (até me senti velha agora, mas são quase 10 anos) senti saudade dos domingos em família. Nunca mais tinha sequer pensado neles. Nesse período descobri que eu nunca me acostumo a “precisar de pessoas”. Eu sempre me assusto quando me vejo precisando demais de alguém. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nesse período, mais que tudo, cansei de ter tantas coisas por terminar. Dezenas de livros que li pela metade, dezenas de textos que escrevi só uma parte, dezenas de pensamentos que nunca concluo... Não concluo pensamentos porque me vejo precisando de palavras a certa altura. Só entendo quando acho as palavras. Se demoro pra achá-las me sinto desconfortável em minha pele e acabo deixando tudo de lado pra não ter mais que procurar. Parar de pensar sozinha pra começar a pensar em grupo fica difícil depois de tanto tempo engolindo as próprias explosões. Pensando sozinha dispensa-se palavras. Mais se sente do que se pensa. É bem verdade que também mais se foge do que se resolve. Mas pensar em conjunto faz com que as palavras se tornem necessárias. A questão é: que palavras? Como eu as descubro? Como eu as encontro? Às vezes me percebo invadida por uma vontade imeeensa de falar, mas não sei como, e desisto, ou levo mil minutos pra conseguir começar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê-se que esse foi mais um dos textos não concluídos. Lembro que deixei pra terminar depois, mas não sei mais o que eu queria dizer. E agora não sinto vontade de dizer nada sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As aulas voltaram&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os professores nos desesperam&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3° período arma revolução&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O curso voltou àquele momento de união repentina para recepcionar calouros&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar das poucas expectativas em relação às matérias, estou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou feliz, mas estou doente... impossibilitada de levantar do meu leito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que não sou louca o suficiente pra reprovar no psicotécnico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de quase um mês sem postar, só isso que eu tenho a dizer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É... aqui sim. A cada dia que passa sinto que tenho muito a dizer, mas não quero dizer aqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só preciso dizer algo pra mostrar pros meus netos, se até lá ainda existir internet e blogs: Fui ao Show do Zeca Baleiro, as cadeiras eram numeradas, entrei pelos fundos, sentei na frente e no meio, os donos das cadeiras não apareceram e ninguém percebeu que eu não podia estar ali... eu assisti a tudo de graça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recado para os netos:&lt;/strong&gt; Queridos pimpolhos, essa foi a primeira vez que sua vó burlou o sistema de segurança de algum evento, aos 18 anos de idade. O Zeca Baleiro era novinho também, acreditam? Existe uma foto minha do dia desse show, mas ainda não chegou às minhas mãos. Vou conseguí-la pra pôr aqui e mostrar pra vocês. Enquanto isso, vai uma do Baleiro. Grande abraço, saudades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SJx8vj08RAI/AAAAAAAAAFE/g53f1biM8M8/s1600-h/zecabaleiro2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232194023610663938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SJx8vj08RAI/AAAAAAAAAFE/g53f1biM8M8/s320/zecabaleiro2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1166277017231519114?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1166277017231519114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1166277017231519114&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1166277017231519114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1166277017231519114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/08/escritos-de-um-dia-de-frias-qualquer_08.html' title='escritos de um dia-de-férias qualquer...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SJx8vj08RAI/AAAAAAAAAFE/g53f1biM8M8/s72-c/zecabaleiro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-2447280477266390205</id><published>2008-07-12T19:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-14T09:14:09.353-07:00</updated><title type='text'>escritos de papel amassado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;"&gt;Dias atrás, em folhas de papel.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1.5pt; padding: 0cm 0cm 1pt;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Férias não fazem bem. Pra outras pessoas, em outras casas, fazem. Mas aqui não. Com tanto barulho e tanta briga não tem como descansar. Continuo histérica. Quando chega a noite, estou uma pilha e não durmo. A madrugada é o único horário tranqüilo aqui. É o período do dia que eu recupero o fôlego, respiro em sossego, sem algo de fora vir me pressionar até eu sentir que não caibo em mim. É o único momento do dia que me sinto acolhida em minha casa. Aí, eu só durmo quando começa a amanhecer, e o sono de manhã é tumultuado. É tudo tumultuado quando os outros acordam. É muita pressão, de todos os lados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Agora são 00:45h, só agora fez-se silêncio porque só na minha casa uma criança de 8 anos fica acordada depois da meia-noite. É tão difícil entender esse ritmo, é tão ilógico. Não custa falar baixo, não custa não brigar, não custa conversar e tentar entender antes de explodir. Não custa. Não custa manter a calma. E esse parágrafo ficou pessoal demais, mas o que importa é que, a essa altura, se eu não escrevo eu piro. Chega um momento que a balbúrdia é tanta que fica complicado suportar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Agora estou ouvindo a Adriana (novo álbum, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maré&lt;/span&gt;... fantástico. Não resisti e adquiri o original) na cozinha, deitada no banco. Poderia passar um dia inteiro assim. Mas esse é mais um momento em que eu não consigo me decifrar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Me alterno entre a vontade de fugir daqui e a vontade de passar a madrugada nessa mesma posição. Entre o alívio de respirar de novo e o nervosismo engasgado, reprimido, recolhido por ver tanta discórdia em silêncio. Entre o choro de cansaço e o suspiro profundo pra recuperar todo o ar que não achei durante o dia. Entre meu próprio desgaste e a esperança. Entre querer rever todo mundo e querer sumir. Entre procurar entender tudo e querer pensar em nada. Entre a emotividade e a frieza. Entre o lirismo e a impessoalidade. Entre meus diversos eus. Ou entre as versões irreais de mim, aquelas que crio quando canso de tentar saber como explicar tudo, pra fugir das minhas explicações, pra fugir de ter que achar explicações. Às vezes eu me assusto com tudo que preciso enfrentar. Fugir é sempre mais fácil que enfrentar. Fingir é mais fácil que aceitar. Escrever é mais fácil que falar. E é incrível como dezenas de situações acabam de caber em três frases.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Tem coisas que a gente sente e não sabe como escrever, até conseguir e se surpreender. Ou até alguém conseguir por você. Está lá, em um livro, numa música, está lá. Já achei vários pensamentos meus, por mim indecifráveis, saindo assim de uma obra ou da boca de outra pessoa. Nessas horas eu pensei: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“ufa! Não sou a única!”&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Que bom achar uma tradução pra isso!”&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;        &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Hm_3PFfl1V4" target="_blank"&gt;“A uma hora dessas, por onde andará seu pensamento? Terá os pés na pedra ou vento no cabelo? A uma hora dessas, por onde vagará seu pensamento? Terá os pés na areia em pleno apartamento?”&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;Música da Adriana que está tocando agora e que fala, coincidentemente, do assunto que eu pretendia desenvolver em seguida. Muitas vezes eu tenho os pés na areia, brisa batendo no rosto, em pleno apartamento. Inúmeras vezes, no meio do caos, fantasio estar, sem nexo, em qualquer outro lugar (de novo Adriana fala junto comigo, e já é outra música &lt;span style="font-size:180%;"&gt;=O&lt;/span&gt;). Me imagino em um fugidouro mais tranqüilo. Uma praia deserta só com o barulho do mar. Um gramado bem verde com céu azul, muitas árvores e o sol esquentando a pele sutilmente. Me imagino em qualquer lugar em que eu possa respirar em paz, a Pasárgada nos meus termos, um consolo, uma alegoria tomada como verdade por alguns segundos pra que seja possível manter a sanidade. Só o que eu faço é visualizar o lugar em que eu gostaria de estar. Aí eu corro e mergulho nos lugares, nos mares, nos abraços, nas pessoas, nas memórias, no futuro. Isso me salva. Me salva.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tem vezes que eu sinto um desejo imenso de mergulhar na música, mas não do jeito que eu sempre faço. Alguns ritmos e notas deveriam durar pra sempre, a sensação que causam, a existência deles. Eu gostaria de mergulhar e sentir e me identificar com a música, vivê-la. Não no sentido de concordar com a letra ou ouvir minha vida sendo contada pelo artista. Me refiro a entrar e ser a música, viver os acordes sem palavras. Sentí-los não só como complemento, como companheiros, como trilha, mas sê-los, formá-los, tornar-me uma nota fundamental, funcionar no mesmo balanço, ser a sensação, ser a harmonia, ser a música. É isso. Eu queria ser música!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="border-style: none none solid; border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext; border-width: medium medium 1.5pt; padding: 0cm 0cm 1pt; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tive uma manhã quase como as minhas de Recife. Academia, casa, banho, música e livro. Exceto pelo fato de que lá é mais silencioso e calmo. Exceto pelo fato de não ter brisa entrando pela minha janela nesse momento. Exceto pelo fato de que lá eu me sinto em casa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;        &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Estou sem computador e está sendo bom. Ler, ouvir música, escrever no papel... estava arrumando um pretexto pra começar a fazer isso, tirar o computador da minha vida por uns dias, desviciar de umas coisas e viciar em outras menos nocivas. Por falar nisso, ontem comprei um CD bótimo do Toquinho (novo-velho-vício) por nove &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(NOVE)&lt;/span&gt; reais! Não pára (com acento, não vou deixar de usar acentos diferenciais) de rodar Adriana, Toquinho e KT no som, o dia todo, a noite toda, a madrugada toda. A cada música do Toquinho que descubro ou relembro, ganho um segundo a mais sorrindo. A cada vez que roda o álbum da Calcanhotto, acho mais alguma frase minha saída dela. A cada vez que ouço a KT repenso tudo que eu tenho vontade de falar, tomo fôlego, e não falo sabedeus por quê. Por aí vai. Está sendo bom.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Experimentei algo novo. Não é algo tão novo, mas não acontece há muito tempo. Não pretendo escrever muito sobre isso agora. Mas eu resolvi rezar, vieram as lágrimas, e não foram de tristeza, não exatamente. Não sei que palavra usar, mas, numa explicação mais ou menos aproximada, digo que foram de gratidão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-2447280477266390205?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/2447280477266390205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=2447280477266390205&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2447280477266390205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2447280477266390205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/07/escritos-de-papel-amassado.html' title='escritos de papel amassado'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-4065808122483843574</id><published>2008-07-07T23:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T23:44:46.636-07:00</updated><title type='text'>é um mundo e dentro um mundo. e dentro é o mundo que me leva...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cheguei a uma conclusão. Finalmente. Facilitaria se eu fosse mais rápida com essas coisas, mas já que não sou me contento em ficar me batendo com tudo até achar as soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não concordo mais com parte do meu último post anterior (comentário ridículo do tipo pré-adolescente-em-crise-existencial). O que um lápis de cor não faz? Me dei conta de que só usei meus queridos lápis uma vez nesse período inteiro! E eu amo lápis de cor, amo! E nem encostei neles, meodeos. Descobri também que não tenho papel branco texturizado pra desenho tamanho A4. Há quanto tempo eu não desenho? Como assim estou à séculos sem folhas e nem me dei conta? E aí precisei da régua. Meodeos, cadê minha régua? Tinha esquecido que régua existia, mas achei uma quebra-galho. Depois fui atrás dos meus lápis preto e verde. Quase não achei também. E aí precisei de compasso. C-O-M-O-A-S-S-I-M meu compasso sumiu e eu não fazia nem idéia de onde pudesse estar? O que eu fiz nesse período inteiro? Tá, eu usei compasso até um dia desses, até dia 19 de junho, se não me engano. Mas depois disso ele sublimou e eu nem percebi. Meu material todo acabou e eu nem percebi. Passei 6 meses sem grafites 0.5 e 0.7, passei 6 meses com um toco de 6B (que permaneceu intocado nesse tempo). Passei meses sem borracha, meses sem limpa-tipos (e houve um tempo em que eu não respirava sem limpa-tipos do lado). O quê raios eu fiz nesse período? Se não fosse por ilustração, meu já-pouco-evoluído-lado-artístico teria ficado completamente abandonado. Que saudade do 1° período cheio de tintas e lápis e nanquim! Era bonita a época (não a época, mas essa parte da época) em que eu não saía de casa seu lápis e papel pra desenhar desenhar desenhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, voltando... Minha adorável mãe, bendita seja, estava ouvindo música na cozinha, e ô mulher pra ter bom gosto! Aquele silenciozinho em casa quebrado apenas pela excepcional música, aquele sossego, aquela paz.... Senti uma sensação de aconchego ou de deslumbramento, semelhante a quando paramos de frente pro mar, fechamos os olhos e sentimos a brisa. Foi um daqueles minutos que eu gostaria de eternizar. Sentei, fechei os olhos e fiquei sentindo o momento. E aí eu fui buscar material (demorei um pouquinho pra achar mas...). Coloquei papéis, lápis, régua, esquadros e compasso em cima da mesa e comecei a fazer tudo com bastante calma. Ah! Como é bom! Principalmente quando não tem a pressão da entrega do dia seguinte, é uma delícia fazer algo com capricho. Fiquei faceiríssima mexendo de novo com lápis de cor. Te-ra-pêu-ti-co. Estava morrendo de saudade disso e não tive tempo nem pra perceber. Agora são 03h30. Queria continuar pintado e pintando e pintando, mas lembro de ter achado uma contradição Luciana-Tatiana uma vez conversando sobre que cor vem antes e que cor vem depois e aí não quis arriscar o verde por baixo do preto. A cada dia descubro mais um remédio pra qualquer coisa. Foi assim que, pintando e ouvindo música, comecei a pensar (parecia ser a “outra forma de pensar” - mencionada no post passado – ideal, justamente a que eu procurava). E agora que não tenho mais como pintar, vim aqui escrever porque não quero dormir e perder o clima gostoso que está aqui em casa. Pelo menos por agora tudo faz muito sentido. Pelo menos por agora parece tudo bastante claro. Seja por que ficou claro, seja porque o clima perfeito do lar esteja influenciando esse meu estado embasbacado, essa mistura de êxtase, alívio e tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que parar de me incomodar tanto comigo. Parar de querer ter minhas emoções todas sempre sob controle, parar de ter medo de errar, parar de perder o chão a cada vez que não me entendo. Mania chata de libriano. Como diz a prof-perfeita-Luciana, o libriano sempre está numa busca desesperada por equilíbrio, mas nunca alcança o equilíbrio. =p&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, hoje, cheguei ao famoso estado de ‘toquei-o-foda-se’ (só lembrete: estou em processo de voltar a ser uma menininha. Juro que vou voltar uma lady às aulas). Ainda acho que não devo dar um caráter material às minhas lembranças (como em mil embalagens de perfumes, dezenas de roupas, embalagens de doces e sabe-deus-mais-o-quê). Mas, que saber? Não vou mais me incomodar quando a saudade bater forte, me entorpecer, embaçar meus olhos e me fizer enxergar nitidamente só o que já foi. Acontece, é assim mesmo. É assim e sempre vai ser, querendo ou não. E se é assim, melhor aceitar do que ficar me incomodando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha manhã também influenciou. Entrar no conservatório e ver que em breve estarei lá, depois de tanto tempo, finalmente estudando piano de novo, me deixou cheia de expectativas, cheia de entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a situação:&lt;br /&gt;- Você é a Carol, né? “A” Carol..... né? A... A... do... né? Eu lembro de você.&lt;br /&gt;- Sou. É. Também lembro de você. Como você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meu estado pós-impacto foi um pouco menos drástico do que costumava ser. Teve o zunido no ouvido, a cabeça pesando, a desorientação, a volta de milhões de flashes, mas eu consegui me recuperar. E isso me mostra que o papo de ser esmagada por tudo que eu cultivo é balela. Hoje tive mais uma prova, dentre todas as outras muitas provas que venho tendo, de que eu posso levantar a cabeça apesar das dores e das saudades, se eu me esforçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a saudade nos engole mesmo, nos imobiliza. Uns dias são mais difíceis. Em uns dias a gente vive de passado. Mas aí a gente sente, lembra, chora, e levanta. No outro dia, está tudo bem, a saudade está ali, mas com cumplicidade. No outro dia a força volta e dá pra viver de novo, dá pra olhar pra frente de novo. Em uns dias o passado se faz presente e machuca mesmo. Dá aquele aperto e a sensação de que o desespero pra lembrar de tudo vai tomar um espaço grande demais pra ser possível seguir. Mas eu não vou acabar num sofá, quieta, sem criar novas histórias só pra não mexer nas antigas. De onde eu tirei isso? As minhas histórias continuam lá no passado, continuam aqui comigo. E eu tô vivendo, não tô? Mais do que eu podia prever. Então pronto, resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Milagrosamente, todos os horários do Conservatório são perfeitos pra minha disponibilidade. Pra mim, algo tão simples virou O sinal de que eu consigo (verbo transitivo que pode ser completado com diversos itens).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Delícia de &lt;a href="http://letras.terra.com.br/djavan/85915/" target="_blank"&gt;MÚSICA&lt;/a&gt; que eu estava ouvindo hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-4065808122483843574?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/4065808122483843574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=4065808122483843574&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4065808122483843574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4065808122483843574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/07/um-mundo-e-dentro-um-mundo-e-dentro-o.html' title='é um mundo e dentro um mundo. e dentro é o mundo que me leva...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5746578193201619922</id><published>2008-07-06T12:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-06T15:39:12.470-07:00</updated><title type='text'>“enquanto espero, escrevo uns versos. depois rasgo.”</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Voltei. Talvez tenha voltado. Não que eu esteja morrendo de vontade de escrever aqui. Nessa semana me alternei entre a vontadezinha e a não-vontade (palavra inventada agora). Quis escrever, mas não aqui. Acabo escrevendo um monte de textos que não publico. Acabo pensando em um monte de textos que não escrevo (lembrei agora de uma música lindíssima com a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=k59_F7Sqq54" target="_blank"&gt;Adriana&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pausa pra super notícia:&lt;/strong&gt; vai ter um super show dela em Curitiba, no dia 27 de setembro. Eu preciso MUITO ir, eu super vou, vai ser meu presente de aniversário pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pausa pra segunda super notícia:&lt;/strong&gt; Lenine lança novo álbum de músicas inéditas em Setembro! Lenine – Labiata. Ó céus, meu coração!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pausa pra terceira super notícia:&lt;/strong&gt; é possível que eu super vá à falência por dois anos, porque também vai ter Maria Rita, e eu não sou nada afim de perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre ontem, acho que estou ficando velha. Acho mesmo. Não tem jeito. Programa bom é museu, teatro, filme, dança/música, parque, jantar com os amigos, barzinho e violão, ou um bom show. Sentar e conversar sem ter que arrebentar as cordas vocais. Ouvir boa música num volume agradável. Pronto. Passou disso já dá canseira. Porque é tão difícil as pessoas gostarem disso também, meodeos? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vamos no Kapelle? &lt;em&gt;“Ain, lá é vazio”.&lt;/em&gt; E no Ponto Final? &lt;em&gt;“Ain, só toca música de velho.”&lt;/em&gt; E no Mambembe? &lt;em&gt;“Ainnn, lá só dá velho”.&lt;/em&gt; Café do teatro? &lt;em&gt;“Ain, só dá gay”.&lt;/em&gt; Pff, tá, você quer ir em algum lugar trilha-jovem-pan com um monte de desesperados que procuram beijar a maior quantidade possível de bocas, e você pretende ser uma delas... é isso? &lt;strong&gt;[a famosa cena: o que você queria dizer? Volta. O que você, de fato, disse?]&lt;/strong&gt; E nessas horas é melhor nem dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cansei mesmo dessa juventude. Cansei mesmo dos alternativos. Amiga liga. &lt;em&gt;“Vamos no VU?”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ãn? Onde?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“VU.”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;É bom?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Não sei, nunca fui!”.&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Tá, tô indo aí.&lt;/strong&gt; (minutos depois) &lt;strong&gt;O que tem lá hoje? &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“Aniversário da **”. &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Da quem?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Da **, não lembra dela? Trevosa, do mal, yé”.&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ah! ¬¬ Trevosa, que só freqüenta bar alternativo, não lê nada que não seja Buchowski e se acha a filósofa por isso. ¬¬.&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; “Essa, isso! É, aniversário dela!”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Posso adivinhar? VU é um bar super alternativo. Acertei?&lt;/strong&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acertei. Lugar superescuro, superlotado, com música estranha superalta, e a gente tinha que berrar horrores pra conseguir conversar. A população indie-design de Curitiba estava inteira lá. Não que estudantes de design sejam indies. Não são. Os meus queridos designers não são. Mas a população-pseudo-cult-que-se-acha-deus-do-design é indie e chata demais. Estavam todos eles lá. &lt;em&gt;“Oh, como sou underground. Eu só ouço música estranha que ninguém conhece. E se muita gente conhecer eu deixo de gostar. Eu só freqüento lugares estranhos, eu corto meu cabelo igual ao dos Beatles, vou beber até vomitar o bar inteiro. Ai, eu sou retrô, falo 10 palavrões em cada frase, sou doida pra caralho e minha mãe acha que eu sou lésbica. Uau, eu sou revoltada, uau, eu mando em mim, uau, eu acabo de tirar foto com cara de drogado com meu rímel escorrendo até o queixo, eu sou decadente, eu sou foda, uau, eu me comeria”.&lt;/em&gt; Não tenho mesmo paciência pra isso. Dá pra gostar de coisas antigas, dá pra ouvir Beatles, dá pra usar allstar e melissa, dá pra usar verde com vermelho, dá pra ouvir música antiga sem pagar uma de alternativinho-que-despreza-não-alternativinhos. Quem ouve Bob Marley tem que vestir blusa da Jamaica e fumar maconha? Quem faz Design tem que se vestir estranho e ser homossexual? Quem ouve rap tem que se vestir e andar que nem maloqueiro? Quem curte metal tem que se vestir de preto e deixar o cabelo crescer? Quem faz biologia tem que ter dreads, tocar maracatu e cheirar clorofórmio? É absurdo isso, pra quê criam tantos esteriótipos, e por que ainda tem gente que faz questão de se esteriotipar?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;(Thiela e eu) &lt;em&gt;"¬¬ Cara, tô de férias, nããão, nãão, por favoooor."&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ai. 00h agora, ainda, putz.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"00h30, o tempo se arrasta"&lt;/em&gt; (fala de GD, fala de teoria da cor, falafalafala, aê, que legal.....) &lt;strong&gt;cara, minha garganta tá doendo, não agüento mais berrar.&lt;/strong&gt; "&lt;em&gt;01h. Nossa, o que é isso? Minha cama tava tão boa."&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;E meu Rubem Fonseca também.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Maldita hora em que resolvemos sair de casa, hein, Carol, tava ótimo conversar em casa." &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Nem me fale, nem me fale.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Acho que tô ficando velha."&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Eu sou velha, há muito tempo.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Velhice precoce, tá na comunidade?"&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ô, hoje e sempre. Tem aquela também “sem ritmo pra amigos agitados”, já viu?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Não, mas concordo." &lt;/em&gt;[interrupção alheia: &lt;em&gt;olha só que gatooos, a gente tirou foto com cara de drogado, hahahahah, que legal, olha, hahahahaahuahaua, vai pro Orkut, meooooo, muito massaaaaa&lt;/em&gt;] &lt;strong&gt;é, massa ¬¬.&lt;/strong&gt; E assim foi. Uma eternidade a cada meia hora. &lt;strong&gt;02h! Pronto, deu, aí agora a gente arrasta o Jan pro lado de fora, vamo?&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Vamo. Um, dois, três... "&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ah. Cansei desses bares alternativos todos iguais (seria linchada agora pela população indie se eles lessem isso, como assim bares alternativos são todos iguais? =O Adivinha!). Não entendo essa diversão tão vazia, esse jeito de viver tão vazio, essa busca por coisas tão vazias, essa ocupação com hábitos tão vazios. Não me refiro só a bares alternativos, claro que não. Me refiro a essa aglomeração de pessoas sem objetivo nenhum que se unem pra se destruir em algum lugar, pra se embebedar até cair, pra agarrar todo mundo e não lembrar. Sinto uma agitação tão estranha nesses ambientes, algo se balança de um jeito esquisito dentro de mim, me sinto quase nauseada e tudo que eu quero é sair correndo, deitar na cama em silêncio até passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, dependendo do ponto de vista, descobri outro remédio bom pra qualquer coisa: Toquinho e Vinícius + tinta + pincéis. A cura pra minha superchatice de sexta-à-quarta da semana passada. Agora estou aqui. Nada como conforto e silêncio. O céu está perfeito &lt;em&gt;(“já viu o céu hoje?”&lt;/em&gt; *.*) e eu estou descobrindo artistas maravilhosos. Minha irmã viajou. Minha mãe finalmente voltou a ouvir músicas. E está o maior sossego aqui. Tranqüilidade e ótimas músicas que me surpreendem a cada minuto. Mesmo assim não consigo largar do meu novo (velho) vício. Pelo menos uma vez por dia rodo o mesmo cd. Estou adquirindo vários novos-velhos vícios. Uma realização só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, as ruas estão quase inteiramente vazias. Dia ideal pra sair andando. Mas é domingo, eu sou menina , sou caçula, e Boa Vista é o bairro dos manos. Acho que vou pelo menos pra quadra do prédio com o meu Fonseca, ler debaixo do sol. Apesar de que nunca mais voltei lá. Há muitosmuitosmuitos meses não volto lá e nem sei se quero voltar. Não sei no que vai dar, não sei se vai fazer bem. Por isso me enrolo e adio. Fico aqui escrevendo, ora no Word ora no papel, selecionando músicas, copiando CDs e olhando o céu pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso às vezes me incomoda. Tantas coisas que deixei de fazer porque não consigo fazer de novo. Tantos lugares de deixei de visitar porque não consigo visitar de novo. E aí, como vai ser? E se mais lugares ficarem marcados com coisas boas, e se eu deixar de visitar mais lugares só pra conservar o passado? E se eu continuar trocando de perfume o tempo inteiro pra deixar as lembranças ligadas a eles sempre intactas. E se eu continuar parando de ouvir algumas músicas com freqüência só pra não marcá-las com novos acontecimentos? A trilha da minha viagem do começo do ano nunca mais parou no meu Mp3 player, pra não desmarcar aqueles dias. Jack Johnson é ouvido três vezes por ano, no máximo. &lt;em&gt;“Universo ao meu Redor”&lt;/em&gt; nunca mais parou inteiro no meu player. A trilha da minha viagem pra Manaus já foi guardada também. Quantos perfumes estão encostados no armário? Quantos hábitos foram deixados de lado? Quantos lugares nunca mais visitei? Não sei se é bom ou ruim isso. Às vezes parece meio doentia essa minha forma de conservar o passado. Se continuar assim, talvez um dia todos os lugares fiquem marcados, todos os programas fiquem marcados, todos os perfumes, todas as músicas. E aí eu vou precisar fugir de Curitiba, ir pra longe e ser outra pessoa, só pra não me torturar com a saudade esbofeteando meu rosto a cada minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, não sei mesmo. Às vezes não sei mesmo o que fazer. Não dá pra mudar assim o tempo inteiro, arrumar sempre coisas novas pra fazer só pra não ter que fazer as mesmas coisas de antes, só por medo de mudar a forma de olhar o passado. Dá a impressão de que um dia vai estar tudo saturado de memórias, e eu, com essa mania desesperada, vou querer manter tudo intacto. Aí eu me afasto pra assim mantê-los, e não sobra lugar pra mim. Dá a impressão que vou acabar num sofá imóvel, sem fazer nada só pra manter meu passado intacto. Parece que uma hora vou deixar de viver só pra manter vivo tudo que eu vivi (que bagunça essa frase). Quando eu tiver vivido quase tudo que eu quero, não vai ter mais espaço nem físico nem psicológico pra minha vida, e isso vai me espremer, me apertar, vou me ver sufocada por toda a minha história, como se não coubessem mais novas histórias por não querer mexer nas antigas. Não deveria ser assim. Talvez eu deva achar logo uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca acreditei nessas coisas, mas vem passando pela cabeça muitas vezes o momento em que meu professor de Yoga, sem saber nada sobre mim, sem saber nada sobre a minha vida, resolveu puxar uma mandala pra mim sobre as decisões que eu precisaria tomar nesse ano. Ele segurou a carta e disse &lt;em&gt;“Está na hora de você se desapegar do seu passado e olhar pra frente.”&lt;/em&gt; Há seis meses penso nesse dia e até hoje não sei direito o que eu penso a respeito. É algo que eu tenho e não gosto de ter. Eu mastigo a idéia e me calo até ter certeza do que eu penso. E quando me convenço de algo, me calo por não ter coragem de falar, ou por não saber como falar, ou por achar que não é necessário falar, pelo menos não da forma que me vêm à cabeça. Enquanto eu não entendo, parece tudo tumultuado, conflituoso. Enquanto eu não entendo, parece difícil de pensar. E aí todo mundo me encurrala, me interroga, minha cabeça roda, eu não consigo responder, e aí fujo, mundo de assunto, enrolo, ou digo &lt;em&gt;“não sei, não pensei o suficiente”.&lt;/em&gt; Tantas vezes isso acontece. Tantas vezes nesse ano e no passado e no passado e sempre na minha vida me fazem perguntas que eu não consigo responder. Eu me vejo rodeada pelos minhas próprias contradições e não consigo balancear os lados pra descobrir o que eu penso, não rapidamente, não no intervalo pergunta-resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim escrever aqui pra tentar resolver mais uma falha minha, só que dessa vez acabei achando mais um monte de falhas sem resolver nenhuma. Geralmente as coisas se resolvem quando eu escrevo. Entendo tudo melhor quando escrevo. Penso melhor quando escrevo. Mas, agora, acho que preciso ir pensar de alguma outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do semestre passado. No bar, conversando com o Russo, comecei a contar da época em que eu fiz terapia. A psicóloga falou &lt;em&gt;“você não precisa de mim, você entende bem demais tudo que está acontecendo com você”.&lt;/em&gt; E o Russo comentou, com um ar que se alternava entre compreensão, brincadeira e crítica: &lt;em&gt;“Também... pensa pouco! Toda hora que a gente te olha você tá em silêncio divagando. Eu acho que vou te dar um pouco da minha tagarelice e pegar um pouco da sua mania de pensar...” &lt;/em&gt;Não sei se me entendo tão bem assim. Continuo achando que a mulher que era incompetente e não conseguia enxergar nada além do óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe acaba de entrar no quarto. Ela falou:&lt;em&gt; “Carol vai treinar! Eu falei pra moça do conservatório que você ia treinar ‘Aquarela do Brasil’, ela falou que acha que você vai entrar no avançado, vai treinar, vai treinar!”. &lt;/em&gt;=O Capaz, elas estão viajando! Muita pressão, meodeos. AMANHÃ É MEU TESTE, Ó CÉUS, TINHA ESQUECIDO! Vou treinar, tchau! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; Pra quem leu até aqui (se alguém ler até aqui), foi mal a acidez e a chatice do post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auge do final de semana:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Aaaaaaaaaahhhhhhhhhh, você tem muito bom gostoooooo, aaaaaaaaah, fofíííííssimo, muito muito muuuuito f&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o&lt;/span&gt;o&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o&lt;/span&gt;o&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o&lt;/span&gt;fo, ahhhhhhhh, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;a-d-o-r-e-i,&lt;/span&gt; ahhhhh! &lt;span style="font-size:180%;"&gt;AAAAAAAAAAAAH,&lt;/span&gt; ahhhhhhhhhh (...)&lt;br /&gt;- É...A-alô? Alô? Cássia? Alô?...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5746578193201619922?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5746578193201619922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5746578193201619922&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5746578193201619922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5746578193201619922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/07/enquanto-espero-escrevo-uns-versos.html' title='“enquanto espero, escrevo uns versos. depois rasgo.”'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3107859220596739075</id><published>2008-06-29T17:04:00.001-07:00</published><updated>2008-06-29T18:12:58.714-07:00</updated><title type='text'>"pras crianças do marrocos comerem cho-cho-cho-chocolate-te..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fiquei chata de repente. Talvez uma noite de sono resolva, talvez seja o sono ou o cansaço. Talvez seja a preguiça de começar a estudar. Talvez seja a vontade de assistir a todos os dvds do chico (assisti um agora e não me conformo de não poder assistir o resto). Talvez seja saudade da minha pré-adolescência. Saudade da Lygia, saudade da Luiza. Saudades daquele show da Marisa. Muita saudade do abraço, muita saudade das gargalhadas, das besteiras, das histórias péssimas que a Lyz contava. E aí ela falava &lt;em&gt;"acabou, pô, agora ri",&lt;/em&gt; e a gente ria até não aguentar mais. Simples assim. Por qualquer coisa. Com tudo a gente ria, até doer. Talvez seja porque eu quero tanto contar tudo pra Lyz e não posso. Talvez seja porque eu falofalofalo com ela o tempo inteiro e não sei se ela ouve. Talvez seja porque eu não vivo sem ela, pelo menos não ainda. Talvez seja porque ontem era &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; dia em que eu, a Lyz e a Lu TÍNHAMOS que estar juntas comemorando. Talvez seja porque eu não consigo me acostumar a não poder chegar em casa e mandar um big-email pra ela contando tudo. Talvez seja porque a graça é contar tudo pra elas duas, as duas, uma do lado da outra, elas iam se animar e dizer que estão felizes, eu ia abraçá-las e dizer o quanto elas são essenciais na minha vida. Talvez seja porque só agora, aqui escrevendo, notei que o vazio que eu senti me corroer ontem era a saudades delas. Talvez seja porque recebi &lt;strong&gt;“A”&lt;/strong&gt; mensagem da Lu ontem, eu fiquei tão feliz por ela e não pude estar por perto pra comemorar. Talvez seja porque a Lyz não vai mais estar comigo no retiro louco de meditação vypassana que planejávamos fazer em alguns anos. Talvez seja porque eu tenho um monte de crédito pra gastar, créditos que eu certamente gastaria em uma ligação pra ela, e não posso ligar, ela não pode atender. Talvez seja porque toda noite eu vou dormir torcendo, implorando, pra poder sonhar com ela, abraçá-la mais uma vez, conversar por pelo menos mais 15 minutos. Talvez seja porque eu preciso demais ver de novo a minha amiga, e em vez de sonhar com ela, só tenho pesadelos. Talvez seja uma vontade louca de ler, sem ter tempo pra matar a vontade. Vontade de pegar um livro e só soltar na última página, como nos bons tempos. Como na oitava série, quando peguei "A Sacerdotisa de Avalon" e não larguei enquanto não acabou. Minha mãe brigava comigo quando via a luz acesa de madrugada, me mandava dormir. Aí eu desligava tudo e ficava apertando teclas do celular de 3 em 3 segundos pra manter a luz acesa, pra ler com luz de celular, e assim foi o livro inteiro. Minha mãe entrava no quarto, eu puxava rápido o lençol e fingia estar dormindo, até ela sair e eu recomeçar a leitura. Ler, pra mim, sempre foi uma necessidade. E não me sobra tempo. Boa era a época em que eu lia 20 livros por ano. Nesse ano, li apenas um. Tenho vontade de passar as férias em claro, lendo lendo lendo lendo leeeeeeeendo. Apagar o mundo, apagar todo o barulho, e lerlerler. Entrar na história, viver o personagem, parar de pensar com a minha voz pra pensar com a voz de qualquer pessoa que não exista. Acho que cansei mesmo da minha voz. Chega o fim do dia e eu não me aguento. Eu escrevo e fico ouvindo minha voz, penso com a minha voz, ouço minha voz o dia inteiro! Acho que também cansei desse blog, cansei de escrever sobre mim, cansei de escrever sobre qualquer coisa. Quando der vontade eu volto. Nem sei se isso vai durar muito tempo. É provável que amanhã eu já esteja aqui de novo. Mas, pelo menos por enquanto, vai ser bom descansar daqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Venho cantando muito a música do título, de autoria da Lyz. Voz e violão. A primeira vez que ouvi ri pra me acabar. Lembro de pensar &lt;em&gt;"se garaaaaaaaanteeee!". &lt;/em&gt;Não lembro da letra inteira. Vou pesquisar, tomara que alguém tenha guardado. Um dia posto ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3107859220596739075?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3107859220596739075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3107859220596739075&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3107859220596739075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3107859220596739075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/pras-crianas-do-marrocos-comerem-cho.html' title='&quot;pras crianças do marrocos comerem cho-cho-cho-chocolate-te...&quot;'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7789247376464903005</id><published>2008-06-28T19:20:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T19:54:46.880-07:00</updated><title type='text'>"corre corre corre corre corre, u-u-ú-uh!"</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;[madrugada de quarta-pra-quinta]&lt;/strong&gt; Meu mock-up não fica pronto nunca nessa vida. Tenho que ficar acordada esperando a tinta secar pra eu pintar o outro lado pra secar pra eu passar verniz pra secar pra passar do outro lado pra secar pra quem sabe passar verniz tudo de novo pra quem sabe chegar as 7:30h no cefet. São 5 peças, pintadas de um lado e de outro, e agora estou na terceira demão, o que contabiliza TRINTA passadas-de-tinta com o mesmo rolinho-lavado-30-vezes. 30 de tinta e 10 de verniz, ó céus! O que me resta é escrever enquanto seca. Vou pôr aqui algo que eu escrevi em papel na segunda (se eu achar o papel, só um minuto..).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[21:05h de segunda]&lt;/strong&gt; Chego em casa coberta de madeira, moída e em pânico. Me joguei na cama pra descansar, mas deu vontade de escrever. (Pc ocupado, abre caderno) Escrever em papel é divertido. Muitas coisas ficam transparentes, coisas que não aparecem no texto digitado. O mais interessante é quando a cabeça corre à frente da mão. Algo em mente precisa ser escrito mais adiante e, para não esquecer, a mão se dirige rapidamente até o fim da página, rabisca displicente três ou quatro palavras-chave e volta ao ponto de partida. Deve ser legal, depois de anos, olhar essas palavras-chave e observar, logo abaixo delas, o desenvolvimento da idéia. Pode ser que essas mesmas palavras tenham qualquer outro significado quando lidas mais tarde. E eu agora rodeio falando sobre escrever em papel enquanto gostaria de falar sobre qualquer outra coisa. Acho que enjoei de mim. &lt;strong&gt;21:23h&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(uma pausa pra descansar da minha voz interior).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[de novo, madrugada de quarta-pra-quinta]&lt;/strong&gt; Lembro que eu tinha muito sobre o que escrever nesse dia. Escrevi palavras-chave no final da folha, mas acho que vou deixar pra outra oportunidade o desenvolvimento delas. A última coisa que lembro foi de ficar irritada comigo, fechar os olhos pra descansar sem pensar, e só. Desmaiei. As 21:24h eu já estava dormindo muuuuuuito. Ultimamente vem sendo assim. Quando eu penso em deitar, já estou dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, morei no cefet nos últimos dias, chegando às 7:30h e saindo às 22h. Trabalho braçal na marcenaria, fura, corta, cola, lixalixalixa, passa massa, espera secar, lixalixalixa. Resultado: estou toda dolorida e tenho um dedo que quaaaaase foi mutilado na serradeira. E, de tarde, depois de fazer furos errados, tive meu giga surto de gargalhadas-malígnas+choro-compulsivo em público, e mais de uma vez por dia! O que um mock-up não faz com uma pessoa? Eu quis tanto um abraço! Quis tanto vários abraços! E nenhum deles estava por perto. Aí eu fugi. Fugi e liguei pra minha carioca. 8 reais em 4 minutos de interurbano &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(roubaClaro roubaClaro). &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gata, como você está nesse fim de semestre?&lt;br /&gt;- Tô f*dida, muito, meodeos, você não faz idéia, Lu, nossa, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh.&lt;br /&gt;- Você não tá mais fodida que eu, ninguém tá.&lt;br /&gt;- Claro que tô! Eu tenho 14 coisas pra entregar só nessa semana!&lt;br /&gt;- C*-r*-lho!&lt;em&gt; (porque mocinhas viram meninos em fim de semestre mesmo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Eu quero a nossa 8ª série de voltaaaaaaaa! &lt;em&gt;(choro histérico, engenharia cefetiana olhando com cara de medo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Eu tambééééém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e falei empolgadamente: &lt;em&gt;“QUEM QUER PINTAR MADEIRA COMIGO LEVANTA A MÃO!”&lt;/em&gt; Ninguém levantou &lt;strong&gt;¬¬.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E é isso. Estou sem internet no quarto. Logo, não faço idéia de quando vou postar isso aqui. Não faço idéia de como vou estudar pra prova de Materiais da segunda (a matéria está toda na internet). Não faço idéia de quantos dias eu vou fazer caber nesse post. Não faço idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resumo da semana foi: dias morando na marcenaria (é divertido e terapêutico quando tudo dá certo, o único problema é quando a gente inventa de errar), &lt;strong&gt;aniver da Lílian&lt;/strong&gt; (e todos os momentos divertidos e bonitos envolvidos), mock-up que quaaase ficou perfeito até resolver me boicotar e grudar o verniz em um monte de folhas e soltar tinta e e e e ficar feio (também tava uma delícia de fazer até começar a dar errado), apresentação cabreira diante das duas-mulheres-mais-fodas-do-universo+câmera-filmadora (não seria tão ruim se minha proposta não fosse tão ruim), piras-de-sono, conversas com a música do Lenine (efeito da pira), biarticulado que pisca e se mexe freneticamente pra frente e pra trás enquanto está parado (efeito), pessoas não existentes que surgem no meio do filme do meu lado durante alguns vários segundos e desaparecem de repente (segundos suficientes pra perceber que não foi um vulto apenas, foi uma alucinação de sono), andanças e reflexões, alegria e pânico, expectativas e frustrações, orgulho e fracasso. Nessa semana eu passei por todos os estados de humor, senti tudo. Se não fossem momentos maravilhosos entre um surto e outro &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(;p)&lt;/strong&gt;,&lt;/span&gt; seria mais difícil chegar até o final. E ainda bem que a semana acabou porque não agüento mais essa loucura de reagir diferente a cada segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem &lt;strong&gt;(sexta)&lt;/strong&gt; foi um dia semibom. A temperatura ambiente estava ótima. O céu era um céu qualquer, azul enxaguado com várias nuvens, mas a temperatura era boa, a música era boa e foi ótimo sair andando. Não andei sem rumo porque tinha coisas marcadas pra fazer, mas fui andando até os locais aonde precisava ir. Estava tudo muito bem até entrar em casa. Vem sendo difícil entrar em casa. Algo dentro de mim começou a fervilhar e eu estava prestes a explodir, com um nó preso na garganta que me segurava e me impedia de falar, de gritar, de chorar, de qualquer coisa que pudesse aliviar o peso. Tentei vários tipos diferentes de respiração, resgatei os exercícios da yoga, comi chocolate, bebi água, uma dose de licor de maracujá, tentei dormir, assisti o DVD do &lt;em&gt;“Cócegas”&lt;/em&gt; (é chato, não aconselho), ouvi música, toquei piano durante umas 2h e nada, nada tava me acalmando. O piano foi a última tentativa e ajudou bastante, mas não o suficiente. E aí eu arrastei minha irmã pro cinema. O filme &lt;em&gt;(Sex and the city)&lt;/em&gt; estragou o seriado, óbvio, porque estragar livro é coisa do passado, a moda agora é estragar seriado (não acredito, agora vou ficar com aquele funk ridículo grudado na cabeça... e vocês também auahauhaua =p). Mas foi bom. Eu me acalmei, voltei pra casa e desmaiei &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(meus pesadelos começam a me irritar ¬¬).&lt;/span&gt; Agora vou terminar de desfazer minha mala (é, ainda não terminei). &lt;strong&gt;(15h)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(21h31)&lt;/strong&gt; Agora estou aqui. A internet voltou \o/. Deveria aproveitar pra fazer download da matéria da prova, mas em vez disso resolvi escrever nada-com-nada aqui, com licor de maracujá de um lado, esmalte do outro, com KT Tunstall rodando no som. Ela é tão legal! Aproveitei que quase não tenho mais o que fazer pra ficar deitada prestando atenção na letra das músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz algo bom hoje. Não foi &lt;em&gt;“Nossa, Carol, que bom o que você fez!”,&lt;/em&gt; mas pra mim foi bom. Me desapeguei um pouco de coisas, mais especificamente de roupas. Huhauahua. Ai, que vergonha. Esperem, não é tão fútil quanto parece. Eu tinha um monte de roupa guardada que eu não uso e nem nunca vou voltar a usar. Mas estavam guardadas porque têm história, têm muito valor emocional. Marcaram coisas muito boas, de épocas e épocas, e eu guardava tudo, desde 2003. Alguns dias atrás, percebi que elas não podiam mais ficar ali, pelo menos não todas elas. Estava me enrolando pra desfazer a mala do N porque não tinha como arrumar as coisas da mala sem me desfazer de várias roupas antes. Hoje, resolvi dar um jeito nisso. Foi difícil, demorou um monte. Cada peça que eu pegava era pelo menos 10 minutos pensando, lembrando tudo que aconteceu, pra decidir se eu conseguiria ou não me desapegar. Aí peguei um saco, e comecei a contar: &lt;em&gt;“Uma... duas... três... Quatro... Não, não, essa não pode ser a quatro, não, essa não. E agora? Guardo ou não guardo? Ah, vai, quatro...”&lt;/em&gt; E por aí foi, até a &lt;strong&gt;n° 25.&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;=O&lt;/span&gt; Calculei que eu só conseguiria chegar até o número 15, e cheguei ao 25. Com muito esforço, mas cheguei. Claro que ainda tem umas guardadas, e essas vão ficar guardadas pra sempre, não me desfaço delas de jeito nenhum. Tem umas 6 peças-lembrança ainda, acho que não faz mal mantê-las na gaveta. Mas manter 31 peças-lembrança é exagero, nada mais cabia no armário, e eu tive que me soltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom. Me sinto mais leve. Sabe quando dá um orgulho de ver o que a gente fez? Terminei de arrumar tudo e fiquei com orgulhinho de mim. Foi um passo importante que desde sempre soube que teria que tomar, cedo ou tarde, desde Recife, desde os meus 13 anos, e sempre deixava pra mais tarde, sempre adiei. As lembranças vão estar sempre comigo, eu sempre as levo comigo. Elas sempre fazem parte do meu dia, às vezes menos, às vezes mais. Nessa semana, minha oitava série fez muito parte dos meus dias. Saudade gritante da minha Lu-carioca e da minha Lyz. Todos os dias, pelo menos uma vez, sentia uma necessidade quase vital de tê-las do meu lado, de abraçá-las. E já que, emocionalmente, minhas lembranças estão sempre comigo, conservá-las dessa forma tão material não faz sentido. Fico feliz por ter dado esse passo. Sinto como se começasse a organizar melhor minha vida, minhas emoções, minha forma de lidar com emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora uma veia começou a saltar freneticamente no meu olho direito. Não consigo mantê-lo aberto. Mostrei pra minha irmã, ex-acadêmica de enfermagem, e ela me olhou em pânico: &lt;em&gt;“CAROL, MEODEOS, ISSO É ESTRESSE. MUUUUITO ESTRESSE. SEU SISTEMA NERVOSO TÁ PIFANDO! VAI DORMIR! VOCÊ NÃO VAI ESTUDAR PRA PROVA AGORA, EU NÃO DEIXO. TOMA ESSE CALMANTE AQUI, TERMINA ESSE SEU LICOR DE MARACUJÁ, E VÁ DORMIR, A-GO-RA!”&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;= &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pérola do meu sobrinho nessa semana:&lt;br /&gt;- Paulo, vai fazer tarefa!&lt;br /&gt;- Mas, vó, eu tenho que brincar! Eu tenho que aproveitar pra brincar enquanto eu sou cirança. Porque depois, quando eu virar adolescente, eu tô ferrado. Vai ser só trabalho, um monte de trabalho, um atrás do outro. Eu não vou poder mais brincar, nem dormir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desespero porque traumatizei meu sobrinho ou fico feliz por poder ensiná-lo com antecedência como é a vida de gente grande?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou lá &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ai, que saudade de Pernambuco, nunca mais tinha falado isso)&lt;/span&gt;, vou obedecer minha pseudoenfermeira particular.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yYPoQkkkipM&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;A preferida (Universe and U).&lt;/a&gt; Sei que é esse o nome, mas como estou sem dispositivo de som, não dá pra me certificar de que o título do vídeo está certo. Deve estar. Blah. Tchau. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qqf-f3oinKo&amp;amp;feature=related"&gt;Melô do Designer.&lt;/a&gt; Tava ouvindo nessa semana, e tudo se encaixou. O vídeo deve estar com uma qualidade tosca, mas tá valendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7789247376464903005?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7789247376464903005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7789247376464903005&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7789247376464903005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7789247376464903005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/corre-corre-corre-corre-corre-u-u-uh.html' title='&quot;corre corre corre corre corre, u-u-ú-uh!&quot;'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7022858787372996773</id><published>2008-06-22T16:15:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T21:09:27.088-07:00</updated><title type='text'>despedida momentânea, até próxima semana.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Trabalho pra fazer. Representação, desenhos. Senta, abre Orkut, abre blog. Fecha. Respira. Papel, lápis, borracha, nanquim. Respira (mais fundo). Falta algo: MÚSICA. Levanta, escolhe cd, senta. Mais alto! Levanta, aumenta, senta. Pronto, agora sim. Aí, divaaaaga, lembra, pensa. Aaaaaaaah, e pensa. Pega o celular. Mensagens, escrever sms. Pensa, escreve, apaga, escreve, apaga, fecha-guarda celular. Pronto, agora concentra, respira de novo. Frio! Cobertor de orelhas, pantufa... Começa logo! E aí pensa, pensa, peeeeeeeensa de novo. Lembra, sorri, pensa de novo. Abre página de Word. De novo: escreve-apaga-escreve-apaga-escreve-apaga... (reticências cheias de significado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(18:33h)&lt;/strong&gt; Vou ficar aqui até amanhã cedo, até a hora de ir pra aula. E amanhã também, depois também, depois-depois taaaambém. Indo direto ao ponto, esse é o meu último post ever, até o próximo fim de semana ou até as férias. Passei um tempo escrevendo quase que diariamente, mas agora ficou impossível. E agora me deu sono, tudo que eu precisava pra conseguir fazer meus mil desenhos de representação pra entregar amanhã. Descobri ontem que minha lista de afazeres cresceu! Há duas semanas tinha 19 itens. Fiz várias coisas, entreguei várias coisas e ontem, juraaaando que estaria pela metade, refiz a lista e contei 17 itens. 14 deles serão entregues nessa semana. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah meodeos. Não dá, nããão dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(19:32h)&lt;/strong&gt; Acabo de riscar um item da lista. \o/ Viva o sulfurizé! Meu único problema vem sendo achar imagens boas o suficiente pra serem decalcadas. Nossa, tudo está ficando pronto muito rápido. Talvez dê até pra dormir bastantinho! Meodeos. Como eu nunca pensei nisso antes? Poderia passar nessa matéria do cão com uma super nota sem esforço! *Acabo de descobrir que desenhar com 6b direto, rápido e sem apagar, é super legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(20:12h)&lt;/strong&gt; Ontem não achei a lua. Não dava pra vê-la daqui. Fui pro piano e toquei até cansar. Minha mãe falou: &lt;em&gt;“minha filha, você tá tocando mais bonito!”.&lt;/em&gt; =O Mais um fator interessante pra avaliar. Acho que vou começar uma lista de fatores interessantes porque ando sem tempo pra pensar, mas acho que deveria pensá-los todos quando desse. Agora está ficando tarde, daqui a pouco tenho que desligar a música do quarto, quero ouvir arquivos que só tenho no pc, E O DISPOSITIVO DE SOM NÃO FUNCIONA! PÂNICOOOO! Como assim? O que será da minha madrugada sem Badi Assad?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(21:03h)&lt;/strong&gt; Segundo item riscado da lista. Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee! Viva o senhor Google. Viva o bendito ser que inventou o sulfurizé. Vai ganhar um puta abraço meu quando eu chegar no céu (hohoho, ou sabedeus onde). OK, vou parar de contar detalhes sobre os meus trabalhos, foi mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(21:51h)&lt;/strong&gt; Pausa. Estou desesperada por um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(22:24h)&lt;/strong&gt; Antes que vire segunda-feira, o dia de hoje merece destaque. Maravilhoso! Feirinha, exposição no Memorial, apresentação inesperada de tango (meodeos, =O, que sorte a nossa, perfeito-perfeito-perfeito), mini-aula inesperada de tango (ao lado da professora de Materiais, =O, como assim? Se alguém filmou, me avisa!), Imin Matsuri no Barigüi, domingo inteiro fora de casa mandando os trabalhos pro espaço em ótima&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (ênfase no “ótima”)&lt;/span&gt; companhia &lt;strong&gt;;]&lt;/strong&gt;... muuuuuuuito booom! &lt;span style="font-size:180%;"&gt;E,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;e&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-size:85%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;e...&lt;/span&gt; ah, e se o dia tivesse mais 12h, eu passaria mais 12h assim com você &lt;span style="font-size:85%;"&gt;[vai, Murilo, pode tirar com a minha cara].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(22:54h)&lt;/strong&gt; Acabei! Não acredito! Em breve, vou dormir. Ó céus! Até meia-noite eu consigo. Beijotchau!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7JR_MmVmgBg&amp;amp;feature=related" target="_blank"&gt;Badi Assad.&lt;/a&gt; Belíssima voz, belíssimo violão. Pra vocês conhecerem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7022858787372996773?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7022858787372996773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7022858787372996773&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7022858787372996773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7022858787372996773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/despedida-momentnea-at-prxima-semana.html' title='despedida momentânea, até próxima semana.'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3854792961913233856</id><published>2008-06-21T13:08:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T14:57:29.064-07:00</updated><title type='text'>sem título por hoje</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tive pesadelos durante a noite inteira. Já pensei em uma palavra pra definir o meu estado nesses dias, mas nunca achei uma. Não é triste, não é pensativa, não é exatamente angustiada. Pensei em enjoada, porque é a mesma sensação de estar enjoada, mas sem enjôo. Dá pra entender? É aquele estado psicológico de quando estamos doentes e enjoados, mas com o corpo funcionando bem. Pois é. Quando a noite é de pesadelos, acordo assim. Trôpega. Será essa a palavra? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico em silêncio, querendo falar, mas me contento em falar em silêncio. Tenho muitas vontades, mas não faço nada porque, como se estivesse doente, qualquer movimento parece difícil demais. E aí eu sento, fixo o olhar em um ponto, e talvez demore bastante até pra piscar. Fico assim, imóvel, por horas e horas. Tenho a sensação de que não penso em nada. Mas penso em muitas coisas. Só que de uma forma diferente da habitual. Penso e assisto. Não mergulho na história, não participo, finjo não me importar. Assisto como a um filme. Mesmo as coisas importantes eu finjo que não importam no momento. Sei que importam, penso que importam, mas não as deixo chacoalhar dentro de mim porque não quero nada se mexendo, quero estabilidade. Mais que isso, quero me sentir imóvel, por dentro e por fora, até cansar e querer me mexer. Só vejo algo passar pela minha cabeça até que surja outro pensamento. E se alguém perguntasse “no que você tanto pensa?” eu responderia “em nada” porque nenhum pensamento perdura tempo suficiente pra que eu possa dizer que foi pensado. E é uma percepção tão desatenta que se algum barulho forte me tira do meu estado de autismo eu já não consigo lembrar do que eu pensava segundos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dias, o mais comum é criar histórias. Eu crio histórias com personagens conhecidos. Imagino as cenas como se eu fosse gravar um filme mesmo. Escolho o melhor ângulo, as melhores cores, o melhor momento do dia. Penso o cenário e aí imagino as pessoas sentadas no escuro, em silêncio, encolhidas comovidas, chorando ou sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece algo deprimente, mas nem é. Acho que é um dia meio sem emoção em que eu finjo ser ninguém. Pode ter emoção também. Mas é uma emoção bem passiva, bem tranqüila e quieta. É um dia pra ficar de frente pro mar sentindo a brisa, ou pra sentar na grama, debaixo do sol, fechar os olhos pra sentir a luz bater, pra sentir melhor o calor. Só sentir em silêncio, sem movimento. Sentir com todos os sentidos separada e demoradamente. É um dia que começa muito mal. Mas depois de ficar imóvel por muito tempo, tudo acaba adquirindo uma profundidade una. Apesar de pensar muito superficialmente, às vezes em situações que nem existem, a vivência é profunda. As sensações são intensas. O sol esquenta mais gostoso quando há silêncio. O barulho dispersa. Em silêncio, tudo se volta pro sol, tudo se concentra no sol, o sol se concentra inteiro na pele e tudo parece infinito. É um momento cheio de paixões, acho que isso descreve bem. Paixão pelas coisas pequenas, simples, que estão sempre ali e ninguém pára pra sentir ou olhar. Paixão pelo calor do sol, admiração, contemplação da condição de estar vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ter ou não emoção num dia como esse é questão de escolher. Depois de começar a escrever cheguei à conclusão que pode sim ser emocionante. Esse texto está cheio de contradições, mas é porque eu nunca parei pra pensar no que acontece nesses dias. Nunca tentei pôr em palavras, definir, entender como eu me sinto. Sentar na grama, debaixo do sol, e ficar imóvel em um abraço, isso seria cheio de emoção. Emoção silenciosa aos ouvidos, mas gritante, cheias de palavras que nem precisam ser ditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei assim. Pessoas e barulho a minha volta. Sem perceber, por muitas vezes, me desliguei e fiquei parada pensando sem nem prestar atenção no que. Voltava de novo à realidade, falava, sorria, me divertia, mas não é dia mesmo pra falar. Senti que era o dia ideal pra voltar pra casa andando beeeeeem devagar com o sol no rosto e a música tocando baixinho no ouvido, delicadamente. Sentei no sofá com o sol entrando pela janela. O céu estava lindo. O sol estava maravilhoso! Fiquei assim por muito tempo, sentada na mesma posição pensando em tudo e em nada. Até o céu fechar e eu desistir de voltar andando. Me arrastei até o ponto de ônibus ouvindo Rita Lee (no seu cd de bossas) sem me dar conta dos carros passando. No meio do caminho de casa, percebi que não sabia que músicas já tinha ouvido. Lembrava de ser Rita, mas não lembrava de nada mais especificamente. É gostoso fazer isso. Descansa. Um dia pra descansar de mim. Depois de passar a sexta fazendo trabalhos detestáveis até a madrugada, foi bom passar o dia assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa: barulho demais pro meu dia. Tive vontade de dar meia volta e achar qualquer lugar, de preferência bastante bucólico, pra formular frases e esquecê-las logo em seguida. Pra decidir falar coisas e desistir logo em seguida. Pra criar diálogos e rir deles logo em seguida, daquele jeito quase imperceptível, mais por dentro do que por fora. Os olhos parados, a boca quase não se move, meio sonhadora meio desacreditada. Aquele sorriso de quando vemos uma criança escrevendo cartinha pro Papai-Noel. Lentamente, a boca se arqueia só de um lado, de leve, só pra deixar a dúvida. Foi ou não foi um sorriso? Me perdi debaixo do chuveiro, de novo esqueci de tudo, ou pensei em tudo de novo desatentamente. Água quente e sol na janela: remédio bom pra qualquer coisa. Depois cheguei no quarto, fechei a porta, e liguei Toquinho e Vinícius no volume quase mínimo. Desde então meus únicos movimentos são os de digitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me arrepia essa casa escura. Dá a impressão de que estão tentando se esconder ou ignorar a vida lá fora. Eu já tive motivo pra fazer isso. Não motivo pra me esconder e ignorar a vida. Não que fosse um motivo. Mas era uma justificativa, pelo menos. Apesar de que a palavra não é essa. Era algo que explicava, ainda que quase ninguém entendesse. Enfim, foi comigo, não com eles. E são eles que fecham as cortinas. São eles que não deixam ninguém ver o que vem de fora. Quando o escuro passou a me incomodar, já há bastante tempo, eu acordava e ia de cômodo em cômodo abrir as cortinas pro sol entrar. Pouco tempo depois, estava tudo escuro de volta. Eu quero escancarar as janelas, pôr a cabeça pra fora, deixar o vento e o sol entrarem. Eu faço isso. Aí, eles vêm e fecham tudo, e eu nem sei se estou ou não metaforizando. Não estava, a princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia está gostoso. Há um ano, não era assim. Noites de pesadelos me faziam mal não só na hora que eu acordava como no dia inteiro. Bom que hoje foi diferente. Estranho, mas diferente, e um diferente bom. Mais uma surpresa. Agora vou publicar isso, já é noite. Esse cd é muito bom. O ideal agora é sentar na varanda com essa música e a lua (que anda linda nesses últimos dias, já pararam pra observar?). Ou tocar piano, seria bom também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gfwCMV-MkA4" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Tarde em Itapoã.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; Todo mundo conhece. Mas acho que ela merece um espacinho aqui. Tem o ritmo e os acordes perfeitos pra um dia como esse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3854792961913233856?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3854792961913233856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3854792961913233856&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3854792961913233856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3854792961913233856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/tive-pesadelos-durante-noite-inteira.html' title='sem título por hoje'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-17862106004185468</id><published>2008-06-18T19:40:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T20:59:10.551-07:00</updated><title type='text'>"cái a taaaardee, a tarde todaaa, na velocidade da luz..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em uma madrugada &lt;strong&gt;(dias 17.06-18.06)&lt;/strong&gt; entre uma e outra camada de aquarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento &lt;strong&gt;(3:30h),&lt;/strong&gt; ouvindo Elis Regina, espero a aquarela secar pra mais uma camada, depois de errar uma ilustração inteira &lt;em&gt;(que tomou 2h da minha jornada),&lt;/em&gt; depois de virar a casa atrás dos meus pincéis, depois de uma tarde me dedicando inutilmente à geometriadescritiva. A notícia boa é que as idéias que me faltavam chegaram logo. A ruim é que eu inventei (mais uma vez, esqueci que da última bateu o arrependimento) de ilustrar com aquarela. Tudo bem que os efeitos são tudo de bom, é a técnica mais linda do universo, maaaaaaaaaaaas, como disse a professoraperfeitaLuciana, o ideal é fazer uma meditação antes de encostar na aquarela. O que significa que tudo começa muito bem até aparecer o sono, e aí fica nítido no papel o que você fez ou não com lucidez. Sem contar que a espera entre uma camada e outra torna o sono inevitável e a noite muito mais longa, porque o que eu teria feito em 2h (com Magic color) eu fiz em 9h. Aí, metade do meu brinquedo ficou linda, a outra metade ficou zoada. E quem vai corrigir? Só as duas professoras mais perfeitas da UT, só as duas melhores ilustradoras do Paraná. &lt;strong&gt;(pânico)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ontem &lt;strong&gt;(segunda)&lt;/strong&gt; foi um dia maravilhoso. Mesmo sem dormir. Tirando o frio desgranhento, tirando as malditas aulas, foi um ótimo dia. Pra começar, não tive sono. Não dormi fazendo trabalho e fiquei super bem pela manhã, pasmem. Se não fosse o fato de ter que pegar ônibus num frio de 2º, estaria bem-humorada, inclusive &lt;em&gt;(=O uau).&lt;/em&gt; O céu estava per-fei-to, o sol estava uma delícia. E aí ganhei uma pulseira linda de um jeito meeegafofo &lt;em&gt;(ênfase no megafofo).&lt;/em&gt; Agora juntem isso ao céu perfeito, ao sol &lt;em&gt;(belo, azul) &lt;/em&gt;e entendam as reticências&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da aula, não quis voltar pra casa. Rodei no shopping (nenhuma loja incentivou meu consumismo, achei interessantíssimo, mas depois penso a respeito), pensei em ir ao cinema, mas com o céu tão perfeito eu precisava andar. Ouvindo o álbum &lt;em&gt;“Cantada”&lt;/em&gt; da Adriana Calcanhotto, num dia bonito, a maior necessidade que se sente é a de andar sem rumo, de preferência berrando &lt;em&gt;“cái a taaaaarde, e tudo paaaaarda”,&lt;/em&gt; mas não dá pra cantar assim na rua, então eu me contento em ouvir a música. O plano era andar até cansar, até dar vontade de ir pra casa, até querer pegar ônibus, até querer parar (&lt;strong&gt;traduzindo:&lt;/strong&gt; o plano era andar até o MON, sentar na grama e pensar em nada).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caminho, esbarrei com meu amigo, o Jan, e fui fazer companhia pra ele enquanto ele alargava a orelha comemorando a aprovação no teste do DETRAN. Literalmente arrombaram a orelha dele, meodeos, aquele cara não sabia o que tava fazendo, tenho certeza. Tirou litros e litros (mó cena Kill Bill) de sangue, ui. Pelo menos o nervosismo pré-piercing não foi descabido, hauahuahua, que mórbido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Jan perguntava, de 5 em 5 minutos,&lt;em&gt; “minha orelha ta sangrando?”&lt;/em&gt; intercalando com frases como &lt;em&gt;“dói pra caralho!”&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;“Carol, tá ardendo...”,&lt;/em&gt; decidimos fazer hora no Café Mafalda. Fechado. Café do Teatro. Fechado. Casa Lilás do Largo. Fechado. Fomos ao Mueller de uma vez, com um refil de coca do burguer king, cenas hilárias e algumas risadas. Depois disso dormi pra sempre. Meus professores diriam que foi um dia inútil porque fiz zero das coisas que deveria, mas foi super bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho resumido de um dos diálogos de família durante minha hibernada. Se repetiram várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - Carol, você tem trabalho?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(pausa pra acordar e processar a mensagem)&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;– Teeeennhhoo &lt;em&gt;(duração de 10 segundos, aproximadamente)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - E é pra quando?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Provavelmente amanhã.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - E você não vai fazer?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Talvez.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - Talvez quando?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Não sei. Talvez não-agora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - E se você dormir até amanhã?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Aí eu faço amanhã.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - Não é melhor hoje?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; - Não. Melhor hoje é dormir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mãe:&lt;/strong&gt; - Mas, filhinha, e se você estiver sonâmbula e não sabe o que tá falando? Eu acho que eu deveria te acordar. Você não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aiai. =p&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje &lt;strong&gt;(terça) &lt;/strong&gt;o dia começou com um sermão militar &lt;em&gt;(patético, por sinal)&lt;/em&gt; do professorzinhoafetado. Resumo da manhã: não sei indesign&lt;strong&gt; (ai!)&lt;/strong&gt; e não assisti ao filme-pastelão da aula de tecnologia sobre o qual teremos que escrever na semana que vem. De tarde, surtei em vão com GD, esculpi em vão tabletes de sabão com estilete (e tive meu protótipo 100% menosprezado pelo professor. Nas palavras dele -&gt; &lt;em&gt;“MEODEOS! Você não consegue fazer melhor? Se você me entregar ‘ISSO’ sua nota vai ficar baixa”&lt;/em&gt; ¬¬). Ou seja, me internei em vão na sala. Depois voltei pra casa, dormi duas horas, assisti a um filme, pensei na vida, comecei o trabalho, e depois de comer um miojo as 4h da madrugada, desconfio que Design não faz nada bem a saúde. Eu até tinha algo interessante pra escrever, mas vou lembrar com que cérebro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. A faculdade me enlouquece, mas está tudo seguindo bem. Estou feliz com várias coisas. Uma delas é que percebi que bastante gente, mais do que eu esperava, torce por mim, de verdade, vejo nos olhos. Minha saúde está se esvaindo, hauahuahua, meu organismo clama por férias, mas, fora isso, está tudo muito bom, muuuito bom &lt;em&gt;(ênfase no ‘muuuito bom’ =p).&lt;/em&gt; Agora ‘me-vou’ antes que não dê tempo de terminar os trabalhos (como se tivesse algum tempo).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Nota de hoje (quarta):&lt;/strong&gt; Dia inútil. O tempo voou e eu nem vi. Quando dei por mim eram 10h da manhã e eu ainda estava em casa. Fiquei, durante 12h, fazendo o pior trabalho da minha vi-da. Ficou um li-xo. E eu entreguei pra Maristela. Logo pra Maristela. Se fosse pra Joselita, tudo bem, mas a MARISTELA! Ó céus. Já cansei de escrever aqui que eu dormi, parece que eu só faço isso. Dormi a tarde inteira, é, e agora vou dormir de volta. Boa noite, da próxima espero estar inspirada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* ouçam a &lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://letras.terra.com.br/adriana-calcanhoto/87116/" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;música&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; citada, é uma delícia de ouvir. Não achei o vídeo, vai aí a letra. [o vídeo que aparece do lado da letra é da música "noite" e não da "sobre a tarde"]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* acabo de descobrir mais músicas perfeitas da adriana calcanhotto, e preciso urgentemente delas, ó céus, questão de vida. vai aí um &lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://br.youtube.com/watch?v=k59_F7Sqq54" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;vídeo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; só pra vocês ficarem de cara. A vontade é de linkar todos, ms fica pra outro dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-17862106004185468?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/17862106004185468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=17862106004185468&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/17862106004185468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/17862106004185468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/em-uma-madrugada-dias-17.html' title='&quot;cái a taaaardee, a tarde todaaa, na velocidade da luz...&quot;'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1174715573816777409</id><published>2008-06-14T14:44:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T15:06:33.773-07:00</updated><title type='text'>get this party started</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ultimamente só funciono assim: uma página de Word aberta pra trabalhos e outra pra registrar pensamentos que surjam no caminho. Ainda que eu não os publique, ainda que sejam enviados por email, ainda que fiquem guardados, ainda que virem cartas não enviadas ou enviadas no futuro, ainda que sejam publicados e não digam nada demais. A verdade é que não consigo ficar em casa em silêncio, sentada, precisando fazer trabalhos em tempo integral sem me comunicar com ninguém. Tentei mandar mensagem pra celulares desabilitados, pensei em mandar mensagem pra minha garota de copacabana, a Petit, mas hoje ela deve estar ocupadona &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(=p)&lt;/span&gt;. Tentei mandar mensagem pro Kzau e não tinha o número dele &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(=O)&lt;/span&gt;. Pensei em me juntar com a Ju pra fazer trabalho, mas ela viajou... Enfim, queria carregar meus amigos todos pra cá, esvaziar a mesa, pra todo mundo fazer trabalho junto. Queria trazer meus amigos que moram longe aqui pro meu lado. Sei lá. Não queria estar em silêncio. Em reação a isso eu ligo o som alto e não me concentro de qualquer jeito porque fico cantando e batucando na mesa. Aí abro a página de word de nome “post” e escrevo qualquer baboseira enquanto tomo coragem de produzir. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora estou trabalhando no mais urgente, minha conceituação de Composição 2. É foda criar um brinquedo pra crianças quando sua infância não foi lá tão boa. Desde muito novinha eu fui obrigada a encarar coisas sérias demais, que agora ninguém vê com tanta seriedade, mas que em 96 era sério, e aos 6 anos ninguém deveria saber que existe. A partir daí não tive infância. Não sei do que crianças gostam. Não sei se elas se divertiriam com o meu brinquedo. Não sei se elas arremessariam as rodelas de madeira na cabeça do amiguinho, não sei nada. Peguei uma peça e bati na cabeça pra ver se machuca e machuca. Se algum pestinha resolver jogar o brinquedo no amiguinho vai doer um bocado. Talvez meu projeto não deva ser de madeira. Mas se fosse de plástico ia ficar feio. E, olhando alguns brinquedos do meu sobrinho, cheguei à conclusão de que vários deles machucariam se fossem arremessados na cabeça de alguém. Já to vendo que, ao contrário da primeira, a nota da minha segunda proposta vai ser ridícula. Vou destruir meu 9,2 da primeira metade do período e vou passar com 7 raspando. Em CG, vou estragar meu 10 pra pegar final com média 5 e passar com 7. Em GD2 vou estragar meu 10 e passar com 7. Vou pegar dp em Representação... e por aí vai. Talvez só consiga notas bonitas em Materiais e História da Arte. E meu coeficiente que era lindo vai cair super muito também ¬¬. Em função disso, me proponho, agora, a passar uma hora sem parar tentando tornar minha conceituação convincente. Já volto. &lt;strong&gt;(12h)&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(12:08h)&lt;/strong&gt; Ok, não se passaram nem 10 minutos desde que eu falei que passaria uma hora sem parar trabalhando na minha conceituação. Mas estou estudando sobre crianças (pra poder vender meu peixe direito) e achei algo muito lindo sobre bebês. Nos primeiros meses de vida, existem posições que acalmam e transmitem sensação de segurança. Muito fofo. O bebê junta as mãozinhas, dobra os joelhos e curva a coluna. Chamam isso de enrolamento. Isso proporciona bem-estar, relaxamento e tranqüilidade em função da tonicidade equilibrada de seus músculos. Aí ele fica calminho. Que fofo, não? No artigo que eu to lendo, falam pros pais respeitarem essa posição ao tirar o bebê do berço pra ele se acalmar mais rapidamente se estiver chorando. Se ele estiver sentado, um adulto o puxa delicadamente pelas mãos, e se o pequenino tiver uma boa coordenação motora, ele vai se agarrar aos polegares do adulto. Isso faz com que todos os músculos, desde as mãos até a cabeça, se encaixem, passando pelo tórax. Aí ele consegue pressionar os pés contra o chão e levanta. Muito lindo! Minha irmã passou por aqui agora e falou “você tá parecendo mãe!”, ahuahauahu, lendo sobre bebês. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(17h)&lt;/strong&gt; Ok, passei várias horas me dedicando à minha conceituação e, nesse momento, me sinto BASTANTE frustrada. Consegui escrever um parágrafo que não diz muita coisa. Estou desdo meio-dia procurando o que eu preciso. E juro que não fiquei vendo fotos no orkut, nem conversando no msn, e o tempo que eu gastei escrevendo aqui foi pouco. Estou há praticamente 5 horas digitando “coordenação motora” no google e lendo todos os artigos que eu acho pra não encontrar quase nada do que eu preciso. Tudo que eu queria era saber como é o desenvolvimento da coordenação na criança desde que ela nasce até os 3 anos de idade. Não é pedir muito. Só achei um pouco sobre recém-nascidos. O resto de todos os artigos do universo só fala de crianças anêmicas, ou autistas, ou adultos, ou idosos. Estou vesga de tanto procurar e ler. Já li TANTO, já procurei TANTO. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;(18h) &lt;/strong&gt;Saí agora à procura dos livros de Biologia do Ensino Médio e dos livros de Anatomia da época em que minha irmã fez Enfermagem. Acho que não existem mais. E não conheço ninguém que faça Medicina que more perto. Aliás, não conheço ninguém que faça Medicina, acho. Eita. Tem um cara no meu prédio que faz, lembrei. Por que eu não fiz amizade com ele? Agora não dá pra interfonar e dizer “Ow, te vi meia-dúzia de vezes no elevador. Você poderia me emprestar um livro de anatomia pra eu estudar pro meu projeto de design?” Não dá, né? Seria um pouco estranho, talvez, só um pouco. AAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh, eu estou enloooouqueeeeceeeeeeeeendooooooooooooooooooooooooooooooooooooo completameeeeente! E agora, depois de uma tarde me empenhando sem conseguir evoluir muito, tenho dúvidas quanto a ir pra festa do Cadut. Se bem que ficar em casa é pedir pra enlouquecer também. &lt;strong&gt;(19h) &lt;/strong&gt;Ok, vou me arrumar. &lt;em&gt;Get this party started on a Saturday night.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;PS: Ingressos pro show da Joss Stone variam entre &lt;span style="font-size:180%;"&gt;200 &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-size:180%;"&gt;800&lt;/span&gt; reais. &lt;span style="font-size:180%;"&gt;=O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem queria ir &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;¬¬.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1174715573816777409?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1174715573816777409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1174715573816777409&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1174715573816777409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1174715573816777409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/get-this-party-started.html' title='get this party started'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8614124094796633881</id><published>2008-06-11T18:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T18:09:13.385-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri uma música linda do Chico. Linda. Pelo menos não preciso de tempo pra música. Posso ouvir vários cds enquanto me desdobro em 20 pra entregar todos os trabalhos que faltam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Irmã diz: Ai, só mais duas provas, um trabalho e férias!&lt;br /&gt;Carol diz: Ai, que inveja! Hoje contabilizei quantos trabalhos tenho que fazer. Adivinha quantos!&lt;br /&gt;Irmã diz: OITO!&lt;br /&gt;Carol diz: DEZENOVE ¬¬! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela chutou 8 jurando ser absurdo, jurando que eu ia responder 5. São 19. De-ze-no-ve, em duas semanas. Quem não foi pra Manaus também tem 19. E nos dois primeiros meses de aula fizemos quantos trabalhos? Cinco, Seis? Dez, que sejam. Mas passamos dois meses arrumando o que fazer pra no final do semestre todos os professores perturbados nos atolarem trabalhos. Dezenove trabalhos. Quatorze dias. IMPOSSÍVEL!&lt;br /&gt;E aí ninguém sabe por onde começar, e aí ninguém começa. E aí eu não começo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos hoje foi um dia em partes produtivo no Cefet. Passei duas aulas na marcenaria, aprendi a mexer em algumas máquinas, quase terminei meu mock-up e saí de lá cheia de pó de madeira. Não agüentava mais ir pra aula pra sentar e produzir zero coisas em sala. Claro que meus pedaços de madeira estão se quebrando, claro que eu vou demorar eras lixando aquilo, claro que eu vou me ferrar pra passar massa corrida, claro que eu vou gastar uma fortuna em tintas pra modelo e em impressão de pranchas. Claro que eu não vou entregar as duas resenhas amanhã. Claro que depois de ver minha irmã morrendo na madrugada eu não consigo me concentrar em nada, nem dormir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Essa falta de tempo me irrita. Me irrita não poder fazer tudo que eu gostaria. Me irrita não poder estar presente na vida das pessoas que moram longe, das que moram perto também. Minha grande amiga está passando por uma fase inesquecível da vida e eu não tenho tempo de acompanhar tudo de perto. Me irrita sumir assim. Me irrita viver em função de trabalhos. Me irrita não poder olhar um céu bonito pelo tempo que eu quero. Me irrita não ter tempo de dar a atenção que eu gostaria de dar. Me irrita não ter tempo pra sentar e conversar, sem me preocupar com o tempo, sem ter que correr de volta pra aula. Esses professores loucos me irritam! Me irrita não ter tempo nem de pensar. Me irrita não ter tempo nem pra prestar atenção, tanto quanto eu gostaria, nas mudanças que estão acontecendo em mim. Final de semana gostaria de fazer tantas coisas! Quero ir à festa do CADUT, quero ver a exposição da Casa Cor, quero ir ao cinema, preciso limpar minha barraca, preciso terminar de desfazer minhas malas, preciso fazer trabalhos. E quantas dessas coisas vou conseguir fazer? Odeio ficar adiando. E aí as férias vão chegar, vão voar, e começa a loucura de volta. Além de tudo, preciso mudar o endereço desse blog, mas não acho nenhum que me agrade. Odeio reclamar. Odeio escrever inutilmente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8614124094796633881?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8614124094796633881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8614124094796633881&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8614124094796633881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8614124094796633881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/descobri-uma-msica-linda-do-chico.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-2673365131797202427</id><published>2008-06-09T19:30:00.001-07:00</published><updated>2008-06-15T12:09:21.419-07:00</updated><title type='text'>N em muitas palavras e fotos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;N em detalhes agora. Vou tentar conter todos os “aaaaaaaaaaaaah, muito booooooooooom” do meio das frases pra facilitar a leitura. Começando do começo, viajei sexta-feira doentaça, ou sei lá que nome dar àquilo. Febre, falta de ar, tontura e nó no estômago, resumindo. De manhã cedo eu fui ao cefet entregar o trabalho da prof perdedora, fiz tudo perfeitinho pra ela arrumar do que reclamar, até que eu dei o toco nela e falei que estava atrasada pra viajar. Meu celular estragou no meio do caminho, dentro do ônibus e depois de 30min com o secador em cima dele, eu desisti de fazê-lo funcionar. Agora, ele funciona quando quer. Todas as vezes em que eu precisei, ele não funcionou, claro. Mas em algumas vezes que eu olhei, ele estava funcionando. Que trágico, não? Nokia imortal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando à viagem, duvido que alguém tenha interesse em saber os detalhes que eu vou escrever aqui, mas vou escrever mesmo assim mais como forma de registro do que qualquer outra coisa. Meu primeiro N, né? Tenho que mostrar pros meus netos, um dia, ou pros meus sobrinhos-netos. O hotel, em São Paulo, era muiiiito fiiiiim de carreira, meodeos. Era um tanto imundo, tinha o pior colchão de todos, um corredor aterrorizante até o quarto e manchas no lençol não quero nem imaginar de quê. Minha amiga, Bru, que mora em Guarulhos, foi lá me ver. Segundo relatos dela, aquela rua é desconhecida por todos, quase todos, exceto pela tiazinha que olhou feio quando ela perguntou onde ficava. Indo direto ao assunto, era uma rua de prostíbulos. Hauhauahuaah. Onnnde eu fui parar? O importante foi que eu continuei viva, em segurança, e gastei só trinta reais. No dia seguinte, sábado, fomos pra manaus. Pegamos outro hotel semi-fim-de-carreira, mas demos a sorte de ser do lado do cartão-postal da cidade: o teatro Amazonas. Tiramos um monte de fotos de lá \o/. Pra minha infelicidade, vi hoje que saíram todas tremidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210079190948804226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3ra4QodoI/AAAAAAAAACY/G-jPAfd_Bb4/s200/P1010377.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos uns três pontos importantes nesse dia, conhecemos um pessoal de Bauru do N (era só olhar de longe pra reconhecer algum encontrista. Eles nos viram e gritaram na hora: “DESIIIIIIIIIIIIIIIIGNNNNNN!”), de São Luís e de Curitiba. A gente era muito pop, lá, meodeos, viramos atração. Um bando de branquelas andando juntas, o povo se empilhava no ônibus pra olhar, sabedeus por quê motivo, só sei que foi uma experiência meio assustadora. Vi cada cena que só acredita quem viu junto. Tinha gente que passava e falava “olha, são branquinhas mesmo”, ou falavam “Hi, girls, how are you?” achando que éramos gringas, e alguns foram bem agressivos também. Acho que o centro não é parâmetro, mas nos outros lugares pelos quais passamos, nos receberam muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3pDRsRoqI/AAAAAAAAABY/UohEV_G72BA/s1600-h/P1010455.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3pD4i1FzI/AAAAAAAAABg/pcQTHNVC5IY/s1600-h/P1010377.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3pEVT0bBI/AAAAAAAAABo/qXgIeNASRG8/s1600-h/P1010553.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Fiz um passeio de barco alucinante. No meio da floresta mesmo. Vi o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Parece água e óleo. Não se misturam mesmo. O rio negro é escuro que nem coca-cola. E o solimões é marrom, lamacento. Eles não se misturam nem um pouco. É incrível, lindo! Vi vitória-régia (sempre quiiis ver umaaaa \o/ vai ser dificil escolher a foto mais linda pra pôr aqui), vi bicho-preguiça, jacaré, cobra, pirarucu (esse peixão aí).... E encontrei os três tons de verde mais lindos de toda a minha vida. Acho que vou até pôr uma foto aqui, que tem um verde liiiiiiiiindo, sem nem um segundo sequer de photoshop. Fiquei encantada, maravilhada. Voltei com cara de boba. Olho as fotos e faço cara de boba de novo. E não paro de cantar as musiquinhas-trilha-sonora do N.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3q0IyiGfI/AAAAAAAAACQ/_6wzs6y1DNk/s1600-h/P1010548.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210078525371062770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="164" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3q0IyiGfI/AAAAAAAAACQ/_6wzs6y1DNk/s200/P1010548.JPG" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210078299025172578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="171" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3qm9ld6GI/AAAAAAAAACI/nQ19cpPBFOc/s200/P1010551.JPG" width="252" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3u9jhfriI/AAAAAAAAAC4/FEVuOhq0DhQ/s1600-h/P1010477.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210083085212692002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" height="268" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3u9jhfriI/AAAAAAAAAC4/FEVuOhq0DhQ/s320/P1010477.JPG" width="359" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3tN3yJ-jI/AAAAAAAAACw/kyZyLIZfKX8/s1600-h/P1010549.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210081166505933362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px" height="320" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3tN3yJ-jI/AAAAAAAAACw/kyZyLIZfKX8/s320/P1010549.JPG" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3qSgPt3MI/AAAAAAAAACA/QRwDUl021eY/s1600-h/P1010455.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210077947551931586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" height="209" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3qSgPt3MI/AAAAAAAAACA/QRwDUl021eY/s200/P1010455.JPG" width="159" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210084098388091346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" height="272" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3v4h5VYdI/AAAAAAAAADA/c3FxDOIKbcI/s320/P1010482.JPG" width="150" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210084735131852498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="255" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3wdl84HtI/AAAAAAAAADI/jIzArgkgn1E/s320/P1010512.JPG" width="447" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A UFAM, onde nós ficamos, era no meiooo dooo maaaaatooooooo. Mesmo. Vi macaquinhos e esquilos nas árvores de lá, coisa mas linda. Tirei foto dele. Fiquei lesada olhando o macaquinho pular, fazendo o maior escândalo “oooooooowwwwwwnnnn, que fooooooooofoooooooo!”. O encontro foi ótimo. As palestras e oficinas estavam apavorando. O único problema é que acontecia tudo no mesmo horário e eu acabei perdendo 70% do que eu queria fazer. Chegamos no alojamento, era descoberto e tava chovendo. Resumindo, foi uma lamaceira completa durante uma semana. Mas foi muito divertido. Tinha uma galera ótima lá, conheci muitas pessoas maravilhosas. Ri muito, muito muito (só mais uma vez: MUITO). E o próximo N vai ser em Recife! \o/ Estou saltitante! Já me programei. No próximo ano não vou faltar aula alguma e vou começar a negociar minha situação desde cedo com os professores, pra ir passar uma semana no N e uma semana com meu paizinho amado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210085248447865010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3w7eM84LI/AAAAAAAAADQ/4jyBXYotCmk/s320/macaquinho.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As festas superaram minhas expectativas. As do R foram super palhas, ouvi dizer que as do N também costumam ser. Fui esperando por pouca coisa, mas foram boas, bem boas.Não todas, né? Mas algumas foram ótimas. Uma foi típica de Manaus, que rendeu muuuuuitas risadas. Outra foi à fantasia, engraçada também. Em outra tocou uma música bem boa e tranqüila, clima barzinho-beira-mar, com desfile de “moda” (pffffffffffrrrrrrrrr, hauahuahu) e velas na piscina... acabou que todo mundo se jogou na água (ou foi jogado na água como no meu caso). E é... foram essas, porque nas outras eu não fui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegou um momento que eu cansei de protetor solar e repelente. Saldo de 6 mordidas de muriçoca, apenas. E ainda peguei um bronze sem me queimar, saí no lucro. Voltei desidratada (naquele calor absurdo sem tomar água) e subnutrida, com pelo menos 2 quilos a menos e o estômago do tamanho de uma ervilha. Um quilo eu já devo ter recuperado hoje de noite, azar de ter família que cozinha bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltamos mais cedo e não conseguimos despedir de todo mundo. Muito tristeeeee. Voltei com o coração na mão. Queria muito ter ficado mais tempo. Mas quem vai de promoção dá um jeito, né? A solução é se conformar e esperar o próximo N. Bem que me disseram que depressão pós-N existe. A gente passa um ano inteiro vivendo em função disso. Maior saudade! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210086153099683554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3xwISwJuI/AAAAAAAAADY/_81WqxWsiEM/s320/P1010553.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse foi um pôr-de-sol perfeito enquanto íamos pra São Paulo. Agora começa a palhaçada. Nosso vôo SP-CTBA atrasou. Certo, tudo bem, normal, né? Normal. Esperamos, entramos no avião, levantamos vôo... Paramos em cima de Curitiba e ficamos. A tripulação estava em pânico. As comissárias de bordo estavam pálidas, com os olhos arregalados, voz de choro... Tinha gente chorando, tinha médico-passageiro acudindo uma mulher passando mal, tinha gente repensando a vida inteira olhando fixo pro chão, tinha gente em choque. Um bafafá! Por causa da neblina não pudemos descer em Curitiba, fomos até Florianópolis (que estava lotada) e voltamos pra guarulhos (provavelmente com pouco combustível porque nunca fiz uma viagem tão tensa). Foi uma experiência muito “vou morrer”. Mesmo. Descobri que eu não morreria tão tranqüilamente dentro de um avião. Pessoas desesperadas me angustiam. Se eu estivesse sozinha, seria de boa. Mas ouvir a galera em pânico realmente não dá, principalmente quando tem alguém conhecido junto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando em Guarulhos, armou-se o barraco. Povo gritando, querendo processar. Uma comédia se eu não estivesse cansada demais pra tanto barulho. Acho que eu era uma das únicas pessoas tranqüilas ali. Eu e a Ju. Todo mundo entrou em pânico achando que ia ter que morar pra sempre no aeroporto, tudo por causa de UM vôo que não deu certo. Tratando-se de Curitiba, isso deve acontecer todas as semanas durante o inverno. Uma hora as coisas se ajeitam, uma hora tudo se resolve. É só sentar e esperar. Pra quê ficar berrando? Pra quê reclamar? Resmungar não vai apressar a volta pra casa. Já que aconteceu, respira fundo, senta e espera de boa, em paz. Não é difícil. Ninguém vê quão fácil é isso? Não, tem que fazer escândalo, tem que reclamar. E ninguém parou pra agradecer por estar vivo. Ninguém parou pra pensar “Putz, conseguimos pousar, que bom! Vou ver minha família de novo, é isso que importa!” Com a tensão que tinha entre aquela equipe de vôo, certamente estávamos em risco, e ninguém parou pra pensar que o importante era estarmos bem. Dentro de um avião lotado, ninguém conseguiu parar pra pensar nisso. Claro que não é a coisa mais agradável do mundo esperar mais do que o planejado dentro do aeroporto. Mas existem coisas tão mais sérias. Sinceramente eu não consegui, depois de ver tanta tensão, fazer algo além de agradecer pela minha vida. Eu só conseguia pensar: “Estamos vivos! Parem de brigar, parem de reclamar! Podia ser incrivelmente pior. Estamos bem, agradeçam!” É difícil entender. A impressão é de que ninguém se satisfaz, sempre procuram algo pra reclamar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso me indignou de uma forma que eu não conseguia abrir a boca direito. A única coisa que eu podia fazer era olhar e esperar fazerem silêncio. Sei que o barulho causou uma turbulência dentro de mim que eu não ia agüentar por muito tempo. Curitiba, inverno e neblina são sinônimos. A companhia aérea não tem controle sobre o tempo. O aeroporto ter fechado não foi culpa de ninguém. Gritar ia fazer o aeroporto reabrir? As pessoas não se economizam, meodeos. Enfim. Entregaram passagem pra mim e pra Ju pro vôo das 7:30h da manhã seguinte, partindo de Congonhas, e obviamente que não saiu no horário porque se tem neblina de noite também tem de manhã. Dormi em pé e acordei caindo no chão como já disse. Fiquei completamente bêbada de sono, foi uma das piras de sono mais intensas da minha vida, acho que A mais de todas porque passei uma semana sem dormir. De sentir a cadeira mudando de lugar, de enxergar menininhas aterrorizantes que não existem com vestido xadrez vermelho, em pé, olhando pra mim, de distorcer mensagens e ouvir mais do que o normal, e etc. Quando eu digo que tenho pira de sono ninguém acredita que é pira mesmo. Mas é verdade. Deve existir alguma droga no mundo com esse efeito. Se não existe ainda, um dia vai existir. É péssimo. Com direito a alucinações e conversas que não acontecem de verdade. Eu não lembrava mais meu nome. Dormia de qualquer jeito. Dormia conversando, era só piscar. E quando cochilava não ouvia o mundo a minha volta. Quando tava acordada, a moça dos auto-falantes do aeroporto falava e eu não entendia nada. Foi tenso. Mas aí o vôo saiu às 11h, 12h depois do planejado. A Gabi e a Sofia pagaram ônibus, e o ônibus estragou no meio do caminho. Então, tiveram que pegar carona com um ônibus caindo aos pedaços e chegaram as 15h da tarde. Muuuuuuuuito zoada essa volta. Vamos nos benzer, eu acho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheguei em casa, tomei um banho maravilhoso, demorado e quentinho. Fiz hidratação no cabelo (só eu mesmo) depois de uma semana sem cuidar dos cachos, e aí dormiiiiiiiiiii durante 24h seguidas. Nunca dormi tanto na vida, foi maravilhoso! Agora vou investir na recuperação da minha saúde porque uma semana comendo mal, sem beber água, debaixo do sol e sem dormir, não é exatamente a fórmula mágica pra longevidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A viagem foi maravilhosa. Voltei com os olhos cheios de lagrimas de saudades. Foi uma experiência muito forte. Todo mundo se virando sozinho, sem contato com a família, acaba se apegando muito. E acaba se acostumando com a independência. E aí, voltar pra casa e dar de cara com a cobrança e as intrigas sem sentido é um baque.Tudo pesa muito, mais que antes. É como se eu estivesse me acostumado a morar sozinha. Dá vontade de fugir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi uma semana realmente produtiva. De aprendizado. De contato com outras realidades, de reflexão intensa. De conversas produtivas. De experiências novas. De planejamento profissional. De ouvir coisas lindas e me surpreender falando mais do que eu supunha conseguir. De me impressionar, de fazer perguntas e buscar respostas, de dar de cara comigo. Enfim, de enfrentar muita coisa. Com todos os momentos de conflito mental, de sono, de lama, de calor, eu amei. A-mei e sou grata por cada momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E agora eu vou ficar acordada pra sempre. Hoje foi complicadíssimo me manter dentro da sala. Me senti prisioneira. Voltar de uma semana maravilhosa em Manaus pra cair, numa segunda-feira, na aula da Daniela, é pra desesperar qualquer um. Estou fazendo um post do tamanho do universo por que? Obviamente porque eu tenho mil trabalhos pra fazer. E nessas horas, a gente tem vontade de fazer tudo, até faxina. Já lavei roupa, já dormi, já pintei minhas unhas (de uma cor mega chamativa e descobri só há pouco que não tem acetona aqui em casa), já copiei cds pra pôr no mega-power-dvd-do-kzau, já mandei email, já entrei em contato com o pessoal do N, e agora estou aqui me enrolando. Estou sentada de frente pro pc desde as 17h tomando coragem pra fazer trabalho. Quanto eu já fiz? Talvez 8% de tudo. Isso porque eu estou ciente de que não posso dormir nunca mais até as férias, começando por hoje. Gente, vou tomar banho e ficar pronta pra aula pra fazer trabalho até amanhã. Tchau! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: 4 páginas no Word, ok, isso me assusta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS2: Desculpem a péssima diagramação. Mas as ferramentas do blogspot não colaboram e as fotos sismam em não ficar no lugar em que eu as pus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-2673365131797202427?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/2673365131797202427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=2673365131797202427&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2673365131797202427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/2673365131797202427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/n-em-muitas-palavrs-e-fotos.html' title='N em muitas palavras e fotos'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Axh2hEENExE/SE3ra4QodoI/AAAAAAAAACY/G-jPAfd_Bb4/s72-c/P1010377.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1148954790533109470</id><published>2008-06-07T10:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T10:36:13.317-07:00</updated><title type='text'>N em uma palavra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Post mega rápido. Acabei de pisar em casa. Passei uma semana dormindo no máximo 4h por noite no chão da barraca. Que-bra-da. Agora me voltou um pouco da sanidade e já lembro meu nome. Mas, definitivamente, ontem eu não era uma pessoa. Notei que a situação estava séria quando acordei caindo (porque dormi em pé). Uma aventura. aeroporto fechado, avião com pouco combustível e etc. Passei 12h a mais no aeroporto, ó céus, e deu pira de sono. Pira de sono, fora de casa, num aeroporto esperando notícias do avião. Resultado: pânico, obviamente, porque eu não sabia destinguir mais o que estavam falando do que eu pensava que estavam falando, nem lembrar do significado das palavras. Ai, agora estou comendo uma maçã. Nem é boa, mas está tãããão boa. Só entende quem esteve no alojamento, comendo aquela comida do cão. Pequenas coisas que parecem besteira, mas fazem falta. Não tenho tempo, estou deixando de ser uma pessoa novamente. Preciso dormir pra sempre até segunda, depois conto do N. Apesar do desgaste físico, apesar de eu estar louca por um banho de casa e pela minha cama, eu não queria ter voltado agora. Saudaaaaade de Manaaaaaaaaus. Hoje é a plenária final, vou estar dormindo pra sempre, acho que só vou saber o resultado segunda. Pernambuco vai ganhar e eu não vou estar lá pra comemorar. Nossa. Muitas coisas. Muitas coisas. M-u-i-t-a-s-c-o-i-s-a-s e surpresas e cenas e gargalhadas e e e.&lt;br /&gt;E eu tenho sono, e eu estou escrevendo mal, e estou esquecendo meu nome.&lt;br /&gt;Por agora, o N pode se resumir a uma só palavra: maraaaaviiiilhoooooosoooooo!&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1148954790533109470?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1148954790533109470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1148954790533109470&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1148954790533109470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1148954790533109470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/06/n-em-uma-palavra.html' title='N em uma palavra'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1151512226011183503</id><published>2008-05-28T20:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T20:03:41.276-07:00</updated><title type='text'>último post pré-manaus</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Tenho muitos trabalhos pra fazer, MUITOS. Tantos que nem eu faço idéia da quantidade. Sempre tenho mil coisas pra fazer. Mas quando se decide viajar fora de época, por uma semana, pra floresta amazônica, tudo consegue se complicar mais um pouco. Agora tenho que fazer outros mil trabalhos com antecedência pra entregar antes de viajar. E tenho que ler dois livros de história da arte em duas semanas. E quando eu voltar tenho que fazer bem mais uns 5 trabalhos, em dois dias de preferência. Aaaaaah, faculdade de gente doida. Acho que vou largar tudo e fazer turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Tenho mil trabalhos pra fazer e fico aqui me enrolando. Porque quando se tem tantos afazeres, dá vontade de fazer faxina, dá vontade de ir ao supermercado contabilizar quanto que se gasta pra se montar o primeiro apartamento, dá vontade de comprar produtos pra dieta, pesquisar receitas lights, dá vontade de hidratar o cabelo, fazer as unhas, escrever no blog e isso é só o começo de uma enorme lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou aqui fazendo regra de três, pra ver como as pessoas inventam de tudo mesmo pra adiar trabalho, me afundando na cadeira, entre uma frase e outra, e virando uma garrafa de um litro e meio de água.&lt;br /&gt;.............................................................................................&lt;br /&gt;Isso foi o que eu comecei a escrever na semana passada. Agora o reflexo do pânico se faz presente. Tenho MUITA coisa pra fazer. Quando voltar de Manaus, estarei MUITO multiplamente ferrada. Acabei de fazer meu trabalho antecipado e, por tanto estresse, fiquei com febre. Não estou doente. A febre coincidiu com o surto, então... é. Não estou doente. Estou com febre há algumas horas, meu estômago se revira há algumas horas e, se continuar assim, amanhã acordarei sem hemácias. Aliás, se todas minhas hemácias forem destruídas por excesso de temperatura corporal, eu não acordo, né? E perco minha viagem pra Manaus. Faz mal tomar paracetamol pra febre emocional? Tenho mil coisas pra pensar, nenhum organismo agüenta pensar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi um dia de salão de beleza e ser mulher definitivamente é sofrido. Dizem que a cera quente dói menos. Meodeos, eu teria morrido com a cera fria então. Na próxima vida escolho nascer homem. Saí do salão com cara de choro, me comprei um chocolate pra compensar o sofrimento, e vim pra casa fazer trabalho. Agora vou me jogar na cama pra passar a febre porque não agüento mais sentir minhas vísceras dando nó. Pelo menos terminei cedo o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, o que eu mais precisava (e preciso desesperadamente) era conversar com a Lygia. Assisti àquele vídeo bem umas 20 vezes. Decorei já... “Como é aquela música da vassoura? Levanta essa poeira, vai pra direita, vai pra esquerda...” Ela aprendeu aquele sambinha de brincadeira comigo. Quando eu saía pela porta de desembarque no aeroporto de Recife ela fazia um escândalo e eu me acabava de rir. Puta merda, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ápice do dia: transformar uma chapa de MDF em uma circunferência na marcenaria pro mock-up do projeto de Composição 2. Notícia ótima referente ao assunto: continuo com a mão inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como é meu último post antes da viagem, fiquem na paz. Se eu não voltar... obrigada pela companhia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1151512226011183503?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1151512226011183503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1151512226011183503&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1151512226011183503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1151512226011183503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/05/tenho-muitos-trabalhos-pra-fazer-muitos.html' title='último post pré-manaus'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-572868250809664314</id><published>2008-05-18T13:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T10:09:46.919-07:00</updated><title type='text'>"vai pra direita, vai pra esquerda..." (L)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cansei de assistir pessoas se desprezando. Ouço palavras que contradizem o que se pode ver nos olhos. Vejo a inverdade das atitudes, vejo o descaso. Vejo pessoas sendo usadas sem saber. Vejo pessoas trocando de pessoas como roupas. Ouço gargalhadas forçadas que escondem o desespero do próprio desconhecimento e caracterizam a fuga da própria realidade. Vejo uma alegria infantil irreal. E depois vejo pessoas tão boas que deveriam ser mantidas por perto, mas acabam se mantendo inacessíveis, talvez por já terem acostumado com a convivência superficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tanta informação. Tudo acontece numa rapidez impossível de se processar coerentemente. De começo, a sensação é de se esvaziar, fazer tudo que estava por dentro flutuar em algum espaço perto do corpo. Mas essa é só a busca por um segundo de tranqüilidade estática e silenciosa. É como se fossem duas reações a um mesmo contexto. Como naqueles filmes que mostram o que o protagonista gostaria de fazer, depois voltam ao ponto de partida e dizem “é tudo mentira, na verdade foi assim: ...” e mostram o que o protagonista fez. Na verdade, em vez do silêncio pacífico e contemplativo, um turbilhão de pensamentos de montes de pessoas é descarregado constantemente sobre a minha cabeça. Tenho minha atenção dividida entre egos inflados de almas sedentas por veneração, entre almas partidas realmente merecedoras de ajuda, entre fantoches que escolhem como agir dependendo de quem assista, entre inconstantes em busca de aceitação, entre inseguros em busca de afirmação, entre dissimuladores em busca de atenção, entre boas companhias, entre minha companhia, entre meus turbilhões individuais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é captado e ouvido. Tudo grita. Todos os motivos, objetivos, buscas e fugas dos outros giram e gritam e viram parte de mim involuntariamente. Aquilo que dizem sobre o pensamento de um afetar o universo inteiro deve mesmo ser verdade. Com a cabeça agitada, o corpo inteiro se agita. A bagunça de metas, a mistura de bondade com irritabilidade e raiva, tudo causa uma desarmonia tão intensa, uma discrepância tão grande que tudo se mistura e sacode e revira em busca de equilíbrio. Mas cada pensamento a mais que surge é jogado na cabeça de novo pra ser mais um ponto de desequilíbrio em toda mistura que procurava se estabilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias balançam mais, se mexem tanto que cansa. Eu me sinto ofegante como se estivesse me exercitando. Estava sentada, observando, mas o desgaste psicológico acaba por se tornar físico. Deve ser por isso que ando dormindo tanto. A agitação é enorme, cresce até o ponto em que eu sinto meu coração na boca, sobrecarregado, prestes a dar um tilte, prestes a parar. Cresce até eu me sentir no limiar da loucura, até eu levantar e ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, é cansativo ver tanto, perceber tanto, sacar tanto o que está nas entrelinhas. Às vezes cansa pensar tanto sobre tudo. Enquanto eu observo cada gesto, o conjunto causa-efeito-objetivo se monta na minha cabeça e aí acontece uma explosão de pensamentos que se formam até que fique difícil respirar, até que o sangue comece a percorrer meu corpo numa velocidade anormal, quase febril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse teatro se escancara perante os nossos olhos, e se alguém abrisse a boca pra desmascarar os atores, eles próprios se espantariam. Eles próprios se sentiriam despidos, desprotegidos, vulneráveis, descobertos antes mesmo de se descobrirem. É comum que ajam sem antes pensar sobre o que os leva a cometer aquelas ações. Quando se vêem interpretados, se assustam e reagem com medo, contestam, sentem-se caluniados, mas, por dentro, sabem que faz sentido. Não querem mais se sentir expostos, e aí interpretam mais uma vez um cena de escândalo-escudo, um decarregamento de palavras que têm por fim esconder novamente seu interior e machucar a qualquer custo aquele que o despiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma dança sem fim de egoístas que disputam colericamente o centro das atenções. Assistir a tudo isso é como injetar um pouco de veneno na alma a cada segundo. Sinto tudo amargar, sinto a raiva tomar conta de mim. Tenho um impulso de gritar e fazer todo mundo parar de encenar e ser verdadeiro por um segundo. Fazer todos os desentendimentos serem resolvidos com maturidade, e não com estapeações à distância. Fazer com que parem com essa crueldade de passar por cima de todos pra sentir o poder efêmero nas mãos. Fazer com que pensem um segundo, olhem a sua volta, e vejam a realidade de cada um presente. Fazê-los entender que tem pessoas ali que não ligam pra essa competição e vivem bem com isso porque enxergaram o verdadeiro valor da vida. Fazê-los ver que tem pessoas ali com muito pra dar, muito pra ensinar e ninguém sabe. Fazê-los ver que tem pessoas ali encarando coisas sérias, sentados no chão, sozinhos. Tenho vontade de gritar e fazê-los ver que existe vida de verdade em volta, que todos poderiam parar de olhar pra si e fazer algo útil por alguém, poderiam parar de querer ficar no topo e enxergar um mundo um pouco maior do que seus umbigos. Mas não posso abrir a boca porque ninguém cresce sendo preparado pra ver a verdade. Todos crescemos sendo ensinados a atuar, atuar, atuar e enganar os outros, mas somos burros demais pra consegui-lo sem também enganarmos a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, não consegui ficar na sala. Saí, fui pro sol. Bateu uma saudade imensa dos meus amigos. Bateu uma saudade indescritível. Desde então estou meio assim, chata com tudo. Mas, sério, não dá pra entender como podem viver assim, animalescamente, apenas por instinto, apenas por impulso, sem pensar, sem tentar entender. Não dá pra entender como conseguem se cegar assim e enxergar apenas as próprias ambições. Não dá pra entender essa falsidade e essa superficialidade dos que fazem a opção de tornar passageiro tudo aquilo que lhe foi dado pela vida, pelo destino, por Deus, cada um chama de uma forma. Muitos presentes nos são dados constantemente. Cabe a nós valorizar e decidir se queremos que fiquem ou que passem. Sinto, a cada dia, uma necessidade maior de me afastar disso tudo. Preciso de férias, preciso de descanso. Não consigo mais assistir a tudo isso sem querer ir embora, sem ter que me controlar pra não estourar. Definitivamente, eu não consigo ver tantas preciosidades jogadas no lixo. Pelo menos, nem todos estão imersos nessa podridão. Existem aqueles que só encenam pra descansar um pouco de si, mas sabem dar valor ao que é verdadeiro. Existem aqueles que encenam apenas pra se proteger de ouvir absurdos de quem não sabe o que diz. Existem aqueles que enxergam a vida, que olham a sua volta, que amam e valorizam, que escolhem ficar e valem a pena. Por eles existirem, eu agradeço todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto agora, ou nem tanto... Acabei de assistir a um vídeo. Filmaram a minha Lyz, minha melhor amiga, ela tava cantando &lt;a style="FONT-STYLE: italic" href="http://www.orkut.com/FavoriteVideoView.aspx?uid=14491848681717682882&amp;amp;ad=1211116991" target="_blank"&gt;(“vai pra direita, vai pra esquerda...”)&lt;/a&gt; com aquela alegria contagiante, com aquele sotaque. Desde que assisti não consigo parar de chorar. Cansei dessa distância, mesmo. Que saudade imensa! Que saudade, que saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-572868250809664314?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/572868250809664314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=572868250809664314&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/572868250809664314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/572868250809664314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/05/vai-pra-direita-vai-pra-esquerda.html' title='&quot;vai pra direita, vai pra esquerda...&quot; (L)'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1111613144595481514</id><published>2008-05-05T14:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T14:26:47.609-07:00</updated><title type='text'>chiliquemulherzinha inevitável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Minha vida social acabou. Su-bli-mou mesmo. Não é exagero. Criancinhas tinham medo de mim. Quando eu cheguei em Curitiba e me perdi na cidade, assim desse jeito, ninguém parava pra me dar informação na rua. Todo mundo tinha medo. Todo mundo achava que eu fosse assaltante, trombadinha, seqüestradora, ou bicho-papão (pros inocentes). Juro. Depois de 2h parando todo mundo pra pedir informação só consegui que um taxista tivesse dó de mim e me indicasse o caminho de volta pra casa. Agora, nada mais de pessoas puxando papo no ponto de ônibus. Nada de receber cantadas alto-nível. Nada de andar na rua e ver as pessoas passando naturalmente por mim. Eu falei que não queria uma solução drástica. Eu faleeei que estava disposta a demorar um tempo pra resolver o problema. Mas por que raios eles não conseguem entender isso? Por que eles têm que se livrar de tudo, de uma vez? Por queeee, meodeos, cabeleireiros precisam cortar meio-metro de cabelo pra se sentirem satisfeitos? Preciso urgentemente de um ultramegapower creme redutor de volume. Urgente! E sei que não existe no mundo, nem se for Dior, um creme que vá atender à minha necessidade. O cara pelo menos me fez uma escova de graça, era o mínimo. Ele me convenceu a cortar repicado, alegando que cortaria bem menos cabelo do que se fizesse um “V” como eu tinha pedido. No fim, ele me mostrou e disse: “Ta vendo? Quase não mudou o comprimento, mas tirou tudo que tava queimado! Olha que leveza!” Cooooomo não mudou o comprimento se ele batia na cintuuuraaa quando lisooo? Realmente está muito leve. Pra cabelos lisos isso é maravilhoso. Mas pra cabelo cacheado, leveza excessiva é sinônimo de PÂNICO! Qualquer ventinho que bate ele voa demais e fica flutuando no alto da cabeça. De escova tá lindo, perfeito-amei. Mas conheço minha juba. Sei que a reação não vai ser a mesma quando cachear. Já to vendo o desastre, ó céus... Que medo! Resolvi passar a tesoura porque não agüentava mais demorar 20min pra desembaraça-lo. Pra que as meninas se irritassem menos com meus rituais capilares em Manaus, fui lá aparar um pouquinho. INHO. E agora, o que será de mim durante as chuvas diárias amazonenses? Pff, tenho que me conformar, é o que resta. Já tô aqui tentando me acostumar com a idéia. É isso aí... VIVA O BLACK POWER!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1111613144595481514?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1111613144595481514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1111613144595481514&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1111613144595481514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1111613144595481514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/05/chiliquemulherzinha-inevitvel.html' title='chiliquemulherzinha inevitável'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-614605689306422232</id><published>2008-04-29T18:39:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T19:29:48.838-07:00</updated><title type='text'>é a sombra dos séculos guardados, é a força que doma a terra inteira</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Estava vendo o blog da Isa. É... os blogs me inspiram, ou me dão um ponto de partida pras besteiradas que eu escrevo aqui. Não que os blogs que me inspiram sejam de besteiradas. Pelo contrário, eles me fazem acordar de vez em quando, me fazem parar de atuar pra prestar atenção &lt;st1:personname productid="em mim. Lembrei" st="on"&gt;em mim. Lembrei&lt;/st1:personname&gt; que em outubro do ano passado eu tive certeza de que ia morrer. Deixei todas minhas senhas (email, orkut) com minhas amigas mais próximas (pras quais eu podia contar que sentia que ia morrer sem ser ridicularizada), e contei onde estavam as minhas coisas secretas que minha mãe não pode ver. Não quero que as pessoas fiquem por meses me mandando scraps como se eu estivesse viva (admirável que eu pense assim mesmo que eu não consiga parar de mandar scraps pras pessoas que não podem mais lê-los), não quero pessoas olhando repetidamente minhas fotos e minhas comunidades, ou seja lá o que for. Claro que é bom estar num porta-retratos de um cantinho especial da sala ou do quarto. Claro que é bom ser lembrado. Como minhas fotos que estão na minha prateleira e sobre meu piano. Mas não quero que as pessoas finjam que eu estou viva. Enfim, a sensação de outubro nunca passou, até hoje. Na verdade, sinto isso desde novinha, que não viveria muito tempo. Mas nunca dei muita importância pra isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Só ultimamente que tudo tomou força. Muitos dias saio de casa achando que não vou voltar, abraço todo mundo forte, me despeço. Olho o céu mais uma vez demoradamente, sinto a água quente do chuveiro caindo no corpo gota por gota, bebo água como se fossem suspiros de vida. Ligo pra quem quero ligar e digo as coisas que gostaria que lembrassem como minhas últimas palavras. Também tenho cartas guardadas, que não tenho coragem de enviar, dizendo coisas que não tenho coragem de falar mas que me arrependeria de não ter falado se eu morresse. Aí avisei minhas amigas sobre onde elas foram guardadas, para que sejam entregues às pessoas quando eu for embora. Espero que elas ainda tenham guardadas as recomendações. Acho que vou mandar um email de novo, atualizado. Mas falta ainda fazer meu testamento. Estou me enrolando desde outubro. Aí se eu me surpreender do outro lado vou pensar&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Ô drooooga, meu testamento que eu demorei pra fazer! Já era!” &lt;/span&gt;De qualquer forma, já faz mais de meio-ano que eu sinto isso e eu ainda estou aqui, né? Vai ver vou morrer com 120 anos e tô pirando.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Apesar de meio doido e de ouvir todo mundo falando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“creeeeeeedo, carol, você vai viver até seus 200 anos”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(como se eu quisesse viver super muito ¬¬)&lt;/span&gt; existe um lado bom de sentir essas coisas. O bom é que eu estou sempre preparada pra ir embora. Como nunca, estou me dando bem com a minha família. Não altero mais a voz, não brigo (apesar de que raramente brigava, odeio brigas), tento não sentir raiva... abraço muitas vezes por dia, digo que amo e faço as pessoas que eu amo sentirem que são importantes pra mim. Aproveito o céu, aproveito as risadas, presto atenção em cada demonstração de carinho porque é pra essas pessoas que me demonstram carinho que eu mais quero dar atenção. Quando vamos a um cemitério por uma pessoa amada, uma das coisas que mais dão força, um dos maiores consolos, é ter a certeza de que essa pessoa sentiu o seu amor, que ela foi embora sabendo que é amada. Quero deixar esses momentos também pras minhas pessoas. Se eu for mesmo embora, quero que elas lembrem desses dias, dos meus abraços, de quando eu disse explícita ou implicitamente que elas são importantes pra mim. Eu acabo vivendo mais verdadeiramente, deixo passar menos coisas. Isso é bom, muito bom.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Segunda-feira (ontem) acordei me sentindo mal. Tudo estava engasgado na garganta. Acordei sem energia, carregada, não sei que palavra expressaria. Olhei as fotos, olhei e é... (reticências). Me senti “expremida” (com X, porque com S não soa como realmente foi). Me senti sem chão de novo. Mas aí eu aumentei o volume do som e cantei &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.youtube.com/watch?v=zNB8CibwXjM&amp;amp;eurl=http://letras.terra.com.br/vanessa-da-mata/videos/MjXwbiC8BNz/" target="_blank"&gt;“eu era um enigma, uma interrogação. olha que coisa, mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, booooooaaaaaaaa”&lt;/a&gt; pra melhorar. No final das contas nem reparei no céu. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não sei como estava. Quando chegou meio-dia fiquei muito grata por poder voltar pra casa e dormir a tarde inteira. Nada como um bom sono.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O fato foi que, dessa vez, diferentemente do ano passado ou do comecinho desse ano, eu não afetei ninguém com isso. Eu sorri, não forçadamente. Eu sorri porque eu gosto das pessoas à minha volta e, quando elas sorriem, elas merecem retribuição. Eu sorri, um sorriso diferente dos dias azuis, um sorriso mais doído, mais enrugado, mas um sorriso verdadeiro que dizia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“desculpe o meu silêncio, mas fala que eu gosto de ouvir”&lt;/span&gt;, um sorriso que dizia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“que bom ter vocês aqui pra me distrair”. &lt;/span&gt;Isso me mostrou que eu cresci bastante. Me mostrou que eu consegui vencer o egoísmo de explodir em todo mundo a minha angústia. É muito mais gratificante sorrir, ouvir, e ajudar as pessoas que também não estão nos melhores dias a se distraírem um pouco também. Assim vai. Uma piadinha aqui, outra ali. Causar uma gargalhada espontânea já é um grande motivo pra sorrir e guardar aquele momento como um delicioso instante de um dia difícil, pra que o dia não mereça ser apagado, pra que seja guardado pra sempre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um sorriso verdadeiro, que vem de dentro, é uma das coisas mais especiais e lindas que existem. É uma das provas da existência de algo infinito. Algo tão lindo que quase ninguém pára pra assistir minuciosamente. Quando vejo um sorriso sincero é quando enxergo o que há de melhor dentro da pessoa. É quando enxergo um pouquinho do brilho de cada um, um pouco de seus sonhos, um pouco da sua esperança. Um pouco daquilo que talvez mesmo quem ri tente esconder ou negar ou desacreditar que existe. Mas é aquilo que há de melhor, de mais bonito, genuíno e puro. O que talvez precise apenas de um pouco de amor pra florescer. Reconhecemos um amigo quando nos vemos sendo observados e ouvidos com atenção. Nos vemos sendo compreendidos. Vemos no olhar a preocupação e o carinho de alguém. Quando cito um nome e meus olhos enchem de lágrimas, vem o amigo e abraça e muda de assunto, e brinca e ri. Ou ouve e com os olhos diz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“estou ouvindo”.&lt;/span&gt; Ou se comunica apenas com um gesto. Se faz presente. Se faz cúmplice. São esses os amigos que merecem todos os nossos esforços. Por eles é válido gastar todas as energias pra fazê-los levantar de um baque. Quando eles estão tristinhos e conseguimos arrancar uma gargalhada deles, não há nada mais satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não há nada mais especial e lindo que esse instante em que sorrimos junto com pessoas especiais. O sorriso une. São ali duas coincidências de gênio, a essência da afinidade, o encontro das personalidades. Algo que fez bem a todos naquela roda, ao mesmo tempo. É aquele instante de sorrisos simultâneos que liga, une as pessoas, as torna companheiras de longo tempo, faz com que meses se tornem milênios durante algum segundos, como se aquela amizade existisse há muitos séculos. Essa vem sendo minha alegria de cada dia. Aproveitar o sorriso de cada um. Cada sorriso que eu ganho é um presente. É um momento que precisa ser guardado. É observando esses momentos que percebo quando fiz realmente bem a alguém. Quando sinto o brilho do sorriso vindo de dentro, o meu dia já valeu a pena, só por aqueles segundos de sinceridade incontestável. Nesses momentos eu sou feliz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pena que não temos memória seletiva. Apesar de que se assim fosse, não teríamos como explicar quem somos. Afinal, também as coisas difíceis nos fazem ser quem somos. Muitas boas mudanças que acontecem dentro de nós, aprendizados, novas formas de enxergar a vida, novas formas de lidar com as pessoas, advêm de acontecimentos difíceis. Mesmo assim, não há como contestar o fato do cérebro ser um grande sabotador. A vida vai passando, os dias vão passando, novas coisas acontecem sem a permissão de ninguém. Simplesmente acontecem, escorrem pelos nossos dedos, não temos o que fazer contra, não temos como impedir. Não nos perguntam se queremos ver novas coisas, apenas vemos. O cérebro começa a gravar, naturalmente, as novas informações. Primitivos que somos, não possuímos um reservatório acumulativo de acontecimentos. Existe um espaço limitado. Os antigos detalhes vão se perdendo, se diluindo. O filminho que gravamos vai ficando embaçado. Acho isso uma das coisas mais desesperadoras do nosso sistema. Lembro quando fui numa palestra sobre Líder Coach. Nem sabia do que se tratava, continuo não sabendo. Só sei que o palestrante pediu para que pegássemos uma folha de papel. Peguei. Ele falou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“essa folha é seu passado, dobre uma pontinha, ela simboliza sua vida intra-uterina”. &lt;/span&gt;Dobrei caprichadamente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Dobre a outra pontinha, significa sua infância”.&lt;/span&gt; Dobrei simetricamente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Agora mais uma pontinha, sua pré-adolescência”. &lt;/span&gt;Dobrei, bem bonitinho. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Agora a última pontinha, é sua adolescência até o dia de hoje”. &lt;/span&gt;Terminamos de dobrar, o meu papel estava todo bonitinho, dobrado igual menininha dobra. Até que o cara falou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Essa folha é seu passado, certo? Amasse-a, e jogue-a em mim”. &lt;/span&gt;Todo mundo amassou e tacou a bolinha de papel no cara. Ele soltou a piadinha: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Alguém aqui não amassou? UFA! Se alguém não tivesse amassado, seria um problema!”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eu não amassei. Eu não consegui. Pra falar a verdade, a folhinha está guardada aqui em casa até hoje. Pô, é um problema tão grande assim? Muitos passados são uma merda, as pessoas vêem a palavra “passado” com desgosto, torcem o nariz como se farejassem lixo. Só porque meu passado não é uma merda e eu não quero me desfazer dele significa que eu tenho um problema? Minhas lembranças são muito importantes pra mim. O que eu vivi foi fundamental na formação de quem eu sou hoje. Como eu poderia jogar isso fora, desistir disso? Não acho que seja um problema. Pelo contrário, acho que é um ato de coragem. Amassar o passado e jogar pra longe é uma fuga, é uma negação da própria existência. Acolhê-lo, por outro lado, é sinal de que as coisas que tinham que se resolver foram bem resolvidas e aceitas. Não que eu esteja super resolvida com o meu passado. Mas faço disso uma meta a cada dia, aceitar mais um pouco, compreender mais um pouco. Desde que o passado não seja verdade única, não seja o centro das atenções, desde que ainda haja vontade de lutar e alcançar objetivos, desde que ainda se lute pela vida, cultivar o passado não é nenhum problema. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eu não conseguiria continuar sem minhas lembranças. O que eu aprendi e vivi me impulsiona pra frente. É o que me impede de desacreditar de tudo. É o que me faz ver ainda as coisas bonitas. Como isso poderia ser um problema? Só assusta o funcionamento do cérebro, nesse sentido. Ele não pergunta o que a gente quer guardar. Não pergunta o que deve ficar nítido e o que pode ser borrão. Escolhe sozinho, simples assim. Ele não pergunta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“agora, esse momento aqui que não te acrescenta em nada, você quer guardar?”. &lt;/span&gt;Não pergunta. É injusto! Aí o tempo passa. A gente torra o cérebro em busca de lembranças específicas. Lembrar a textura da pele, lembrar exatamente como era o abraço, lembrar exatamente como era olhar de perto, lembrar exatamente do timbre da gargalhada. Eu lembro que era um abraço perfeito, mas é horrível não conseguir sentir esse abraço aqui. Lembrar e sentir como se o abraço estivesse acontecendo. Eu lembro das gargalhadas. Mas é péssimo lembrar sem conseguir ouvir exatamente, com detalhes. Os detalhes pequenininhos vão se embaçando, contra a nossa vontade. Dá medo disso se perder. De um dia querer lembrar, e continuar só querendo. De torrar o cérebro em busca da voz e não conseguir achá-la. No coração tudo continua vivo, intenso. O sentimento continua. Mas dá medo de querer muito lembrar do filme, da imagem, e ser atrapalhado pelo cérebro. Primitivismo da p*rra. O que custa manter tudo nítido como se tivesse acontecido ontem?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Choveu muito pela manhã. Curiosamente, não fiquei de mau-humor.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Música perfeita do título:  &lt;a style="font-style: italic;" href="http://letras.terra.com.br/lenine/479437/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Caribenha Nação - Lenine"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (pra variar um pouco)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-614605689306422232?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/614605689306422232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=614605689306422232&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/614605689306422232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/614605689306422232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/estava-vendo-o-blog-da-isa.html' title='é a sombra dos séculos guardados, é a força que doma a terra inteira'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8699135209629733336</id><published>2008-04-23T19:51:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T22:02:01.063-07:00</updated><title type='text'>I believe in memories, they look so pretty...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não ia postar hoje. Sentei rápido nem lembro pra quê. Depois resolvi ler. Então não resisti e vim escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, sobre o paradeiro do padre. Gente, a Globo anda agitadíssima. O que é isso? Não assistir tv faz com que a pessoa seja excluída pela sociedade. Só soube que uma crancinha foi morta pelos pais há uma semana. Só soube da história do padre que viajou de balão hoje de manhã. Tinha gente que sabia até que o terremoto tinha sido às 21:05h de ontem! Se não fosse a Bru, eu não saberia da criancinha. Se não fosse a Gabi, eu não saberia do padre. Se não fosse a Isa com medo do prédio cair, eu não saberia do terremoto. Como assim? Como a Globo impõe isso às nossas vidas? Por que eu tenho que assistir Jornal Nacional pra ter acesso às notícias quando elas ainda são novidade? Que saco, não tô afim mesmo de assistir Globo. A gente pára pra ver jornal e acaba emendando com a novela. Odeio novela, odeio os péssimos atores que pioram a cada dia, mas acabo assistindo. e ainda fico ansiosa pra chegar o dia seguinte pra ver a vilã sendo presa. ME RECUSO A ASSISTIR GLOBO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até aquele discurso palha que todo adolescente pseudo-revolucionário faz, né? Que durante a guerra, protesta contra o Bush, promete não comer no Mc Donalds e de birra vai comer no Bob's,s... Double Cheddar regado a Peeeeeépsi, aaaaaah, pq eu tô protestandoooo, eu sou rebeldeeeee, e eu vou faliiiiir os Estados Unidos comendo no Bob's que também é de láááá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então parece discurso daqueles pseudo-socialistas. Vestem Cavalera, usam perfume Givenchy, com pulseirinha de strass (ou tenis Nike pros meninos) e falam "meoooo, a fome no mundo meoooo, porque tipo cara assim meo tah ligadoooo, esse país é uma merdaaaa" (baseado em fatos reais. uma menina tava embaçando a maravilhosa voz do Lenine durante o meu show perfeito de 4 de fevereiro falando isso com a pulseira mais brilhante que eu já vi na vida). Nada contra Nike (tá, só um pouco), nada contra Givenchy, e não sou super a favor do socialismo também. Sou a favor da teoria que é muito bonita mas nunca funcionou em lugar nenhum, e nunca vai funcionar, porque sempre tem um hipócrita pra deturpar a filosofia do sistema. Nenhum sistema é perfeito, existe um monte de grandes merdas no nosso, mas não vou negar que eu sou capitalista. Amo sapatos, amo produtos de cabelo, amo até pulseiras de strass embora não fiquem bem em mim. Mas tem gente que força a barra e dá muita raiva assistir a tanta hipocrisia em silêncio. Viva o que você fala. Se faz discurso socialista, seja socialista, porra. Se você adora o capitalismo no conforto do seu lar, no seu armário, ou mesmo na vitrine, admita que é capitalista. Deixando claro que eu não estou dando indireta pra ninguém. Talvez só pra menina do show que nunca vai ler isso daqui. Não externei minha raiva daquele dia até hoje. Ah! Esqueci de contar um detalhe. A pulseira mega brilhante dela, se foi comprada numa loja de esquina, deve ter custado 60 reais. Se foi comprada numa loja cheia-das-frescuras, não custou menos que 200 reais. Só que, estávamos no Recife antigo (não é um dos bairros mais seguros de recife, é até perigoso), assistindo a um show gratuito, o recife inteiro ali de graça... por zelo à própria segurança, todas as pessoas sensatas ali estavam vestidas com calça rasgada, tenis furado, blusa do pijama, sem celular, sem relógio, apenas com dez reais escondidos na meia. E a guria põe uma pulseira dessas pra ir num lugar desses me atrapalhar a ouvir o Lenine pra ficar berrando sobre a fome no Brasil? Quanta hipocrisia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me. Não planejava falar nada disso. Planejava muito menos descontar aqui a raiva que tenho das pessoas que falam e não movem uma palha pra ajudar quem quer que seja. Tem mais de dois meses que eu lembro dessa cena em silêncio. Toquei no assunto de Globo e acabei parando aqui. Nossa. Ok, chega disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao fato de que sempre sou a última a saber as notícias, não vou ver Globo mesmo não. É mais legal ouvir pelas pessoas. Elas sempre contam de um jeito engraçadinho. É mais legal ouvir delas. De qualquer forma, vou arrumar um tempo pra ler jornal, e ler Novae (tentei linkar o site da novae ali do lado mas não consegui não) nem que eu não durma nunca mais na vida e tenha que comprar Renew 40+ em 2009 (esqueci de novo de passar protetor solar antes de escrever aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia acordou perfeito. PEEEERFEEEEEEITO! Passei uma vergonha inacreditável logo cedo. Aimeodeos, tenho vergonha até de escrever. Eu estava tomando banho quando vi que o dia estava lindo. Abri um pouquinho a janela pra ficar olhando o céu durante o banho. Até notar que no prédio da frente, na janela de banheiro à minha frente, alguém também tomava banho quente. Deixando claro que não foi nada pornô. Deixando claro que não dava pra ver a pessoa. Deixando claro que só minha testa e meus olhos aparecem pela janela. Fiquei observando o vapor d'água com muita admiração. Vocês já pararam pra olhar o vapor que fica no banheiro durante o banho? É muito boniiiito! Ficam umas nuvenzinhas bonitas rodando rodando rodando e subindo e saindo pela janela. Parece desenho animado. Aimeodeos. Aí eu tava olhando a fumacinha do banheiro alheio quando o cara que tava tomando banho resolve olhar também pra minha janela. Ele ficou na ponta do pé, ou chegou mais perto da janela, sei lá. Mas aí foras duas testas, 4 olhos e duas janelas de banheiro. Muuuuuuuito constrangedor. Ninguém viu nada. Mas por eu estar no banho me senti muito mais constrangida do que deveria. Se eu estivesse no meu quarto, não me sentiria assim. Já observei fumaça de vapor de várias janelas enquanto estava no meu quarto, e já vi as pessoas passando pelas janelas, e nunca me senti assim. Ai que vergonha. Nem tem motivo pra sentir vergonha mas eu senti tantaaaa. Queria me diluir na hora e sumiiiiir de vergonha. Odeio prédios muito próximos ao meu. Sempre acontece algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Acordei cedaço, super disposta, fiz uma hidratação no cabelo (pasmem! quem faz uma hidratação as 6h de uma quarta-feira antes de ir pra faculdade? só eu, eu sei), tirei meu bigodinho com cera-fria =p, retoquei minha sombrancelha (comecei a consertá-la no cefet, porque não tenho tempo pra isso em casa. como me condenaram muito, acabei desistindo, e terminei hoje), coloquei meu brinco novo, passei cremes no corpo e no rosto, gostei do meu cabelo pela primeira vez em um mês... e etc... Queria tirar um tempo pra mim, sabe? É raro isso. A última vez que eu fiz as unhas decentemente foi no Reveillon... Eu realmente precisava dedicar umas horas a mim. E me senti muuuuuito bem. Nem quis passar corretivo porque achei minhas olheiras charmosinhas até, vejam que bom-humor, e saí assim, ao natural, ahuahauhaua. Um céu azul e alguns pequenos cuidados fazem milagres com uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu humor estava inabalável. O céu estava lindíssimo! Dei um abraço na Isa porque o prédio dela não caiu \o/ e ela tava com um ursinho de pelúcia muito fofo... Comprei o ingresso pra Frangada de Design, fiz nada na aula, fui buscar minhas melissas, fui na nutricionista, ouvi música (descobri um cd maravilhoso de um piauiense chamado... esqueci o nome mas é maravilhoso), aí cheguei em casa e dormi a tarde inteira... Agora me sinto renovada nesse momento. E sem sono. O que sigifica que dormirei pouco e amanhã acordarei cansada. Eu não posso dormir de tarde, sempre acontece isso. Vou tomar uma overdose de chá de camomila pra ver se eu durmo logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um pesadelo angustiante durante a tarde. Eu estava num teatro grande, com as pessoas da faculdade. Mais muitas outras desconhecidas, mas todos do Design. A profa Maristela Ono nos levou pra lá. Aí começou a pegar fogo. Por estar perto da saída, eu consegui sair rápido. Mas estava lotado o lugar. Os seguranças me tiraram de lá e eu ficava olhando pra porta angustiada esperando as pessoas queridas saírem. Eu ficava pensando "eu preciso distrair esse segurança. eu preciso voltar lá pra buscar a ju e a gabi e a sofi e a isa e a outra isa e o murilo e o kzau e o gui walla e o gui verde e e e..." Nossa, foi péssimo! Sento o cheiro de algum gás muito tóxico durante o pesadelo, eu fiquei tonta, cambaleando, enjoada, sem respirar. Horrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nooo entaaaanto, estou super feliz porque me meti a fazer um cartaz de um evento e deu certo. Eu não tenho nem conhecimento nem preparo nem ferramentas suficientes pra assumir uma responsabilidade dessas. Mas realmnente me imploraram. E quando eu vi o cartaz que estava sendo desenvolvido, fiquei com dó e aceitei o pepino porque, sério, qualquer cartaz poderia ficar melhor do que aquele que estavam fazendo. Me bati com os programas gráficos (não sei usá-los direito, eu me batiiiiiii mesmo), chunchei um monte, me utilizei demais do método Coxambrê, e fiz um cartaz. Os organizadores adoraram, e melhor, mostraram pra uma professora designer que amou! Copiando do e-mail que recebi, a designer falou: "Excelente! Esse cartaz tá maravilhoso!" AAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh! *-*. Olhos brilhando muuuuuuuuuuuito. Nunca imaginei que eu conseguiria. Nunca. Só topei porque o cartaz que estavam fazendo era muito fim-de-carreira e eu fiquei com dó da guria que me implorou ajuda. Ai. Ai. Aaaaaaaaaai. Sério. Estou ridiculamente saltitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei pra minha amigona que está morando no Rio. Precisava gastar créditos do chip que eu aposentei, gastei 15 reais em 8 minutos. Como a Claro rouba, né? Mas valeu a pena. Contei pra ela do cartaz, e ela disse: "tá vendo, gata? você é foda! você vai ser uma designer super foda e vai desenhar a minha casa, de graça, claro". HAuahua. Aaaaaaaaaaah que fofa! Amo demais ao infinito e além. Depois deu vontade de chorar. De saudades dela e de saudade de mais pessoas. Pessoas pras quais eu também teria ligado. Eu sempre ligava nessas situações. E aí ficou faltando uma parte, e deu vontade de chorar. Mas aí eu liguei a televisão e assisti seriado de menininha: Gossip Girl. Ahuahauah. E depois Desperate Housewives. Passou um furacão em Histeria Lane, e o marido e os filhos de uma mulher estavam debaixo dos escombros. Os bombeiros conseguiram tirá-los vivos. Eu chorei taaaaaaaaanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, olha o que eu tô contando! Vapor saindo pela janela, hidratação de cabelo, sombrancelha, cera-fria, melissas e seriados de tv... Fiquei com vergonha até. Eu tinha coisas menos fúteis pra escrever, é sério, mas esqueci delas, droga (de novo). Hoje foi um dia bem mulherzinha mesmo, como os do meu 1° ano do Ensino Médio. Nada como um dia inútil pra recuperar as energias! Apesar de tudo, o dia foi bom, bem bom. Me senti bem comigo como há muito não sentia. Foi gostoso demais andar no sol. Que céu lindo! E já estou sendo lembrada pelo céu. As pessoas chegam na sala e falam "Carol, lembrei de você quando saí de casa e vi o céu!". Legal, né? Antes lembravam de mim pelas minha bagunça na sala, depois pela minha gargalhada estranha (ela não é mais estranha, fui muito reprimida), depois pelo meu cabelo laranja, depois pelo meu cabelo metade-preto-metade-vermelho, depois pelo meu humor contagiante, depois pelo meu sotaque, depois pelas minhas boas notas, depois pelo meu entusiasmo repentino, depois pela minha mania de batucar, depois pelo meu silêncio, depois pelas minhas lágrimas, depois pelo meu sarcasmo, depois pela minha timidez. Agora as pessoas lembram de mim com céus bonitos! Isso é tão bom! Acho que é um bom sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou achando a cada dia que passa mais pessoas que acreditam no amor e amam. Eu me sentia muito frustrada por me sentir a única, por falar e ninguém entender. Ou por falar e me olharem com cara de dúvida, ou de gracejo, ou de deboche. É bom ver que as pessoas ainda amam, porque é só o que resta da vida. Amar e valorizar cada pessoa boa que aparece pelo caminho, cada amizade, cada contato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trechinho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Falávamos de quando ficássemos velhinhos. Fazíamos vozes e boquinhas murchas, brincando com a imagem que trazíamos desse futuro. Seria sempre bom. O melhor da gente é preciso regar todo dia. Cuidar como planta frágil. É um privilégio seguir amando - e amando cada vez mais." (Rebecca Monteiro)&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;era igualzinho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;música-tema:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=OPXU33iquDE"&gt;our dreams are made out of real things like a shoebox of photographs with sepia-toned loving&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já são 2h! =O Preciso dormir, vou embora. Volto quando tiver algo interessante pra dizer. Vou tentar me controlar pra não fazer muitos posts como esse. Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de informação útil aqui, vai o link de um ótimo site --&gt; &lt;a href="http://www.novae.inf.br/"&gt;Novae&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8699135209629733336?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8699135209629733336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8699135209629733336&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8699135209629733336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8699135209629733336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/eu-no-ia-postar-hoje.html' title='I believe in memories, they look so pretty...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3109370134873194530</id><published>2008-04-22T18:24:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T18:26:17.831-07:00</updated><title type='text'>Me amarrota!</title><content type='html'>Gente, me amarrota que eu tô passada!&lt;br /&gt;Dois posts seguidos, eu sei, mas, TEVE UM TERREMOTO EM CURITIBA ENQUANTO EU ESCREVIA E EU NÃO SENTI? ¬¬ inadmissível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3109370134873194530?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3109370134873194530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3109370134873194530&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3109370134873194530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3109370134873194530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/me-amarrota.html' title='Me amarrota!'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-4786595319430108032</id><published>2008-04-22T16:45:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T18:23:33.525-07:00</updated><title type='text'>pelo que foi, já valeu.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tentarei ser breve porque estou com sono. Hoje considerei mesmo a idéia de abandonar esse blog. Já? É! Não tô gostando da dependência que isso me trouxe. No feriado todo mundo sumiu e tava dando tremedeira já. Odeio computador, mas passei três dias sentada (mentira. deve ter sido meio-dia porque eu dormi o resto do tempo) atualizando os blogs pra ver se alguém tinha atualizado. Como pode? Minha cabeça doendo, meu olho latejando, minha pele envelhecendo (não acreditooo que passei três dias na frente do pc sem protetor solar e só lembrei agora) por ficar muito tempo na frente do computador. Eu odeio computador, já disse? Odeio. E fiz isso. Cúmulo do vício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem comecei minha maratona de Twin Peaks, até que a Ju ligou pra me lembrar sobre a prova de GD (me relembrar, porque eu já tinha esquecido de novo). Resolvemos estudar juntas. Foi bom. As duas quebrando a cabeça pra lembrar como resolvia as questões cabreiras ao som de Lenine e Elis Regina. Hoje matamos aula do grosso do estúpido do incompetente do anti-didático professor de Computação (esses detalhes não vêm ao caso), e o importante do dia foi que o céu estava lindo e eu tirei meu primeiro 10 em Geometria Descritiva. \o/&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AH! Tive uma aula ma-ra-vi-lhoooooooo-sa de Tecnologia e Sociedade, sobre o Existencialismo do Jean Paul Sartre. Nossa. Muito boa. Muuuuuito boa. Resumindo, as pessoas jamais serão livres. A liberdade é inalcançável porque sempre seremos escravos de algo, mesmo que esse algo seja a liberdade. Não que eu acredite nisso. Mas o Sartre teria morrido menos angustiado se aceitasse que sua teoria tinha como sumo único a inatingibilidade da liberdade. O professor não falou isso, mas deu pra chegar a essa conclusão ao fim da aula. Como a história é grande demais, vocês vão ficar na curiosidade. Não estou com disposição pra escrever tanto assim. Leiam Sartre! Eu li e recomendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saímos cedo da prova de GD. Acabei não falando com a diretora do Departamento Acadêmico de Design porque ela estava em reunião, acabei não indo ao cinema porque só tá passando filme ruim, acabei não indo pra Yoga porque eu quero dançar tango. Em vez disso tudo, fui procurar roupa na XV, algo completamente inútil. Nunca vi tanta loja fim-de-carreira. Os donos deveriam todos ter aula de teoria da cor. É tanta estampa brega, tanta cor misturada, tanto tecido se confundindo, sem nenhuma ordem, sem seguir nenhuma lógica, que acaba dando um rebosteio mental ultracrônico, as cores ficam piscando diante dos olhos, a cabeça roda, dá enjôo, perda de ar e aí que niguém olha nenhuma peça e ninguém compra. Ou a loja é decente com roupas decentes custando 200 indecentes reais cada. ¬¬ Além do fato de que precisávamos comprar vestidos pra levar pra Manaus, e nenhuma loja mais em toda Curitiba vende roupas de verão. Foi frustrante ¬¬. Preciso urgentemente de uma loja barata de bom gosto que venda vestidos de verão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabei passando por uma loja pela qual eu jamaaaaaaais poderia ter passado, ó céus. Agora eu vi as duas melissas apaixonantes da nova coleção no meu pé, e definitivamente ficaram perfeitas. Ou eu compro ou sonho pra sempre com elas. E sério, já tem melissas demais na minha lista de sapatos-que-saíram-de-linha-com-os-quais-sonharei-por-todo-o-sempre. Resultado: deixei reservado pra buscar amanhã. SÉRIO! SÃO LINDAS! PERFEITAS! Ainda bem que não tinha chegado na loja as outras 2 apaixonantes que eu vi no site. Minha mãe que vai surtar quando me vir entrando em casa com mais duas caixas de sapato. Ela vai gritar de novo "onde você vai guardar issoooo? não tem mais espaço pros seus sapatos no meu armário nããão". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que mulheres são tão consumistas? Pff. Eu não era assim. Depois que eu vi um pedaço de mim sendo levado embora pra longe acabei descontando tudo em sapatos (que absurdo!), tentando preencher o vazio de uma forma completamente inútil. Sei que é inútil. E só percebi que isso caracterizava minha fuga na semana passada, ou na retrasada. Tenho vergonha de admitir, mas acho que admitir é o primeiro passo pra começar a me recuperar de verdade. Sapatos não são desculpa pra fugir, eu sei. Nem os brincos que eu comprei hoje. Vou tentar me curar disso. Mas as vezes eu passo tanto tempo me esforçando, tanto tempo rindo apesar da saudade, tanto tempo me distraindo pra não pensar demais, que acho que eu mereço um presente, e me compro um presente. De qualquer forma, talvez seja hora de parar de descontar e enfrentar a realidade de frente. Talvez seja hora de aceitar. Talvez seja hora de me conformar e aprender a lidar com a saudade de forma efetiva e não dissimulada. Acho que por isso também pensei em desistir do blog. Não quero que seja mais um meio de evasão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui numa loja de cosméticos pra comprar umas coisas (mais coisas) pros meus cachos, só que por ter esquecido minha lista de silicones hidrossolúveis não pude comprar nada. Cremes pro cabelo não são uma fuga, são uma necessidade. Ou eu invisto no meu cabelo ou eu raspo, porque tá um caso sério. Nunca cortaram meu cabelo tão mal. Desdo útlimo corte ele tá im-pos-sí-vel! Ai, agora estou em casa. Moída, com dor no corpo inteiro. Não pode ser cansaço porque eu dormi muito nos últimos dias. Talvez eu esteja ficando doente. Não sei, vai saber.*Comprei há mais de um mês um potinho lindo de vidro com umas coisas lindas e cheirosas dentro, lá na Tok&amp;amp;Stok. Minhas roupas estão começando a ficar com esse cheiro, tão bom! Tchau, gente. Talvez eu escreva ainda por algum tempo. Outro dia eu decido. Beijo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trecho da linda música que ouvi ontem, enquanto estudava. Do meu adorado Lenine. Chama-se "Anna e Eu" (olha, ele até compôs pra mim!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Andei pra chegar tão longe! &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Daqui de longe eu olhei pra trás. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;E foi como ver, distante, eu atravessando os meus temporais. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Andei pra chegar mais longe e de lá de longe me ver feliz. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Andei pra valer a pena. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Olhei pra trás pro que é meu. N&lt;/em&gt;&lt;em&gt;osso passado ensina. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Pelo que foi, já valeu."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vídeo da música: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zoPtuYndmh8&amp;amp;eurl=http://letras.terra.com.br/lenine/119268/"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zoPtuYndmh8&amp;amp;eurl=http://letras.terra.com.br/lenine/119268/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-4786595319430108032?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/4786595319430108032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=4786595319430108032&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4786595319430108032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4786595319430108032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/tentarei-ser-breve-porque-estou-com.html' title='pelo que foi, já valeu.'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-4590942718776353033</id><published>2008-04-20T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T22:50:52.229-07:00</updated><title type='text'>Our hoooopes and dreeeams are out there somewheeere...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uau! Finalmente me sinto uma pessoa agradável de novo. O final de semana foi muuuuuito bom. Dormi 90% dele, mas foi muito bom. Minha irmã viajou, o quarto ficou só pra mim, e eu dormiiiiiiiiiiiiiii pra compensar as três semanas de pé. De sexta pro sábado, dormi até as 16h da tarde. Há quanto tempo não fazia isso? Nossa. Dei um faxinão no meu quarto, deixei tudo lindo e aconchegante, abri o difusor de aromas de frutas da Tok&amp;amp;Stok, ficou tudo ótimo. Conversei com a minha amiga, só coisas boas, rimos um monte, e chegamos às 2:40h da madrugada achando que eram 20h da noite. Foi muito bom, apesar de que o papo veio como confirmação de que não somos mais adolescentes (ela também usa creme específico pra área dos olhos, e já é outra amiga, não é a mesma que usa Avon Renew). Aimeodeos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De sábado pra domingo dormi até às 15h (quem quer saber a que horas eu acordei?). Ai, resumão, vai. Não fiz nada de útil. Li o site da revista nova (Coisa de velha? Mais uma?) e pesquisei dicas para cabelos cacheados &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a cada dia me surpreendo com a quantidade de mulheres mais metódicas com o cabelo que eu... a Ju e a Gabi que estiveram no RDesign Porto Alegre comigo jamais acreditariam se eu contasse, mas existem siiiiiiim mulheres muuuuito mais frescas com os cachinhos do que eu)&lt;/span&gt;. Na vitrola, tocou Vanessa da Matta, Camille Dalmais e Alanis Morissette (Jugged Little Pill), já estava com saudade de ouví-las. Agora lembrei que não parei um segundo na frente da televisão nesses momentos de afazeres inúteis, que orgulho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi melissas novas lindas e virou objetivo de vida pra mim comprá-las antes que saiam de linha e eu sonhe com elas pra sempre. Depois pus a cabeça no lugar e arrumei outro objetivo de vida mais urgente: Ir em julho pra Argentina fazer um intensivo de Espanhol e Tango. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*.*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh! Vou juntar dinheiro pra ir todos os anos fazer alguma coisa assim. Primeiro Argentina. Depois Sevilla pra estudar espanhol e Flamenco. Depois Barcelona pra estudar espanhol e Salsa! &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;*.*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (olhos brilhando taaaaaaaanto). Se eu tiver com a grana na mão meus pais não vão negar, né? Meodeeeeeeeos, como eu quero começar a trabalhar logo, num emprego que me dê férias, senão não adianta (ê, mais uma coisa de adulto).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me ocupei só com coisa de mulherzinha de férias porque eu merecia. Me dediquei pra caramba, fiz tudo com o maior empenho, apavorei nos trabalhos e prova (droga, lembrei agora que tem prova de geometria descritiva na terça, esqueci de estudar... ok, não fiz tudo tão certinho. Mas fiz certinho tudo que lembrei), fiquei acordada dormindo 3h por noite durante dias e dias.... Pelo bom convívio com a sociedade e pelo bem das santificadas pessoas que me aturam com sono, eu mais que merecia dormir pra sempre nesse final-de-semana-plus-feriado. Agora me sinto de novo uma pessoa legal, com olheiras puramente genéticas (as de cansaço se foram), e de bom-humor. Só falta amanhecer um dia bonito na terça pra eu acordar uma simpatia (se tiver cinza, nada feito ¬¬). Por falar nisso, fiquei saltitante na sexta. O dia amanheceu maravilhoooooooso! O Murilo comentou: &lt;em&gt;“Carol, pelamordedeus, seu humor depende da cor do céu?” &lt;/em&gt;Desconfio que sim, meu caro, desconfio levemente. De tarde encheu de nuvens de novo, mas aí a semana já tinha acabado. Importante foi fazer sol pela manhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Não contei. Sexta de manhã carreguei meu mp3 player com músicas da minha pré-adolescência. Confesso que queria ouvir umas, mas fiquei com vergonha de pôr no mp3. Pus as mais aceitáveis, como Bon Jovi (pfffffffffffffff, ok, ok, deixem-me achar que é aceitável), Cranberries (ai, adoro e sempre adorarei), hits2000 da Alanis Morissette, Creed, Nickelback, 3 Doors Down, Matchbox 20... essas coisas. Coincidiu que o sol tava lindo. Estava chegando ao Cefet (atrasada porque não consegui entrar na hora certa com aquele céu lindo do lado de fora) pelo caminho mais comprido. Olhei o céu com uma alegria raríssima nas minhas manhãs, e o que tava tocando no meu mp3? &lt;em&gt;“Then flyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy awaaaaaaaaaaaay from here, aaaaaaaaanywhere, yeah I don’t care. We’ll just flyyyyyyyyyy&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(iáeeeeê)&lt;/span&gt; awaaaaaay from here. Our hoooopes and dreeeams are out there somewheeere. Won’t let time pass us byyy, we’ll just flyyy &lt;span style="font-size:180%;"&gt;AAAAAAAAAAAAAH&lt;/span&gt;”&lt;/em&gt; (grito esgoelado do Steven Tyler). Nunca vi trilha Sonora tão perfeita pra um ótimo dia de céu azul. Nun-ca-vi! Se eu tivesse vivido isso antes, teria oficializado Aerosmith como banda dos dias perfeitos. Deu muita vontade de voar. Bem... depois fui almoçar com uma amiga que há meses não via... aí pronto. Bom-humor garantido. Sexta foi um ótimo dia, ótimo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Retornando ao meu findiplus, perdi, como de costume, inúmeras idéias de bons posts, muitas coisas sobre as quais queria escrever (não tanto quanto sobre o Debret, mas queria bastante ainda). Descobri que não dá pra adiar a publicação de um texto nem pra fazer xixi. Pra ter um bom blog na minha idade, criam-se pedras nos rins. ¬¬ Comentário descabido, peço perdão. ¬¬&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma verdade foi que me senti órfã de blogs. Tanto pela minha parte, porque não vinha na cabeça nada digno de publicação (exceto as idéias esquecidas), quanto pela parte dos meus três blogueiros que decidiram se calar. Tá vendo, Isa, você pára de escrever e todo mundo pára junto. Ninguém tem ânimo mais pra escrever. Huahauahua. Passei todos os dias, umas três vezes por dia, entrando no espaço isagaláctico na esperaaaança da Isa ter decidido voltar a escrever, mais umas três vezes pra ver se o Lucas &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(seu nome é bonito demais pra ficar te chamando de Kzau)&lt;/span&gt; deu continuidade à sua análise musical, mais umas três vezes no blog da Bru e assim vai. [Por falar nisso, na minha ignorância de coroa desconhecedora da tecnologia de ponta, não consigo nem com reza braba linkar o blog das pessoas ali do lado]. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha um blog muito bom que eu poderia ter lido, dois, mas iam me fazer pensar muito e, pra descansar um pouco, quis passar esses três dias sem pensar nada que preste, porque ninguém é de ferro e eu mereço ser fútil por 3 dias. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;VIU?&lt;/span&gt; Ninguém poder ser obrigado a ser inteligente todos os dias do ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudando de assunto, estava pensando nos meus blogs de 7ª série, 8ª série, 1° ano... Eles eram tão bons! Eu era uma pessoa muito engraçada. Era, não sou mais. Lamento ter perdido isso, fazia muito bem tanto pra mim quanto pras pessoas que me rodeavam. Ninguém passava cinco minutos do meu lado sem rir muuuuuuuito. E o que eu falava saía naturalmente. Eu simplesmente transbordava aquilo que tinha dentro de mim, uma alma cheia de alegria e bom-humor. Mesmo quando eu estava séria, até meio preocupada, contava minhas desgraças e as pessoas rolavam de rir. A mesma coisa era meu blog. Ele era ótimo. Eu postava o tempo inteiro, sempre tinha algo bom pra contar. Estava sempre na lista dos &lt;em&gt;Top10 &lt;/em&gt;da weblogger, dos blogs mais atualizados. Logo, recebia muitas visitas. Todo dia tinha pessoas e mais pessoas desconhecidas me adicionando no msn e falando: &lt;em&gt;“Eu peguei seu msn no seu blog. Ele é muito foda, você é muito foda, seus textos são muito bons, quanta autenticidade! Quer ser minha amiga?”&lt;/em&gt; E eu arrumava logo um jeito de bloqueá-los, esnobadora de fãs. Huahauhaua. Ridícula, né? Mas era divertido, tããão divertido! Queria lembrar o endereço de algum deles pra reler e rir sonhadoramente que nem uma velha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nossa. Tive um surto de meia-idade falando sobre isso hoje que vocês nem imaginam. Eu lembro que anos atrás eu via as pessoas tendo crise de identidade ao chegar aos 20 anos, e eu pensava: &lt;em&gt;“Meeeu, que exagero! Vai arrumar motivo pra surtar, o quê é isso, eu vou encarar bem meus 20 anos... meus 40 também!”.&lt;/em&gt; Quem disse? Tô surtando com 2 anos de antecedência! Quem dirá no próximo ano? &lt;span style="font-size:130%;"&gt;MEODEOS, VOU FAZER VINTE NO PRÓXIMO ANO!&lt;/span&gt; DEZENOVE NESSE E VINTE NO PRÓXIMO! ¬¬ menos tempo do que eu imaginava. Me internem, me-in-ter-nem! A cada dia que passa sinto que está cada vez mais próximo o dia em que eu vou começar a sentir permanentemente a necessidade de ser mãe &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(mesmo falando toda vez, sempre tem alguém que surta dizendo &lt;em&gt;'creeeedooooo'. &lt;/em&gt;Então lá vai de novo: não vou fazer um filho agora, não estou dizendo que eu preciso ser mãe agora, chatice).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que é tudo culpa do Avon Renew Retroação. Comecei a me sentir velha com tanta freqüência depois que comprei esse troço pra passar no meu rosto. Na verdade, acho que é tudo culpa da minha mãe (porque é mais fácil culpar a mãe nessas oras, tadinha dela). Mas vejam só o que aconteceu. Eu tenho razão dessa vez, juro que tenho...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma amiga da minha mãe, que vende avon, estava aqui em casa. Pedi as revistas-catálogo com os produtos e encomendei o Renew Retroação. A moça falou: &lt;em&gt;“Pareeeeee, Carol, você tem 18 anos! Retroação é pra 25 anos. Só daqui a 7 anos você pode usar ele".&lt;/em&gt; Aí eu falei: &lt;em&gt;"Nããããão, lá tá escrito que é pra 25 anos &lt;span style="font-size:130%;"&gt;OU&lt;/span&gt; para sinais mínimos de envelhecimento facial. Eu abusei muito do sol na minha vida. Se eu esperar 7 anos eu vou precisar comprar o Renew 40+. Minha irmã tem 25 anos e minha pele é mais envelhecida que a dela".&lt;/em&gt; Nessas horas, o que se espera ouvir de uma mãe? Que é exagero, que é paranóia de adolescente, qualquer coisa do tipo. Mas nããão. SABEM O QUÊ ELA DISSE? &lt;span style="font-size:130%;"&gt;SABEM?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;SABEM?&lt;/span&gt; Sabem o que ela fez? Olhou muito seriamente pra amiga dela e disse pausadamente, com profundidade e voz fúnebre: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"É verdade."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Surtei. Suuur-tei! Não é à toa que estou agora agindo feito uma vovozinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam o scrap que eu acabei de receber como consolo: &lt;em&gt;"Carol. Essa daqui é pra você!&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=620299"&gt; http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=620299&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Entra aí e compartilhe seus sentimentos. hsuahsuahusaha =*** " &lt;/em&gt;¬¬ GENTE-BOOOOA pra caramba, valeu aê, Alysson! ;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Garotada, cansei. Depois de muitos períodos aleatórios que não se encaixam,  minhas costas doem (frase exemplo de aleatoriedade). São 02:40h, optei por dormir. Acordarei às 15h de amanhã pra fazer maratona de Twin Peaks.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Recomendo.&lt;/strong&gt; Melhor seriado de todos os tempos. Foi filmado no ano em que eu nasci (pelo menos uma coisa pra me fazer sentir mais jovem \o/). Procurem download na internet ou venham assistir na minha casa (isso não foi uma cantada) porque vale muito a pena, mais que qualquer Lost da vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS1: Quanto maior o post maior a probabilidade de se cometer erros gramaticais. Não estou afim de ler tuuuuudo pra corrigir tudo agora. Portanto, desconsiderem qualquer absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS2: Eu sei que "espremida" se escreve com "S", Murilo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-4590942718776353033?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/4590942718776353033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=4590942718776353033&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4590942718776353033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/4590942718776353033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/our-hoooopes-and-dreeeams-are-out-there.html' title='Our hoooopes and dreeeams are out there somewheeere...'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-7987684761642336457</id><published>2008-04-17T16:07:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T17:12:59.120-07:00</updated><title type='text'>07.10.2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que saudade de falar naturalmente, descarregar, libertar tudo. Mas não é com qualquer pessoa que dá pra falar assim, não é mesmo. Lembrar disso faz apertar mais ainda a saudade dessas pessoas com quem isso é possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estudei muito, muuuuito. Demorei pra me concentrar, o cansaço era grande. Resolvi ligar Janis Joplin pra dar uma acordada, mas quem disse, né? Acordei! Mas fiquei cantando empolgadamente sem prestar atenção em nada do que eu estava lendo. Saí, então, à caça de um cd de música clássica. Tinha vários na minha pilha de cds, mas sumiram nas férias junto com vários outros. Que coisa! Depois de um tempão achei um do Mozart e liguei. Sempre ouvi dizer que pessoas que estudam com música clássica tem melhor desempenho. Não é que é verdade? Nooossa, me concentrei muuuuuuito bem. Até as 4h da manhã. Estava lendo sobre igrejas pombalinas. Li uma, duas, três e não entendia nada. Duas hipóteses: Ou o texto era mal escrito ou o sono tava me atrapalhando. Resolvi mudar de autor pra ver se era o sono ou se era o texto. Era o sono. Me arrastei até o sofá e dormi instantaneamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei atrasada. Bêbada de sono. É, de novo. Há umas duas semanas não durmo direito. Ouvia o despertador, mas esquecia que tinha ouvido, e depois pensava "será que meu celular apitou?" Pois é, acordei atrasada. Andeeeeeeeeeei, andeeeeeeeeeeei, perdi a aula mais perfeita da semana e bem umas 2h de estudo pra ir até o consultório da nutricionista descobrir que ela ainda está doente e não pode me atender. Que raaaaaiva me deu. Mas aí abriu uma brechinha no céu, eu vi o sol, me animeeeeeeeeei de uma forma incrível! Senti calor (deve ser psicológico), tirei o casaco e fiquei no maior clima de verão. Não durou muito tempo, né? Forçar verão não tava dando certo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiz a prova de História da Arte, mandei bem (ufa!). Mas estudei tanto a Missão Francesa pra quê? Estudei tanto rococó pra quê? Estudei tanto a arte acadêmica pra quê? Não contive a indignação e perguntei enfaticamente: &lt;em&gt;"Mas professooooraaaa, cadê o Debret???"&lt;/em&gt; Devorei a história do cara nos mínimos detalhes, ela repetiu mil vezes o nome dele assim como repetia o do Goya no semestre passado pra, no final, não fazer nenhum questãozinha sobre ele? EU QUERO ESCREVER SOBRE O DEBRET! (não agora, não se preocupem, poupar-vos-ei desse episódio.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No intervalo descobri passagens aéreas semi-gratuitas pra são paulo. Matamos aula pra ir comprar (vamos pra manaus a partir de são paulo) pra no final das contas não dar certo. Não deu. Não compramos. Sono, chuva, passagens não compradas, aulas perdidas das duas matérias mais perfeitas do semestre... ¬¬&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois fui pra Yoga. Enjoei de lá. 6 meses de investimento monetário pra não melhorar minha flexibilidade na mesma proporção. Melhorou. Mas nem metade do que eu gostaria. Minha coluna nem ouso comentar. Decidi que quero dançar tango. Sempre quis. Mas agora quero logo. Vou trocar yoga por tango. Só falta saber onde eu vou achar uma boa aula. E falta saber se pessoas solteiras podem dançar. ¬¬. Acho absurdo só casais poderem se matricular. Aí, mais um pepino. Tenho que achar um lugar perto, com horário compatível, com boa aula, com preço digestivo, que tenha monitores disponíveis dispostos a ensinar tango pacientemente a garotas-sem-par. Acho que é sonhar meio alto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pff. Não quero escrever nada muito profundo hoje, não quero pensar. Dia perigoso. Esse post fez juz ao título do blog. Que droga! Vou apagar. E vou mudar o nome do blog, logo. Assim que eu dormir e voltar a ser uma pessoa com idade orgânica compatível à idade biológica (pessoas morrem de infecção generalizada se não dormirem direito... descobri no semestre passado. o organismo vai envelhecendo até pifar. fizeram testes com pessoas que dormiam 4h por noite durante uma semana. ao final do teste o organismo delas funcionava como o organismo de uma pessoa de 65 anos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora vou ficar em silêncio, pensar em nada e dormir, aaaaaaah, dormir muito porque o sono é gigantesco! Ah! Pequeno aviso: vou descansar minha cabeça no final de semana e tentar me acostumar ao inverno pra fazer bons posts na semana que vem. Ócio criativo, gente, ninguém merece posts diários meus. Que nem programa humorístico. Quando é mensal, é bom pra caramba. Se vira semanal, cái a qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh! Acabei de ganhar uma pantufa liiiiiiiiiinda da minha mãe. É de tigrinho, e ele tem carinha de sono igual a miiiiiiiiim! Aaaaaaaaaaaaah!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai aí um texto do ano passado em memória à minha sempre-melhor-amiga que adorava tudo que eu escrevia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não entendo como tantos valores se perderam e como todos se conformam tão bem em viver assim.&lt;br /&gt;Não entendo como a beleza das pequenas coisas deixou de ser observada, como a vingança e a competição se tornaram prioridades.&lt;br /&gt;Não me conformo em ver que quase ninguém acredita no ‘pra sempre’, preferem focalizar suas vidas em objetivos efêmeros.&lt;br /&gt;Não entendo a necessidade de sobressair a qualquer custo, agir por interesse, chegar ao topo mesmo que antes se tenha que passar por cima de alguém.&lt;br /&gt;Não sei pra que servem tantas brigas. O que se consegue com isso? A longo prazo, que benefício se alcança?&lt;br /&gt;Não vejo sentido em fazer de pequenas discordâncias grandes monstros. Diálogo e respeito resolvem qualquer problema, mas quase ninguém tenta simplificar assim.&lt;br /&gt;Não sei como se pode sentir prazer em diminuir alguém, em destruir seus sonhos, machucar e sair contando vantagem.&lt;br /&gt;Não entendo o comodismo de falar “eu sou assim” sem a preocupação de mudar, ao menos tentar amenizar os próprios defeitos.&lt;br /&gt;Não sei por que não se esforçam um pouco mais para que as coisas dêem certo, por que não abrem mão de seu egoísmo em nome do amor e da paz.&lt;br /&gt;Não entendo como podem descansar e preferir a distância, enquanto um pouco mais de compreensão, maturidade, zelo e altruísmo manteriam a união.&lt;br /&gt;Não vejo razão em tanto rancor, cólera e desprezo, em achar que ouvir um “não” é o maior sofrimento do mundo.&lt;br /&gt;Não entendo o pensamento ditatorial que não permite a liberdade de opinião. Pra que tantas divisões, tanto ódio por quem tem preferências diferentes? Já existem raiva e segregações demais. Pra que piorar?&lt;br /&gt;Não entendo a maldade de se sentir bem em criar desavenças e destruir relacionamentos. Tudo para se sentir grande em sua pequenez. Tudo para se sentir desejável em sua beleza perecível.&lt;br /&gt;Não entendo a preocupação com status, interesse de se passar uma imagem, essa constante atuação tida como necessária que impede que os próprios personagens saibam quem são por trás de suas máscaras.&lt;br /&gt;Não sei por que se acham obrigados a falar o que não sentem, a agir como não pretendem, a demonstrar o que não pensam, só para serem aceitos por alguém que jamais lhes dará real importância.&lt;br /&gt;Não sei como não se incomodam em banalizar o que é importante. Fazem das palavras um brinquedo, instrumento do seu jogo de aparências, fazem de cada frase uma mentira para obterem vilipendiosamente suas superficialidades.&lt;br /&gt;De novo, não entendo como tantos valores se perderam e como todos se conformam tão bem em viver assim. No final, só o que importa é o amor, a amizade e a vontade de mudar o que se tem de mau por dentro. Mas a maioria não enxerga essa verdade. São conformados, não lutam pelo que realmente vale a pena. São personagens, vivem tudo isso só da boca pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Carolina de Macedo Macário, 07 de outubro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-7987684761642336457?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/7987684761642336457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=7987684761642336457&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7987684761642336457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/7987684761642336457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/07102007.html' title='07.10.2007'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8414131146801717968</id><published>2008-04-16T12:15:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T12:31:53.170-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não achei o cd da Natalie Imbruglia hoje de manhã. Fiquei revoltadíssima! Procurei por todos os lados. Aí pensei que eu seria, provavelmente a primeira a apresentar o projeto de composição, não poderia chegar atrasada. Comecei a olhar todos os cds pra achar um que pudesse me fazer tão bem quanto aquele. ACHEI UM MELHOR! Meodeos, fez milagres comigo! Acho que hoje ele foi elegido como cd-de-todas-as-manhãs. Principalmente no inverno, take that rules. Só não é tão antigo quanto Sandy e Junior (nossa, mas também não tem nostalgia que me faça a ouvir Sandy e Junior de novo. morro de nostalgia, mas não ouço). É da idade do ronca. Duvido que vocês conheçam, não conheço ninguém que tenha ouvido. Eu só conheço porque era o vício da minha irmã quando ela tinha 12 anos (e eu 6). Marcou meu último ano em Brasília e meu primeiro em Recife, há 12 anos. Aaaaaaaaaaaaaah, foi ótimo! Super breguinhas as músicas hauahua, divertidíssimas! Fiquei cantando empolgadamente &lt;em&gt;"every guy needs a girl like you, every girl needs a guy like me, oooow yeeeah". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Agora eu deveria estar estudando História da Arte pra sempre, mas tô demorando pra pegar no tranco. Estou bêbada de sono, a Sofia mais ainda (estou na casa dela). Dormimos o que não podíamos dormir e agora um desespero paira no ar. Ela (a Sofie) foi tomar banho pra acordar, vamos tomar café pra tentar de novo. Aiai. Que supersono. Boa sorte pra gente, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje apresentei super bem meu trabalho. Apavorei, modéstia à parte. =D Fui a primeira a apresentar mesmo, poucas pessoas me assistiram. Aí passamos o dia assistindo e avaliando projetos. Foi ruim. Me dei conta de que eu abraço muitas pessoas durante o dia. Hoje, em função dessas apresentações, ninguém se abraçou, ninguém conversou, ninguém ninguém, e me fez falta. Realmente abraços fazem as pessoas mais felizes. E eu não abracei ninguém, niiiiiiiiiiiiinguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Isa acabou de chegar e vai descobrir que estudamos zero coisas nesse tempo todo. NOSSA, o papo ficou interessante. Tenho que ir. Tchau! *vou tentar conseguir o primeiro abraço do dia por aqui, ahuahaua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijinho exclusivo pra Isa III, pro Kzau, pro Murilo e pra Bru, meus únicos leitores até então. (ó que chique!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8414131146801717968?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8414131146801717968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8414131146801717968&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8414131146801717968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8414131146801717968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/no-achei-o-cd-da-natalie-imbruglia-hoje.html' title=''/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8689359701815505953</id><published>2008-04-16T02:52:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T03:26:12.296-07:00</updated><title type='text'>quanto custa táxi até o aeroporto?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recife - PE&lt;br /&gt;Quarta-Feira, 16/04&lt;br /&gt;nascer e pôr-do-sol:&lt;br /&gt;05h22/17h17&lt;br /&gt;temperatura mínima: 24ºC&lt;br /&gt;temperatura máxima: 31ºC&lt;br /&gt;70% de probabilidade de cair apenas 2mm de chuva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol com algumas nuvens e chuva passageira durante o dia. À noite o tempo fica firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fugir pra lá! Até eu chegar a chuva já passou e eu pego o tempo bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto arrumo um meio de fazer isso, eu penso em que cd ouvir pra ficar mais gente-boa. Nem eu vou me aguentar hoje se não for tomada uma providência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer a previsão pra curitiba, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto enquanto me enrolo pra escolher uma roupa. Meu casacão de lã não me escapa hoje.&lt;br /&gt;Estou, agora sonhando com a blusa que não comprei ontem porque a Gabi me ajudou a não ser tão consumista. Mas ela era tão linda! Preciso voltar lá hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem não consegui assistir Twin Peaks direito porque estava com sono e nem dormi direito porque queria ver Twin Peaks. Fiquei semi-inconsciente (porque semi-consciente soa mais consciente do que eu pretendo) no sofá sem nem lembrar meu nome, sem lembrar muito menos que deveria ir pra minha cama. Dormi na sala mesmo, sala gelaaaaaaada, encolhidíssima com meu cobertor, até que fiquei quentinha. Mas acordei com meu fígado se revirando (não sou alcoólatra, apenas comi um pastel. dois.) e aí não tá muito agradável a situação. Quem manda abusar de fígado fresco? (é sério, foi pastel. sempre que eu reclamo de fígado porque comi comida gordurosa as pessoas fazem cara de dúvida. eu tenho tanta cara de bêbada assim, ou é o mundo que é bêbado demais e não admite que um fígado doa &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[déja vu intenso agora, que ruim, odeio isso]&lt;/span&gt; por outros motivos que não a bebida?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso cuidar dos meus órgãos. Vai que eu salvo a vida de alguém com eles, um dia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detalhes à parte, né? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho que estudar história da arte pra sempre hoje. Tirei 10 reais de xerox, nem quero contabilizar quantas folhas tenho que ler. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que vou ouvir Natalie Imbruglia. Antiguérrimo. Vai ser nostálgico demais, não sei se me arrisco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Cheiro de sabonete dove na pele melhora o humor, descobri agora, nunca tinha parado pra notar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tchau, antes que eu me atrase, tenho mais 25min pra ficar pronta.&lt;br /&gt;=*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8689359701815505953?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8689359701815505953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8689359701815505953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8689359701815505953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8689359701815505953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/quanto-custa-txi-at-o-aeroporto.html' title='quanto custa táxi até o aeroporto?'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-3306793861139002546</id><published>2008-04-15T16:42:00.000-07:00</published><updated>2008-04-15T18:35:41.997-07:00</updated><title type='text'>dia de post chato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sono = Post chato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é que vicia escrever aqui? Ontem fiquei o dia inteiro fazendo trabalhos, mas fiquei doida pra terminar logo e vir escrever. Não deu tempo. Sem contar que esqueci o que eu ia escrever, aí perdeu a graça. Daquele jeito: "se não for pra escrever o que eu quero, não escrevo mais." Hoje a mesma coisa. Geralmente é pela manhã. Eu acordo muito pensativa e com sensações estranhas. Sempre reflito demais pela manhã. Ou acordo insensibilizada, indiferente, zumbi, e penso tudo metodica e sistematicamente... ou acordo bodeada, com preguiça das pessoas, e penso como um jiló... ou acordo feliz (só em dias de sol) e penso com paixão em tudo. Em dias como ontem, acordo com tanto sono que nem lembro que eu exito. Em dias outros acordo com vontade de chorar e analiso tudo que passa pela minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Blogs causam dependência. Mesmo que eu me comprometa a não berrar sobre minha vida, acabo escrevendo, mesmo que subjetivamente, demais sobre ela. Dias nostálgicos são propícios a isso também. A gente esquece de todos os pudores, todas os receios, fala e não quer nem saber. Meus últimos meses vêm sendo tãããão nostálgicos! Não estou entendendo isso. Sempre fui meio assim, mas agora tá forte demais. Sempre foi forte também, mas agora é o tempo inteiro, INTEIRO. Não subestimando o que eu vivo agora, não menosprezando meus dias. Eu aproveito, rio, acho bom, mas continuo viajando no passado. Nem reclamo disso, porque coisa que eu não consigo é deixar minhas lembranças pra trás, mas aaaaaaaah, tô muito grisalhaaaaaaaa todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje de manhã tava pensando sobre isso que os blogs causam em nós, essa dependência. Sabemos que somos lidos, mas parece mentira. A gente escreve como se estivesse pensando com os próprios botões, parece que vai continuar sendo segredo, que ninguém vai entender ou tomar conhecimento sobre aquilo. Ou sabemos que todo mundo vai saber e lá no fundo, sem nem tomar conta disso, queremos que saibam. Psicólogos chatos arrumariam um jeito de manipular a conversa até nos fazer acreditar nisso. Eles adoram ler Freud e Lacan pra decorar esquemas sobre o sub-conscicente. Manipulam essas informações e jogam em cima de ti pra pagarem uma de cultos, fazerem você acreditar que é mais problemático do que imagina, pra voltarmos aos seus consultórios eternamente garantindo suas aposentarias milionárias. Como odeio psicólogos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Retomando o raciocínio, é difícil acreditar na internet pra falar a verdade. Eu posso muito bem estar internada agora num manicômio do século XVIII e esse blog, na verdade, é meu psiquiatra. Eu viajo essa história impossível de uma ferramenta que une as pessoas de diferentes países, finjo que o mundo inteiro pode me ler se quiser porque eu sempre quis ser famosa, e inventar essa história futurista de vida on-line e blog é uma forma de me abstrair da loucura e tornar o tratamento psiquiátrico menos sofrido. Na verdade, design é coisa da minha cabeça, minha faculdade mais ainda. Eu reclamo de sono porque me fazem ingerir muitos entorpecentes, eu fico tonta o dia inteiro e fantasio que é minha faculdade de design que me deixa assim. Design nem existe. Manaus não é cidade ainda. Encontro nacional de Design lá é minha mais nova invenção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*sendo invenção ou não, eeeeeeeeeeeuuuuuuuuuu vooooooooooooooooooooooooooou!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabo de perder o que eu ia escrever. De novo. Perdi ontem, hoje de manhã e agora de novo. Quem sabe se eu voltar ao primeiro parágrafo eu não lembre?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;AH! Acordar (uma pausa pra dizer: QUE FRIOOOOOOOOOO! e pra dizer: estou prestes a ser expulsa do computador pela irmã mais velha antes de chegar à metade do post. PÂNICO!)...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peço permissão ao meu calouro pra tirar inspiração de uma música agora (Kzau, posso?). É da Adriana Calcanhoto, um dos poemas mais lindos que eu já vi. Não vou colocar inteiro porque senão não paro de escrever jamais nessa vida. A música me encanta mesmo, essa em especial. &lt;em&gt;"Acordo. Os olhos chumbados pelo mingau das almas e os ouvidos moucos: assim é que saio dos sucessivos sonos."&lt;/em&gt; Já me identifiquei com vários trechos dessa música. Esse é o de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um blog que li agora me fez pensar sobre quão interessante é ver a visão das pessoas acerca da vida e seus obstáculos. Uns se afundam e não vêem mais nada. É compreensível porque quando a pancada na cabeça é muito grande a gente se cega por muito tempo mesmo, meses ou anos, e não consegue ver mais nada. Outros conseguem se tão otimistas. Sorrir, mesmo que só por fora. Ou por dentro mesmo, por pouco tempo, mas de verdade. Admiro essa força. Outros encaram de frente, sentem nitidamente porque dão a devida importância a sentir tudo de uma vez quando a maré vem. E outros tentam esconder a qualquer custo, criam uma carcaça seja por medo de se expor, seja por preguiça de falar, seja por não se sentir confortável em dizer o que acontece, seja por não entender o que se passa. Tem os que tentam esconder com êxito. E tem os que tentam e não conseguem. Não sei bem em que grupo de escondidos eu me encaixo. Mas desconfio que eu não disfarço bem não. Pensei que eu convencesse, mas descobri nesse ano que não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia, no mês passado, acho, eu estava pensando as coisas que eu penso só comigo. De repente a Isa olhou muito séria pra mim, com uma fisionomia muito MUITO preocupada perguntando: "carol... CAROL! CAROL? Oq aconteceu? Vc tah bem?" Achei incrível! Achei fofo! Eu nem tava muito bem, mas me senti tão acolhida naquela hora que melhorei um bocado mesmo sem conversar a respeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra vez fiquei bem contente também. Eu estava sentada no pátio da UT conversando com o Murilo, o Luis e o Gui Verdaska. Estávamos falando besteira, quando o Gui olhou pensativo pra mim e disse: "Carol, você tá tão feliz hoje!" Eu fiquei surpresa e indaguei: "Tô, é?" e ele disse: "Anrãm, acho que nunca te vi assim." Achei tão bom! Tanto tempo que não me falavam isso. Quando parei pra notar, eu realmente tava bem alegre. Foi bom ser alegre de novo. Ouvir isso me fez muito bem. Mudamos de assunto logo em seguida e acredito que ele nem lembra que me falou isso, assim como a Isa naquele dia. Mas são essas coisas que as pessoas falam espontaneamente, tão verdadeiras, que mais nos tocam. É quando a gente vê que nosso esforço teve resultado, é aí que a gente vê quem se importa ou não com você, é quando a gente descobre com que contar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O dia foi feiosíssimo ontem. Hoje fez um frio desgranhento. Antes de sair de casa, paquerei meu casacão de lã quentíssimo. Aí olhei pela janela e pensei "nem tá frio, vou passar calor com isso". Depois fiquei o dia sonhando com o meu casaco. Ó céus! Decidi também que é mais que urgente comprar um esquentador de orelhas. Prioridade de viiiddaa! Me irritei, como de praxe, com o professor incompetente-barra-grosso-barra-antididático-barra-outrascoisasruins de computação gráfica, depois assisti a uma palestra de tipografia seguida de uma animação megalegal que me causou uma mega de uma grande de uma super de uma intensa nostalgia &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;("oxi, assim era fácil demais, até eu!")&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e depois fui visitar uma fábrica de porcelana (período nojento esse que eu escrevi, a gente entra na universidade e vira analfabeto). Voltei com um conjunto de pires+xícara tamanho gigante. Estou super realizada com ele aqui na prateleira. Todo mundo comprou por 5 reais. Eu comprei por 5,50. ¬¬. Não me conformo com isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou indo embora porque me frusto mais a cada frase mal-feita desse post chato. Esqueci tudo que eu ia escrever. Tudo. Ia terminar o raciocínio sobre sono, acordar, e etc. Não lembro, droga, não lembro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não aguento mais chuva. Odeio tanto frio. Fico com um humor péssimo, e minha auto-estima tira folga. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou dormir... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pra amanhã acordar mais legal, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;com disposição pra estudar história da arte pelo resto da minha existência&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pra vender bem meu peixe na apresentação do projeto de composição2 &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mentira. Vou assistiir à segunda temporada da série mais perfeita de todos os tempos: Twin Peaks! \o/ Do David Lynch! \o/ Meu humor tah voltando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tchau. Desculpem-me. Posts melhores virão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! A música: "Fábrica do Poema - Adriana Calcanhoto". OUÇAM!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-3306793861139002546?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/3306793861139002546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=3306793861139002546&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3306793861139002546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/3306793861139002546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/dia-de-post-chato.html' title='dia de post chato'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-6569323736423943184</id><published>2008-04-13T19:53:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T20:13:49.080-07:00</updated><title type='text'>grisalhices de domingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu estou &lt;span style="font-size:180%;"&gt;mesmo&lt;/span&gt; nostálgica. Estou me sentindo uma velha, pra falar a verdade. Comecei a relembrar o doce tempo da matinê, eu ficava fora de casa até as 21h, UAU, era uma conquista! E aí peguei toooodos os meus cds de mp3 lendários e mofados, criei uma pasta chamada nostalgia, e mandei pra lá todas as músicas mais marcantes daquela época despreocupada. Achei cada coisa que nem lembrava que existia, tanta coisa tosca que não entendo como eu gostava, mas foi tão bom de ouvir! Esqueci de comer, esqueci de tomar água, esqueci que amanhã eu volto ao meu mundo adulto, esqueci de tudo. Fiquei aqui, ouvindo, com um sorriso abobado no rosto e os olhos cheios de lágrimas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Stacie Orrico, Linkin Park, Britney Spears.... &lt;span style="font-size:130%;"&gt;I'm Like a Bird da Nelly Furtado!&lt;/span&gt; Dilemma, T.A.T.U, Creed, Nickelback. The Calling, Jennifer Lopez, Christina Aguilera, Avril Lavigne, tooooodas essas &lt;em&gt;MTV-2000&lt;/em&gt; que marcaram tanta coisa, taaaaanta coisa! Dei risada sozinha daquela época e das minhas crises existenciais pré-adolescentes que tiveram essas bandas como trilha. Fuçando os cds, achei fotos engraçadíssimas. E como era genuíno o sorriso daquela época! Por falar em genuníno, achei uma música da Stacie Orrico que eu berraaaaaaava cantando &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“What you need is something genuine. What you need is something real. What you need is something truefull. I know you do, i know you do. I know you do ‘cause i need it too...”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; HAUHAUAHUAHAUAHUA. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;AAAA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AAAaaa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aaah&lt;/span&gt;, meodeos! Que fase boa! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Me senti uma velha, sentada olhando as fotos de infância e pensando “como eu era neném!”, quase chorando com músicas antigas, relembrando com os amigos da época as estripulias pra chamar atenção, passando Avon Renew Retroação no rosto e ao redor dos olhos todos os dias pela manhã e pela noite. Tem coisa mais coroa que isso? E aí minha amiga diz &lt;em&gt;“eu também uso Avon Renew... nós viramos adultas!”&lt;/em&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ahhh nãããão!&lt;/span&gt; É pra acabar! É-pracabá! Tô me sentindo antiga demais. Tragam-me meu espartilho! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relembrei fases boas antigas e mais recentes. Começou com as antigas e depois fui chegando mais perto de agora. Aí eu me senti sendo expremida por dentro, daquele jeito de sempre. Relembrei tudo o que mais me faz falta. Depois de fotos, gargalhadas e lágrimas, achei um blog (achei nada, minha amiga me mandou o endereço) que diz tudo que eu senti e sinto sobre determinado acontecimento da minha vida. Senti um certo consolo lendo, e vontade de abraçar a dona do blog, e vontade de ser mãe... Não, não to querendo arrumar um filho agora, não vou fazer um filho agora. Mas meu instinto materno, que já é forte, transbordou de mim hoje e eu senti uma vontade imensa de carregar meu filho no colo. E sabe-deus quando eu vou poder convidá-lo a entrar na minha vida. Em dias como esse é que eu sinto saudade dos meus filhos, dos meus netos e da minha casa de campo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que eu li no blog indicado pela minha amiga, eu senti demais hoje. E o curioso foi ler poucos minutos depois exatamente o que eu sinto frequentemente e estava sentindo naquele momento: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Ouvir qualquer disco do Jack Johnson me trazia primeiro uma alegria na alma e, depois, uma tomada de consciência que doía profundamente. Porque só mais tarde eu ia pensar de onde vinha aquela alegria – e era doído saber que vinha de um lugar que já não existia mais. O que se mostra na segunda etapa da saudade, que é quando começamos a ouvir novos discos – que, mesmo inteiramente novos, ainda têm o poder de trazer sensações parecidas com as dos momentos que passamos com quem nos falta. Ainda hoje, ao conhecer músicas diferentes, me pego reconhecendo aquela que o tocaria. E até o imagino dançando. Ele no passado, a música no presente e a gente insistindo em desejar juntar os dois.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; (Rebecca Monteiro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tive um sonho delicioso hoje. Estava com muita saudade, há tempos isso não acontecia (isso, o sonho). Ouvi de novo a voz doce que há 1 ano e 7 meses fui privada de ouvir. Com todos os detalhes que eu, por vezes, não consigo lembrar com exatidão. Com aquela entonação que me alegra, com todo aquele carinho. Eu ouvi de novo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou dormir pra amanhã assistir aula das duas matérias mais chatas do universo. Boa noite!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: 4 posts em 3 dias... talvez eu tenha um blog. estou chegando a essa conclusão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-6569323736423943184?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/6569323736423943184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=6569323736423943184&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6569323736423943184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/6569323736423943184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/grisalhisses-de-domingo.html' title='grisalhices de domingo'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-1435945589102163512</id><published>2008-04-12T19:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T20:03:39.832-07:00</updated><title type='text'>de onde vem o nosso impulso de sondar o espaço?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Título tirado de uma música do Jorge Ben porque eu não tenho a competência de escrever isso sozinha. (Errare Humanun Est - Jorge Ben)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As vezes é bem estranho não se sentir você. Eu não me sinto eu muitas vezes. Primeiro vem aquela pira que eu sempre tenho de me dar conta de que sou uma pessoa. NÃO TEM COISA MAIS ESTRANHA! Estou sentada, conversando, dando minha opinião baseando-me na minha experiência de vida, e aí eu paro e penso: "nossa, eu que falei! eu vivi tudo isso. e eu existo, nossa, e eu sou uma pessoa, nossa. meu nome é carolina, e as pessoas podem me ver, podem falar comigo". Parece a coisa mais idiota do mundo, mas acontece e não dá pra explicar a sensação. Eu já conheci mais pessoas que sentem a mesma coisa. Por vários dias eu não vivo em mim, como se eu fosse expectadora da minha vida, como se eu assistisse a um filme. É como se eu fosse outra pessoa, ou fosse apenas algo capaz de assistir. E eu assisto à minha vida como se ela fosse vivida por uma pessoa que eu não conheço. Aí tudo parece inalcançável. Tudo parece impossível. Mas ao mesmo tempo, sou eu expectadora que sente, que quer, que espera. É bizarro isso. Eu não sinto as coisas acontecerem, como se eu não tivesse vivendo todas essas coisas, como se fossem inatingíveis ao mesmo tempo em que sou eu que almejo ter o controle, segurar o acontecimento. Sou eu que quero, que sofro, que sorrio (eu expectadora). E a eu-personagem põe as mãos em tudo que acontece sem sentir, como se fosse desprovida de sentimentos. Ou ela sente. Acho até que ele sente sim. Mas eu não sei como ela está sentindo. Eu fico me esforçando pra saber como é aquela sensação e fico sempre querendo, querendo, querendo muito alcançar. Dá uma agonia isso, porque é mesmo como assistir a um filme da minha vida. Eu quero sentir tudo de perto mas não posso porque estou só assistindo. E aí a sensação acaba sendo muito mais intensa, porque eu fico o tempo inteiro buscando sentir, indignada por não segurar a vida e acabo por sentir demais, mais do que deveria. Eu lido super bem com isso, acostumei, mas não deixa de ser estranho, vai dizer. A primeira vez que eu pus isso em palavras pensei em me internar porque parecia bizarro demais pra uma pessoa sã. Até que descobri que não sou a única que sente isso e sosseguei. E que mania de querer pôr tudo em palavras. Que mania de querer entender tudo, que impulso de especular a mente em busca do significado de cada pontinha de cada sentimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois vem aquela coisa de falar um monte de coisa que por dentro eu sei que não condiz com os meus princípios. Isso por muitos dias, por muitas semanas. Até perceber que eu estava sendo qualquer pessoa menos eu. Vem a pegunta "o que você está fazendo? cadê você? por que você está sumindo?" Eu me sinto desaparecendo num buraco de simulações. Eu me calo, ninguém sabe nada sobre mim, nada que realmente importa, nada que eu pretendo que fique, porque eu não me esforço pra contar. É difícil contar e deixar as pessoas me conhecerem. A história é longa demais. Não dá pra começar a contar do nada. Se ninguém tocar no assunto, se ninguém insistir, eu não conto. Quando o assunto chega perto eu fujo. Que tosca! Eu gostaria de ser mega-corajosa e mega-forte ao ponto de falar assim. De aproveitar a deixa. Mas corre o risco de tocar no assunto e ficar todo mundo com cara de entrerro pensando "caraca, o que eu falo pra ela?". Acaba que o silêncio me irrita e eu mudo mesmo de assunto. Eu não quero que falem nada, oras. Um abraço resolve. Nossa, abraços curam muitas coisas. Se fosse por mim, eu abraçaria todo mundo o tempo inteiro. Tento tanta voltade de abraçar algumas pessoas aleatórias de vez em quando e não abraço porque não tenho intimidade. Chato, né? E ainda há aqueles que não gostam de abraços. Como pode?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando à sensação de não me sentir eu... me ocupo mais do que o necessário pensando nisso. Eu acabo deixando transparecer só as coisas que eu mais quero mudar em mim. Todo mundo me conhece tão superficialmente, conhecem justamente o que eu menos gosto. Eu acho que sou uma pessoa tão melhor do que pareço. E quase ninguém me conhece assim, porque eu não deixo mesmo. Se eu me deixo conhecer eu me apego. E eu crio uma barreira de proteção, analisando e selecionando quem eu acho que pode fazer parte da minha vida pra sempre, pra não me apegar em vão. É divertido de vez em quando falar um monte de besteira com as quais eu discordo, mas chega uma hora que cansa e eu quero falar o que eu acho de verdade. Pff. Vai saber, né? Vai que eu tomo coragem um dia de abrir a boca? Acho que estou até evoluindo nesse sentido. Depois de quase dois anos em silêncio. Eu venho soltando aos poucos a história. Não tem jeito. Todo mundo precisa falar. Puxar alguém, sentar, e destrambelhar a falar até não ter mais voz, ganhar um abraço em silêncio e ir ver vitrine, ou tomar café, ou sorvete... Só isso já faz TANTA diferença. Eu não acho que as pessoas não me entendem, mesmo que pareça que eu acho, já que a internet tem esse poder ridículo de fazer tudo parecer dramático. Eu tenho plena consciência de que me entenderiam se eu falasse e eu não falo porque me acomodo e não tento falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses, semana passada, desabei depois de me dar conta que eu não vinha sendo eu. Quando parei pra tentar me reconhecer, parei pra olhar minha vida, nada não coube mais em mim e eu explodi. O melhor remédio foi, depois de uma noite de sono, acordar com o céu azul ouvindo chico buarque. Melhooooor remédio não foi. Mas o melhor remédio possível foi esse. Não reclamo muito de não ser eu sempre porque cansa ser a mesma pessoa o tempo todo. Quem não cansa? Eu canso. E é bem divertido as vezes fugir disso. Só que, de repente, eu levo um susto, porque passo muito tempo me divertindo assim e depois sinto medo de me perder no meio do caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que dá medo de crescer e não conseguir ser competente em nada. Tenho o maior medo de não conseguir se boa no que eu mais gosto e ter que me conformar com outra vida diferente da que eu planejei. E sempre é diferente. Independente de profissão, dá medo de crescer e esquecer as coisas boas que eu penso. Esquecer eu não vou, mas sabe, tenho receio de me deixar amargar demais e parar de sonhar. Dá medo de mudar pra pior. Dá medo de continuar me trancando e perder muitas oportunidades de ensinar as coisas lindas que eu aprendi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ando sentindo a maior falta de olhar, só olhar e já entender tudo. Ando sentindo falta de me deixar olhar e me sentir decifrada só por isso. Ando sentindo muita falta daquela amizade, daquele amor incondicional. De poder ligar, de poder ouvir a voz, de poder abraçar, de poder contar tudo, de poder falar nada e ganhar o dia por todo o carinho desses minutos de companhia silenciosa. Li num livro de um autor chamado Bernardo Élis que nós sabemos que temos um amigo verdadeiro quando ficamos em silêncio com ele e achamos isso suficiente, gostoso. Se o silêncio incomoda, não existe amizade ali. Essa é uma verdade muito grande. Tenho saudade da gargalhada inocente, de esquecer de tudo a minha volta... de estar com quem sabia tudo de mim, que me ouvia a qualquer momento, da companhia incansável, das melhores companhias. Cada um tem um tempo aqui, mas o Bruno e a Lygia tiveram um tempo curto demais. É uma saudade doída, mas também é bonita. Cheia de amor, um amor que ninguém tira de mim. Essa é uma das minhas alegrias, poder carregar minhas lembranças por toda a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses fiquei bem feliz. Ri até doer as bochechas e ter que segurá-las. Há mais de um ano eu não fazia isso. Queria que eles pudessem ver, ficariam contentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ai, cansei desse computador. Desdo meio-dia estou aqui. Recorde. Há tempos desacostumei com isso, e agora me dá uma inquietação quanto ultrapasso 1h aqui na frente. Dá vontade de me mexer, gritar, socar o computador até quebrar, nossa, irrita! Hoje foi mesmo o dia de relembrar os velhos tempos. Como eu conseguia ficar on-line tanto tempo? Começa a dar dor nas costas, no olho, na testa, UI! (Um minuto, vou buscar um cd que estou muito afim de ouvir pra me acalmar). Ahhhh, ufa! Bem melhor agora. Quase não ouvi música hoje, já tava dando tremedeira. Voltando ao computador, passei a tarde inteira aqui e nem passei protetor solar. Descobri que a luz do monitor é mais prejudicial que a luz do sol. Devo ter envelhecido um bocado, droga!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje as meninas estão afogando as mágoas em garrafas de Campo Largo e eu não pude ir. Queria ir lá dar umas gargalhadas e falar besteira. Hoje é um dia que eu não queria ter tido tanto tempo pra pensar e ser eu. Que bom que o final de semana está acabando (nem acredito que falei isso)!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-1435945589102163512?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/1435945589102163512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=1435945589102163512&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1435945589102163512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/1435945589102163512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/as-vezes-bem-estranho-no-se-sentir-voc.html' title='de onde vem o nosso impulso de sondar o espaço?'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-8895859896315423047</id><published>2008-04-12T08:35:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T11:45:12.962-07:00</updated><title type='text'>é obrigatório pôr título?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre, desde quando eu era uma miniatura de mim, tive dificuldade com títulos. Meus títulos sempre são idiotas como &lt;em&gt;"acordei tarde"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;"estou com sono"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;"férias felizes".&lt;/em&gt; Sempre tive pânico de narração em vestibular porque corretores querem títulos originais. Acho realmente constrangedora a obrigatoriedade dos títulos. E admiro demais pessoas que escrevem coisas inteligentes/engraçadas/criativas nesses malditos retangulozinhos repressores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que sempre me indignou em blogs é a impossibilidade de se começar um parágrafo dignamente. O que custa fazer algo que permita o aparecimento do bonito espaçozinho-de-começo-de-parágrafo depois de apertar o 'tab'? (Vai ver até tem e eu, ignorante, não tô achando.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a Isa me viu comentando num blog, viu minha foto e perguntou: &lt;em&gt;"Carol, você tem blog?" &lt;/em&gt;Sabe, eu &lt;span style="font-size:130%;"&gt;NÃO TENHO&lt;/span&gt; um blog. Ainda não tenho. Não publicamente e acho que vai continuar assim. Eu não falei que poucos dias depois eu ia sentir vergonha do meu primeiro post? Pois é! Já sinto uma vontade quase incontrolável de &lt;span style="font-size:130%;"&gt;a&lt;/span&gt;pa&lt;span style="font-size:85%;"&gt;gá-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;lo.&lt;/span&gt; Eu lembro agora que eu refletia muito minha carência nos meus blogs. Eu sentia a necessidade de ser lida, mesmo falando que não fazia questão de que lessem. Era uma forma de receber atenção, de ser ouvida. Sendo que eu não era ouvida de outras formas porque eu não falava! &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hauhauahua.&lt;/span&gt; Muito engraçado lembrar o que a gente pensava no passado. Enfim. Eu refletia minha carência em blogs. Agora eu não quero refleti-la em lugar nenhum e em ninguém. Essas coisas são perigosas. E tenho receio de que em dias descontrolados nos quais eu falo compulsiva e inpulsivamente coisas com as quais eu nem sei se concordo eu acabe achando uma brecha pra me descontrolar on-line e não no silêncio sensato do meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começo de conversa, nada de &lt;em&gt;"blehs".&lt;/em&gt; De onde eu tirei isso? Olha que palavra horrorosa! Nossa, definitivamente vou apagar meu primeiro post. Vou mudar o nome do blog também, só não sei pra qual (a mesma ladainha de títulos). Não vou falar sobre minhas desgraças, nem sobre meus tédios. Também não tô afim de escrever sobre meu dia, porque escrever o percurso &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Casa - StaCândida/CapãoRaso - UTFPR - Yoga - StaCândida/CapãoRaso - Casa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; todo dia não dá, nãããão dá. Não escrevendo sobre essas coisas me resta escrever besteira e, nossa, entre usar meu tempo livre escrevendo besteira e lendo um livro, eu vou ler um livro, oras. Deveria, agora, inclusive, estar lendo o livro do Dostoiévski que comecei e tanto reclamo por não ter tempo de terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Não devo ter um blog mesmo. Acho que já tive minha fase de aproveitar demais isso e viver em função disso e e e... Agora eu não tenho tempo nem pra dormir. Vai ser um post a cada 5 meses, algo do tipo. Não faz sentido se eu não estou disposta a abrir minha vida particular pro mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que eu sou muito nostálgica. Volta e meia me dá saudade do meu ensino fundamental quando eu não precisava estudar pra ir bem na prova, quando eu não precisava me empenhar em trabalhos, quando eu ficava das 14h até as 20h fazendo minhas unhas com a maior perfeição, quando eu assistia a todos os seriados do universo, lia todos os livros do mundo e configurava por horas e horas o meu blog. Então, numa tentativa absurda de voltar no tempo e prolongar minhas horas livres eu crio um blog sem nem saber por quê. Não tenho pique pra contar meu dia, não tenho as caras de contar oq eu sinto assim tão publicamente... por que raios eu criei um blog?&lt;br /&gt;Por nostalgia, pura nostalgia. E nos dias que eu tiver bem beeeeeem nostálgica talvez eu venha aqui fingir que é tudo descomplicado como antes. (ó drama! parei de escrever em internet por isso, porque quem lê não sabe o tom que você está usando e tudo soa tão dramático! &lt;span style="font-size:130%;"&gt;ui,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;ui&lt;/span&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando que pseudo-não-tenho trabalhos pra fazer (poderia estar fazendo alguns, mas qual a graça de fazer com antecedência? tem que fazer um dia antes pra depois poder recalmar de sono =p), vou relembrar os velhos tempos contando... &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(não, não mudei rápido de idéia. Entrei aqui pra contar mesmo meu dia, mas já avisando que isso não vai se repetir muito).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ontem o céu tava o céu mais lindo do mundo! Nunca vi um céu tão lindo, em todos os dias da minha vida. Bem, depende. Se for pensar em alegria, companhia, amor, já vi céus muito mais lindos, eles eram muito muito mais lindos e depois que eles foram embora pra outro mundo eu demorei pra conseguir olhar pra cima de novo. Voltando a ontem, olhando só o céu, só-o-céu, sem a influência da companhia-que-deixa-tudo-mais-bonito, sem o sentimento que deixa tudo mais azul e todas aquelas coisas fofas... olhando só o céu numa ordenação de grupo, independente e separável de outros fatores (ê, fayga! \o/), numa observação fria e objetiva, o de ontem era o mais lindo que eu já vi! Sem nuvem alguma, contrastando com as árvores num tom de azul que “não existe”! Impossível representar aquela cor com cyano, magenta e branco. Ou sem magenta, ou sem branco, ou... Não dá! Im-pos-sí-vel! Os professores de teoria da cor dizem que se pode fazer todas as cores a partir das primárias, mas duvido que a professora-perfeita-Luciana conseguisse achar aquele tom com guache. Talvez, beeeem talvez, o Toulouse Lautrec conseguisse achar com pastel, mas bem talvez mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, era o céu mais lindo de todos os tempos. Eu poderia casar com aquele céu. Eu poderia morrer naquele momento olhando aquele céu. LINDO! E aquelas tendas que puseram no pátio da UTFPR impediram grande parte dos alunos de presenciarem aquela imagem maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas nós nos empolgamos em passar a tarde em um parque curtindo o sol e o céu. Cheguei em casa da aula, tomei banho, passei um tratamento caríssimo de três passos que eu comprei (e fali) pra ver se desisto de passar a máquina-zero no meu cabelo, almocei, me arrumei e peguei TRÊS ÔNIBUS pra chegar ao Jardim Botânico. Tanto empenho pra descer no tubo e ver o céu cinza (curitiba-do-mal) começando a desabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos desanimou? Jamais! Exemplo de brasilidade! Fomos todas peitudas (me refiro à coragem, não me processem por propaganda enganosa) pra baixo de uma árvore. Não desistimos. Esticamos a toalha de chita pra fazer piquenique e ficamos lá no frio sendo atacadas por milhões de folhas secas-de-outono arrastadas pelo vento. Já contei que tinha mil casais por lá? Pois é. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(pois é).&lt;/span&gt; Pulando essa parte, rimos um bocado, porque o que vale é a companhia &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ah! Estávamos a Gabi, a Isa e eu. O resto do pessoal furou),&lt;/span&gt; e voltamos. Fui em casa pegar minhas frescurites de mulherzinha pra dormir na casa da Gabi, fui ao supermercado com a minha irmã, abracei ela pra cabermos as duas debaixo de um guarda-chuva, e fomos alvo da imaginação-podre dos pervertidos que olham duas garotas quase-gêmeas e acham que elas vão se comer por estarem abraçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulando mais detalhes chatos, fui à casa da Gabi. A Isa e a Ju também foram. Foi ótimo. Rimos e rimos e rimos, e comemos uma pizza maravilhosa, e dormimos na primeira cena de um filme ótimo, tudo porque fazemos Design. Nossa, essa faculdade atrapalha até as noites da mulherada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um sonho bizarro ultra-cinematográfico. Só que, mesmo tentando relembrar os velhos tempos, não estou nem minimamente afim de contar como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou aqui em casa de bobeira. Apanhando do Photoshop. Revoltadíssima com esses grupos incompetentes que passam uma tarde na mesma batucada e têm coragem de dizer que tocam maracatu (tem um grupo desses agora aqui perto da minha casa). Se eu fosse milionária, pagaria uma passagem pra eles irem a Recife ouvir o bom e verdadeiro maracatu. Como não sou, me conformo em ver filmes bobos, ler, comer gelatina, tomar chazinho, ouvir música, fazer nada e, como em todo dia, nostálgico ou não-nostálgico, me conformo em sentir saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de contar que meu cabelo está a caminho da perfeição. Valeu a pena falir por uns meses com aqueles cremes. Uau! Acho que esse é o primeio tratamento da minhaaa viiiida que deu resultado. Tomei altas gotejadas de chuva ontem e ele continuou lindo. Dormi, acordei e ele continuou lindo. Vim pra casa, tomei mais chuva, E ELE CONTINUOU LINDO! Parece milagre, parece sonho, parece impossível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pff, minha promessa de escrever pouco foi por água abaixo, assim como minhas promessas de ano-novo. Ah, já que é pra relembrar velhos tempos, tem que relembrar direito, néan? Putz, se eu escrevi tudo isso, talvez eu tenha um blog. Será? Que coisa, depois eu penso sobre isso. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tchau,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;até a próxima nostalgia,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;beijomeliga. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*adorei&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;isso&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-size:130%;"&gt;poder&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;mudar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;o&lt;/span&gt; tamanho &lt;span style="font-size:85%;"&gt;da&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;letra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-8895859896315423047?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/8895859896315423047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=8895859896315423047&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8895859896315423047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/8895859896315423047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/obrigatrio-pr-ttulo.html' title='é obrigatório pôr título?'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1651892779604168499.post-5607129459925300597</id><published>2008-04-09T18:20:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T20:00:32.154-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sono e blog'/><title type='text'>post primeiro</title><content type='html'>depois de passar dias dormindo durante 2h em função de trabalhos intermináveis&lt;br /&gt;entreguei o maior deles&lt;br /&gt;e agora tenho sono, muuuuuuuito sono.&lt;br /&gt;estava aqui de bobeira e resolvi fazer um blog, veja só.&lt;br /&gt;lendo o de uma calourinha senti saudade dos meus tempos de ouro em que eu dedicava tardes e mais tardes em posts.&lt;br /&gt;já tive alguns blogs durante a vida, os motivos de abandono são sempre os mesmos (escrevo demais, DEMAIS, textos grandes e mais pessoais do que deveriam. me estresso com pseudo-desconhecidos dando pitaco na minha vida e deleto tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso, alguns comprometimentos desde já&lt;br /&gt;1. vou escrever pouco, ó céus, eu preciiiiiiiiiso conseguir escrever pouco. meus posts precisam caber em 10 minutos de dedicação, nada mais.&lt;br /&gt;2. nada de detalhes sórdidos sobre momentos sórdidos&lt;br /&gt;3. nada de abrir a boca pra escrever coisas das quais eu me envergonhe mais tarde&lt;br /&gt;(e já tô vendo que não vai dar certo. na próxima semana já vou ficar vermelha relendo isso aqui)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso é uma vantagem escrever pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é isso, aqui estarão registrados os meus "blehs".&lt;br /&gt;não costumo escrever coisas saltitantes, eu não sou saltitante, eu não vou escrever que a vida é bela. uma excessão à essa regra é o céu, PUTZ, como o céu estava lindo-e-azul-e-sem-nuvens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descobri coisas curiosíssimas sobre cuidados com cabelos cacheados. estou saltitante (momentaneamente, vai passar em 5 minutos, não se acostumem) esperando pra pôr em prática as novas táticas amanhã.&lt;br /&gt;não pode secar o cabelo com toalha de algodão. que coisa! imaginem passar 18 anos da minha vida de cachos sem saber disso?&lt;br /&gt;agora preciso arranjar uma toalha de microfibras sabe-deus-onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltando aos blehs...&lt;br /&gt;tenho sono, muito sono&lt;br /&gt;deveria estar dormindo, mas preciso terminar um trabalho com aquarela pra amanhã.&lt;br /&gt;é super divertido de fazer quando não se está com sono.&lt;br /&gt;tenho vontade de chorar quando durmo pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vou embora.&lt;br /&gt;resumindo o futuro desse blog, quem sabe seja duradouro dessa vez,&lt;br /&gt;escreverei textos chatos aqui, certo? só produzo posts legais quando estou legal.&lt;br /&gt;mas, estar legal e estar com sono são antíteses.&lt;br /&gt;e estar com sono é uma constante no meu curso.&lt;br /&gt;abraço no olho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1651892779604168499-5607129459925300597?l=quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/feeds/5607129459925300597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1651892779604168499&amp;postID=5607129459925300597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5607129459925300597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1651892779604168499/posts/default/5607129459925300597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quasepalavrapraqualquermoldura.blogspot.com/2008/04/depois-de-passar-dias-dormindo-durante.html' title='post primeiro'/><author><name>.carolina.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04649592990558264608</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Axh2hEENExE/SDG0Bqie3jI/AAAAAAAAAAs/JLXAppGeozI/S220/perfil-Norkut.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
